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04 dezembro 2019

Lutar contra o analfabetismo


Na primeira década do século XX, a taxa de analfabetismo era altíssima, rondava os 77%. Como se pode constatar pelo bilhete de identidade, em cima apresentado, o meu trisavô era uma das muitas pessoas analfabetas da altura.

 Na 1ªrépública (1910-1926) foram implantadas várias medidas para resolver este problema, pois os republicanos acreditavam na importância da educação como forma de promover o desenvolvimento do ser humano e do país.
Em baixo estão algumas das medidas implementadas:
-Foram criadas escolas primárias
-A escolaridade passou a ser obrigatória e gratuita para crianças dos 7 aos 10 anos
-Foram fundadas escolas agrícolas, industriais e técnicas , e escolas para a formação de professores do ensino primário.
-Fundação das universidades de Lisboa e do Porto.
-Os republicanos apoiaram as associações recreativas e culturais. Em muitas delas existiam bibliotecas, salas de leitura infantil, etc…

Com todas as medidas implantadas pelos republicanos a taxa de analfabetismo baixou. No entanto continuou elevada. Em 1920, 70% da população portuguesa era analfabeta, em 1930, 67% da população continuava analfabeta.




                 Carolina Camões, 9º G

24 janeiro 2017

O meu trisavô Manoel na Grande Guerra




                                                                                             Duarte Formas 9ºC

26 setembro 2013

Cartilha Maternal


Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas 172 com o objetivo de alfabetizar adultos.

O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria Eduardo Sousa.


19 abril 2010

Curiosas convivências...





O documento, datado de 1911, é uma escritura de uma propriedade e à primeira vista nada teria de extraordinário. No verso, contudo, a estampilha da Contribuição Industrial tem um pormenor curioso e bastante elucidativo da arte de resolver os problemas à portuguesa – por baixo da Coroa um carimbo a vermelho (tecnicamente designa-se sobrecarga) dá vistosamente conta da existência do novo regime. Visto com mais atenção, a marca de água do papel selado tem bem estampado a coroa real… curiosas convivências …

13 outubro 2009

Garbosa figura



Portugal acabará por participar na Grande Guerra por razões, digamos, de Estado. Legitimar aos olhos dos restantes países europeus o jovem e “vigoroso” regime republicano é uma delas.
Mas isso a este jovem militar pouco interessa. Ele está felicíssimo por estar vivo, o que não é pouco, dado ter feito parte do Corpo Expedicionário Português que, como se sabe, se saldou num elevado número de mortos.
No verso da carta postal que mandou fazer em França com a sua garbosa figura lê-se o seguinte:
“França, 05.04.1918
Ofereço a minha fotografia como prova de recordação à Sra. Maria José.
Sou quem sabe,
Manuel Gregório”
(um grande obrigado à professora Ana Galrinho pela foto e por ser uma apoiante deste projecto desde a primeira hora)

26 novembro 2008

Escola Primária, Setúbal 1937

Da proibição do ensino religioso nas escolas oficiais (uma das medidas da laicização do Estado na 1ª República) à obrigatoriedade do crucifixo nas salas de aula pelo Estado Novo (Deus, a par da Pátria e da Família, é um dos pilares da Educação Nacional), podemos dar graças por as paredes das actuais salas estarem na maior parte das vezes decoradas com trabalhos dos alunos…

25 novembro 2008

Anos 30, militar


O aprumo marcial do jovem soldado revela provavelmente o orgulho que sente na Ditadura Militar imposta em 28 de Maio de 1926, expressão que hoje nos arrepia mas que em muitos sectores da sociedade portuguesa queria dizer apenas um pouco de ordem e sossego nos desmandos que caracterizaram os últimos anos da 1ª República – queda sucessiva de governos (45 em 16 anos de regime), greves, inflação, acções terroristas…
O que ele ainda não sabe ou nunca descobrirá é que quando se troca a liberdade pelo sossego se faz um mau negócio. O Estado Novo dar-lhe-á um tempo infinito para aprender.
Também pode acontecer que o seu ar se deva ao que ele acha que fica melhor na fotografia acabada de tirar para oferecer à noiva…