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24 fevereiro 2021

Uma história de uma vida de “luta”


O meu avô, Francisco Neves Santo nascido em 1935, natural de Espite (Leiria), foi clandestinamente em 1956, com 19 anos para França à procura de melhores condições de vida.

Em Paris esteve ilegal durante 10 anos, a trabalhar como pedreiro e a viver em condições precárias, o seu objetivo era de juntar dinheiro.






Em 1968 conseguiu a residência em Paris e veio a Colmeias (Leiria) buscar a sua namorada, a minha avó, Florinda de Jesus. Casaram em Paris, nesse mesmo ano.

Desse casamento nasceram 3 filhos, um deles o meu pai. Viveram grande parte da sua vida nos arredores de Paris ( Noisy –Le- Grand).








 Esta é a história dos meus avós, mas que poderia ser a história de tantos portugueses que nas décadas de 50/ 60, principalmente da zona donde os meus avós eram oriundos, emigraram clandestinamente para diversos países (França, Alemanha, Suíça…), em busca de melhores condições de vida. Trabalharam arduamente, fazendo o trabalho que era menosprezado pelos cidadãos desse país.


                       Madalena Santo 9º G (2019-2020)

13 novembro 2008

Aventureiros, 1942

Estima-se que entre 1955 e 1960, se tenham fixado em Angola e Moçambique com ajuda e estímulos oficiais cerca de 55 mil portugueses.
Sob este aspecto, alguns dos elementos deste grupo são pioneiros – a foto é de 1942.
Observando a pobreza dos assentos e do próprio cenário – o pano escuro que não é propriamente um cortinado esconde uma paisagem que o chão de terra deixa antever -, não é difícil imaginar que as razões desta vinda não tenham sido o turismo.
Conheço poucas fotografias onde a dignidade humana seja tão evidente. Os inesperados sapatos imaculadamente brancos calçados para a ocasião acentuam esta impressão.
A extraordinária beleza e serenidade do rosto da mulher sentada à esquerda, misturado com uma óbvia convivência rácica seguramente rara, deixam prever que os pés descalços da criança à sua frente saborearão por largos anos a liberdade da terra quente de África…