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08 março 2015

Dia Internacional da Mulher

 Grupo de mulheres no Lumiar, em 1949

e outras imagens anteriormente idealizadas por este blogue para assinalar a efeméride .

(clicar nas imagens seguintes para ampliar)




meninas e mulheres, anos 40



12 abril 2013

O problema do olhar apaixonado




O problema do olhar apaixonado é que se abre, permite dessas zonas normalmente fechadas a visão de uma nitidez demasiada. Essa nitidez, mais cruel que apaziguadora, incendeia, ou provoca vertigens, o que é quase o mesmo tendo em conta os resultados.

Toda a intimidade acima de uma certa escala se torna ameaçadora, e é isso que o olhar apaixonado é, antes de mais. Ele suga-a, quer dizer, cega-a, e poucas comparações para o amor me têm parecido tão acertadas.
Este excesso de visão, ou de alma, devolver-lhe-á no fim – ele é uma espécie de espelho – o seu próprio olhar.
É já um olhar devolvido o deste rosto pintado por Alfred Stevens. Trata-se mais de um roubo do que de uma devolução, já que esta nunca é total.

O que ela espera já não são os olhos amados mas o corpo desse ser que, sentado à escrivaninha, se perde com as suas contas ou escreve uma carta. Ela afagou-lhe longamente o rosto à chegada. Tudo me diz que talvez evite olhá-lo demasiado. Com o tempo talvez se distraia cada vez mais.
É mesmo provável que ao fim de alguns anos ele tente certas liberdades com as criadas.

(um pedido de desculpas aos leitores habituais deste blogue por este devaneio inspirado nesta pintura do século XIX)

14 julho 2012

Até Setembro...?




O que sobra dessas mãos: um voo marítimo, uma frase. Quando muito uma dúzia de grãos de areia ardendo ainda sobre a pele, ou uma alga seca no bolso que ficará depois esquecida a marcar a página de um livro lido ao longo desse verão.
Provavelmente uma curta e feliz viagem de barco

31 dezembro 2011

Um ano de 2012 cheio daquilo que verdadeiramente importa...


Este é um daqueles sinais de trânsito que nos faz parar ou voltar para trás porque não o queremos perder. Julgo que foi em Lagos que o fotografei e nunca lhe consegui descobrir a data exata. (1)
Nem isso é muito importante porque o que queria mesmo é desejar a todos os que por aqui passam um bom ano de 2012, cheio daquilo que verdadeiramente importa. E é disso que ele trata, afinal.


(1) Arrisco anos 60, mas é apenas um palpite...se alguém souber...

02 dezembro 2009

Metralhadoras e mata-borrão




No ano lectivo anterior, falávamos nós do novo armamento utilizado na Grande Guerra (tanques, aviões de combate, gases tóxicos, metralhadoras…) e do facto incontornável de ter sido a primeira guerra motorizada, quando devo ter feito um aparte qualquer do género «com tanta velocidade e depois para assinarem as ordens sopravam e passavam mata-borrão».
Despertou-me a atenção a cara espantada de um aluno. Vim a apurar que a expressão mata-borrão o deixara confuso porque não percebia que arma era.
Explicado o facto -agora extraordinário- de semelhante utensílio ser indispensável à escrita com aparo e tinta “verdadeira”, ficou prometido que colocaria aqui uma foto com o extravagante objecto logo que aparecesse. Bem, aqui está. Como nunca mais aparecia descobri um e fotografei-o eu. Abraços.
jmv