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21 outubro 2019

Mulher e taxista








Entrevista com Sónia Saldanha

1. Como foi ser mulher e taxista?
Foi bom. Uma profissão diferente. Ser mulher e taxista foi uma experiência agradável já que ser taxista é visto como uma profissão de homens e há que combater o preconceito. Há 20 anos atrás, quando comecei nos táxis acabava sempre por ser discriminada por muitos colegas.

2. Na tua opinião, quais eram as vantagens e as desvantagens?

Desvantagens:
- O facto de ser mulher;
- Ser frágil;
- Estar exposta.

Vantagens:
- Não vejo nenhuma além de ter trabalho/lutar contra o preconceito.

3. Sofreste algum tipo de discriminação?
Fui desrespeitada por outros homens, a nível de tentarem ´´passar a perna´´ a nível de serviços e também tentarem aproveitar de ser mulher.

4. Aconteceu algum episódio machista?
Como disse há pouco, ultrapassarem-me para apanharem um cliente a seguir e eu como mulher não podia fazer nada, ficava calada. Há sempre receio.
5. E episódios curiosos?
Transportar algumas vezes o saudoso Nicolau Breyner sempre muito amável e transpirava simpatia.

Débora Cardoso, 9º F

26 abril 2012

Abril bem guardado e em boas mãos


                                                                                            (clicar nas imagens para ampliar)



Abril foi também os desenhos nas paredes desta escola, fotografada em 1980.
Neste artigo escrito no jornal “O Setubalense” datado de 1993, pode a dada altura ler-se o seguinte:
“Na escola velha apenas restam desenhos deles, ainda visíveis na pedra da escadaria da entrada. Nada os pode apagar. Quando um dia o edifício for demolido, as histórias continuarão dentro deles, vivas e gravadas na memória, como no primeiro dia em que as viveram. Nada as poderá destruir.”
A escola a que se refere a imagem e o artigo é a escola primária do Bairro Salgado em Setúbal, entretanto demolida.


17 abril 2009

Olha que grupo!


Esta fotografia, também inédita, data do início dos anos 90 e foi, tal como a anterior, gentilmente cedida por João Raposo Nunes.
Nela figuram, da esquerda para a direita, Miguel de Castro, Avelino de Sousa, Fernando Gouveia, F. Botto Semedo, João Raposo, José Manuel Capêlo, José Correia e o eterno "escritor maldito" Luiz Pacheco.

16 abril 2009

Amigos


Esta fotografia, inédita, foi tirada na livraria "Uni Verso" em Setúbal no início dos anos 90.
Nela figuram, da esquerda para a direita, Jaime Salazar Sampaio, Luiz Pacheco e João Raposo Nunes.

16 fevereiro 2009

Atlântico Norte


Uma lindíssima fotografia cedida por um aluno do nono ano, salientando o facto de as fragatas da NATO em exercícios no Atlântico Norte em 1992 serem lideradas pela Vasco da Gama.

04 janeiro 2009

Queda do muro de Berlim

Berlim, Dezembro de 1990
No final da 2ª Guerra, as relações entre os antigos e circunstanciais aliados E.U.A. e U.R.S.S. tornam-se tensas, dando origem à “Guerra-fria”.
Berlim, palco privilegiado desses acontecimentos, vê erguer-se em 1961 um muro – a materialização da “cortina de ferro” de que falava Churchill – que divide a cidade entre a zona ocidental (onde permaneceram simbolicamente as forças americanas, britânicas e francesas) e a zona oriental, de influência soviética, onde em 1949 foi criada a R.D.A.
Em 1989, as mudanças políticas ocorridas na Europa Oriental levam à queda do muro e à reunificação da Alemanha, voltando Berlim a ser a capital e um símbolo dos novos tempos.

É curioso como nos sentimos atraídos pelas coisas que desaparecem, como gostamos de nos fazer fotografar nesse exacto sítio. Todos nós, cada um à sua maneira.
Eis pois também um pedaço do muro (e respectiva certificação) que me foi oferecido e tenho guardado “religiosamente”. Hoje ocorreu-me que para além do interesse histórico ele é também um bocado de uma coisa que desapareceu. Por isso o guardo tão bem.