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03 dezembro 2014

Fotografia de estúdio, Luanda, 1891

Esta fotografia foi tirada em Luanda em 1891, ou seja, um ano depois do ultimato inglês.
O que será que estes quatro cavalheiros lá estariam a fazer? Será que sabiam do que se passava em Portugal?
É que em 1890 a Grã-Bretanha pretendia ligar o Cabo ao Cairo através de uma linha férrea. Por este motivo e na sequência da apresentação das pretensões portuguesas expressas no «mapa cor-de-rosa» de ligar Angola a Moçambique, a Grã-Bretanha enviou um ultimato a Portugal  exigindo a retirada das forças militares portuguesas da região do Chire (atual Malawi) e da região do atual Zimbabué.
Caso Portugal não retirasse, ameaçava cortar relações diplomáticas ou mesmo usar a força.
Portugal cedeu, o que não foi muito bem aceite pela população e contribuiu para agravar a crise política da monarquia, já que este episódio foi frequentemente utilizado a seu favor pelos republicanos.

Pureza D`Orey, 9ºD

26 outubro 2014

Rua de Luanda nos anos 60





 Esta fotografia, pesquisada pela Catarina Amaro, do 9ºE,despertou-nos desde logo a atenção graças aos marinheiros e ao “carocha” estacionado numa rua de Luanda nos anos 60.
Lá ao fundo, no topo do edifício, o anúncio à SACOR fez-nos encontrar este outro, publicado no Jornal do Exército n.º 1, em Janeiro de 1960 e obtido aqui .  De qualquer forma, só em  Fevereiro de 1961, com a revolta em Luanda, com os ataques à Casa de Reclusão, ao quartel da PSP e à Emissora Nacional, se considera o início da luta armada em Angola.



Catarina Amaro, 9ºE

23 maio 2014

Partilhas em tempo de guerra




Correspondência entre os meus avós, durante a Guerra Colonial em Angola.
                                                                                    Catarina Simões - 9.º B

07 fevereiro 2014

Soldados e cavalheiros


Meu tio avô ,Manuel Nunes, no dia do seu casamento  em Cuimba ,Angola, em 1964, em plena Guerra Colonial.
O meu tio avô casou-se por procuração com a minha tia avó Fátima que estava em Portugal devido à sua filha estar quase a nascer e ele não querer ser pai sem estar casado.

Gonçalo Camacho, 9ºD

03 fevereiro 2014

Por detrás dos cargos... as pessoas...



João Batista Duarte Pinheira, nascido a 24 de Setembro de 1905 no Bombarral, filho de António Joaquim Pinheira e de Mafalda Maria Duarte Pinheira, formou-se em medicina pela universidade de Lisboa.
Foi promovido a inspector superior de saúde do ultramar em 30 de Dezembro de 1960.




 Ao longo da sua carreira, foi um homem em quem os doentes confiavam, e por quem tinham um carinho enorme, mas a esse respeito sei de muito pouco, pois não o cheguei a conhecer.




Quem sabe melhor o seu lado humano é a minha mãe, e por isso lhe pedi um texto a explicar exactamente esse lado do meu bisavô.



“No trato pessoal e familiar, tinha como características marcantes ser um homem de grande humanidade, generosamente sempre atento às necessidades de todos com quem se cruzava. De coração bondoso, olhar terno, mas ao mesmo tempo autoritário, duramente implacável e desarmante na frontalidade com que expressava as suas fortes convicções.
 Com um grande sentido de Justiça, íntegro de carácter, apreciava e valorizava nos outros a sinceridade, a honestidade, a nobreza de carácter, a boa educação, a pontualidade, o esforço e mérito. Entregou-se de corpo e alma à causa pública e  talvez por isso tenha sido um pai um pouco ausente, mas atento e exigente.
 Teve 5 filhos. Como avô de 10 netos, todos o respeitavam pela figura naturalmente patriarcal, mas dava lugar aos afectos. Até ao fim da vida, com mais de 80 anos o víamos sair cedo de casa para ir a congressos de medicina, almoçar ao Chiado ou à Biblioteca Nacional, jogar Bridge com os amigos. Sempre foi um homem muito activo e lúcido, com uma vida muito preenchida e bem vivida.”

  Maria Beatriz Vale, 9ºD

24 novembro 2013

Uma família feliz



Esta fotografia foi tirada em Angola no ano de 1967. No centro encontra-se o meu avo paterno, Alberto, e nos seus braços, a minha tia Lisdália (mais conhecida por Dália)  com apenas alguns meses. Do lado esquerdo está o meu tio Carlos Alberto (Beto), à direita a minha tia Lucília (Cila) e no meio deles o meu tio José (Zé).

Hugo Almeida

13 outubro 2013

Guerra Colonial



Como se pode ver, duas carrinhas com um atrelado, não serão o veiculo mais adequado para transportar um a embarcação, mas a necessidade aguça o engenho e os nossos soldados nenhuma outra solução encontraram para movimentar o navio.
 Esta caricata situação aconteceu durante a guerra colonial, em Angola, num desembarque das tropas portuguesas.          
 
Iuri Pereira

25 junho 2012

Machimbombo



Machimbombo

Esta fotografia foi tirada em Moçâmedes, Angola, no ano 1946 (muito antes da guerra colonial que começou em 1961), um dia após o casamento dos meus avós paternos.
Nela estão o meu avô Fernando, (sentado, ao centro, com o usual capacete colonial nos joelhos), a minha avó Rosete, (em pé, à esquerda, com uma sobrinha ao colo) e alguns familiares e amigos que vieram assistir ao casamento. Naquela época, nenhuma mulher usava calças e as saias desciam abaixo do joelho. Em Angola, por descontração e também devido ao calor, poucos homens usavam gravatas.
Alguns dos presentes preparavam-se para viajar para Nova Lisboa, junto com os meus avós; os outros vieram despedir-se. A viagem, de 1 000 km, não era longa para os hábitos daquela terra, mas era muito demorada e cansativa, percorrendo caminhos maioritariamente de terra batida, numa época em que havia poucos transportes motorizados, em Angola. Por isso é que, misturados na bagagem, iam uns cestos com comida, para trincarem pelo caminho.
O veículo de transporte público (um pequeno machimbombo *) é de um amigo do meu avô. Nota-se que ia iniciar viagem porque o carro ainda está brilhante, mas passados poucos metros, ele ficará da cor da terra. Durante a viagem, as janelas tinham de ficar abertas, porque de outra forma não se aguentaria o calor, mas isso fazia com que entrasse parte da poeira levantada.

Naquele tempo, tirar uma fotografia era uma tarefa complicada que obrigava a alguns minutos de imobilidade. Para o pessoal autóctone ver tirar uma fotografia era um grande acontecimento, até porque, o fotógrafo, normalmente, se instalava debaixo de um pano preto, para centrar a imagem, o que tornava a situação pitoresca. No entanto, há algo que distrai a criança que está ao colo e o rapaz à janela do carro e que contrasta com a imobilidade a que a fotografia obrigou os adultos.


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* Machimbombo - designação que se dava em Angola e Moçambique aos autocarros de transporte público (Do inglês «machine pump», «bomba mecânica»)

Cláudia Luso Soares, 9º F

12 março 2012

Sem televisão...



Estamos perante uma fotografia tirada no dia 10 de Agosto de 1963, numa casa em Luanda, terra natal da minha família paterna e país muito quente. Dois triciclos e três crianças, o meu tio (à esquerda), o meu pai (ao centro) e a minha tia mais velha (à direita). «Não existia televisão nem nada de tecnologias avançadas», recorda o meu pai ao olhar sorrindo para este momento. Em segundo plano, podemos observar um antigo rádio. Pousadas em cima da pequena mesa, encontram-se os retratos dos avós paternos do meu pai, meus bisavós.
Eras mesmo pequenino, papá.

Camila Freitas, nº 4 – 9ºA.

23 fevereiro 2011

Algures a sul, na memória.

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Esta fotografia podia ser de uma parte antiga e popular de uma cidade portuguesa qualquer, um beco com casas e vizinhos algures a sul.
O que a torna curiosa é ter sido tirada em Luanda em 1951. Como se esta arquitectura improvisada fosse buscar inspiração à memória, ou à saudade, o que neste caso é quase a mesma coisa.

13 dezembro 2010

Olhares sobre a Guerra




Estas duas fotos retratam José Teixeira, com 20 anos, um de muitos que ingressaram na viagem para a guerra colonial em Angola, mais precisamente em São Salvador do Congo.
A primeira imagem mostra, José Teixeira, num cenário de guerra. Na segunda imagem, bem diferente, vêmo-lo num momento de repouso a almoçar com um habitante angolano.

Trabalho realizado por
André, Diogo e Zé

17 junho 2010

A avó da Mariana



A Mariana tem a sorte de ter uma avó que é um autêntico documento histórico ao vivo, ou seja, conta-nos histórias fascinantes da sua vida em Angola antes do 25 de Abril. Por isso, surgiu-nos a ideia de ir procurar ao álbum antigo fotos de família e encontrámos esta foto. Com a preciosa ajuda da D. Ana (a avó) partilhámos vivências e histórias interessantes de uma família que vivia na colónia que Salazar tanto teimou em não largar.
A avó contou-nos que, em Angola, viviam numa grande quinta, e que tinham a vida toda lá. Mas quando a Guerra Colonial começou, em 1961, tiveram de abandonar tudo para poderem sobreviver.
Hoje, ri-se ao contar histórias da época, mas também ficou marcada na sua memória o pânico e o medo que viveu na altura da revolução dos cravos.
Mariana, Ana Vieira, Carolina P. – 9º F

09 março 2010

Um efeito hipnótico





Este volkswagen, cujas fotografias foram tiradas em Angola nos anos 50 (repare-se na curiosidade da matrícula), hipnotiza qualquer um. Os que alternadamente posam junto dele são a prova da potência do “feitiço”.Lindo.
jmv

21 dezembro 2009

Uma sugestão de Natal



“Existe uma grande diferença entre os brinquedos de hoje e os de antigamente, como se vê na fotografia. Este brinquedo, dos anos 60, foi feito à mão e com materiais encontrados na rua. Desta forma dava tanto prazer a quem o fazia como a quem o usava. Ao contrário de hoje, a infância era passada na rua” escreveu o Diogo Aguiar do 9ºB que também nos encontrou a foto. Tirada em Luanda em 1963.

Também por cá, Diogo, a rua era o nosso reino…os berlindes, os carrinhos de rolamentos artesanais…as trotinetes…ai meu Deus as trotinetes de madeira feitas sob a orientação de um tio com mais paciência e desejoso de as experimentar também…e as quedas… orgulhosas feridas de “guerra”, é o que eram…
jmv

Um feliz Natal para todos

18 fevereiro 2009

Hospital de S. Paulo, Luanda, 1965-1972

Pediatria do Hospital
Trabalhadores da copa


Médicos especialistas em doenças infecto-contagiosas

Estas fotos dizem respeito ao Hospital de S. Paulo, em Luanda, e foram tiradas entre os anos 1965 e 1972.
Fizeram uma longa viagem de Angola até nós graças à determinação e generosidade de uma aluna. O nosso muito obrigado. Sem alunos assim este blog não era possível.
Já agora, o avô da aluna, médico no referido hospital, é o cavalheiro que está de pé lá ao fundo, nesta fotografia.




04 fevereiro 2009

As Finalistas


Finalistas do Curso de Formação Feminina da Escola Industrial e Comercial Artur de Paiva em 1956, Sá da Bandeira, Angola

02 fevereiro 2009

Equipa vitoriosa

Esta fotografia diz respeito ao Clube Recreativo e Cultural de Vila de Folgares (Capelongo-Angola).
Das quatro aldeias que entravam em torneios, esta equipa era a mais vitoriosa em 1959.
Sem qualquer espécie de 2ª intenção, saliente-se a curiosidade de o seu equipamento ser igual ao do Sporting.
foto cedida pela profesora Natércia Gouveia

15 dezembro 2008

Pagamento de Promessa


Esta fotografia, cuja estranheza salta à vista, trata apenas do pagamento em 1976 de uma promessa feita pelo regresso do soldado que vemos em cima, fotografado em Angola em 1973.
Assim se explica o insólito rapazinho vestido de soldado. O que a fotografia não mostra é a ansiedade e a dor que precederam esse regresso.

13 novembro 2008

Aventureiros, 1942

Estima-se que entre 1955 e 1960, se tenham fixado em Angola e Moçambique com ajuda e estímulos oficiais cerca de 55 mil portugueses.
Sob este aspecto, alguns dos elementos deste grupo são pioneiros – a foto é de 1942.
Observando a pobreza dos assentos e do próprio cenário – o pano escuro que não é propriamente um cortinado esconde uma paisagem que o chão de terra deixa antever -, não é difícil imaginar que as razões desta vinda não tenham sido o turismo.
Conheço poucas fotografias onde a dignidade humana seja tão evidente. Os inesperados sapatos imaculadamente brancos calçados para a ocasião acentuam esta impressão.
A extraordinária beleza e serenidade do rosto da mulher sentada à esquerda, misturado com uma óbvia convivência rácica seguramente rara, deixam prever que os pés descalços da criança à sua frente saborearão por largos anos a liberdade da terra quente de África…