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22 junho 2012

“Numa família digna, o chefe, que é o pai (…)”

     
No Estado Novo a família modelo era assim constituída: a mãe, ficava em casa a tratar das tarefas domésticas; o pai, ia trabalhar durante o dia para sustentar a família; os filhos iam à escola, onde os rapazes eram educados para mais tarde serem como os pais e as raparigas eram educadas para serem como as mães (domésticas). Por isso, o chefe de família, que era quem a sustentava, era o pai. Este devia ser respeitado com obediência e carinho, assim como o chefe de estado, como uma espécie de pai da nação.
Neste livro da 3º classe de 1958, Américo Tomaz, presidente da República durante a ditadura, ocupa uma página inteira do livro único e obrigatório. Para que não houvesse dúvidas…


Mariana Vinhas, 9º F

29 maio 2009

Deus Pátria Autoridade

Esta fotografia, tirada numa escola Primária do Pinhal Novo em 1960, documenta uma exposição alusiva à comemoração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique.
Se retirarmos de cena os trabalhos dos alunos e imaginarmos a sala repleta de cadeiras com tampo inclinado, fica-nos uma sala de aula típica do Estado Novo.
O crucifixo, ao centro, e as fotografias de Salazar e do Presidente da República, Américo de Deus Tomás, completam a tríade omnipresente. Deus, Pátria, Autoridade no seu melhor.