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24 fevereiro 2021

Uma história de uma vida de “luta”


O meu avô, Francisco Neves Santo nascido em 1935, natural de Espite (Leiria), foi clandestinamente em 1956, com 19 anos para França à procura de melhores condições de vida.

Em Paris esteve ilegal durante 10 anos, a trabalhar como pedreiro e a viver em condições precárias, o seu objetivo era de juntar dinheiro.






Em 1968 conseguiu a residência em Paris e veio a Colmeias (Leiria) buscar a sua namorada, a minha avó, Florinda de Jesus. Casaram em Paris, nesse mesmo ano.

Desse casamento nasceram 3 filhos, um deles o meu pai. Viveram grande parte da sua vida nos arredores de Paris ( Noisy –Le- Grand).








 Esta é a história dos meus avós, mas que poderia ser a história de tantos portugueses que nas décadas de 50/ 60, principalmente da zona donde os meus avós eram oriundos, emigraram clandestinamente para diversos países (França, Alemanha, Suíça…), em busca de melhores condições de vida. Trabalharam arduamente, fazendo o trabalho que era menosprezado pelos cidadãos desse país.


                       Madalena Santo 9º G (2019-2020)

04 junho 2020

O RÁDIO DOS MEUS AVÓS






Este rádio foi fabricado por uma marca alemã (Schawb  lorenz) e pertenceu durante muitos anos à madrinha da minha avó.


 Após a morte dela, esta relíquia foi entregue à minha avó que pouco tempo depois casou com o meu avô que trabalhava no banco desde os seus 13 anos e foram morar para um apartamento no bairro da Madre Deus situado em Lisboa.

 Passados alguns anos quando os meus pais casaram, vieram morar para Azeitão e o rádio veio também. Apesar de já não funcionar é uma relíquia na nossa família.

Esta máquina fantástica é constituída por um rádio e um gira discos. Eu gostava muito que o rádio funcionasse porque gosto muito de gira discos e sempre quis ouvir alguma música que “saía” de um disco de vinil.
                                                                Diogo Lopes 9ºF


27 março 2020

A "Guerra" do Bacalhau


     O meu avô materno chamava-se António Soares Baptista, nasceu a 28 de dezembro de 1939 e faleceu a 17 de setembro de 2014.
        Aos 18 anos de idade o meu avô teve de fazer uma escolha muito importante na sua vida: cumprir o serviço militar ou ir para a pesca do bacalhau.
       A sua opção foi ir para a pesca do bacalhau onde andou durante 9 anos em vários navios passando por grandes tormentas.
       Atualmente, o meu avô, o meu bisavô e outros familiares encontram-se nos registos dos “Homens e Navios do Bacalhau” no Museu Marítimo de Ílhavo e no Museu da Marinha.


Ainda antes do Estado Novo, em 1927, foi promulgada a primeira legislação pelos Governos da Ditadura Militar que isentava de serviço militar os pescadores que fizessem seis campanhas consecutivas na Terra Nova.
Mais tarde, a forte vaga de emigração dos anos 60, a natureza obsoleta da pesca à linha, no período coincidente com as guerras coloniais em África, fizeram com que surgissem sérios problemas de recrutamento. Era difícil formar as tripulações por falta de mão-de-obra. O decreto de 1927 voltou a ser importante e “proporcionou a muitos homens um dilema humano que hoje nos impressiona: embarcar num bacalhoeiro e escapar ou ir para a guerra de África.





“Naquele tempo, quem fosse para o bacalhau não ia para Angola, havia lá a guerra”.

          Nas palavras de Zé Miguel, antigo pescador da pesca do bacalhau: “A bordo iam cerca de 65 homens”. As viagens ao bacalhau eram campanhas sazonais, cerca de seis meses, entre abril e outubro. “Dormíamos dois a dois e a comida era sempre a mesma coisa: chá ou leite feito de pó, grão, feijão e batatas. Foi assim a vida”, desabafa. 
        Era no rancho, à proa do navio, onde se comia e dormia. Os pescadores dormiam vestidos, dois a dois normalmente por relações de parentesco e o fogão estava sempre acesso para aquecer os homens. Havia falta de água potável, “tínhamos uma caneca de água por dia, para lavar a cara, as mãos e para beber”.
     Os problemas de saúde eram frequentes e os homens trabalhavam “até aos limites quando havia peixe e o tempo o permitia, era um esforço sobre-humano”, afirma Álvaro Garrido(consultor do Museu Marítimo de Ílhavo)
   Esse trabalho permitia-lhes “a possibilidade de um rendimento fixo e regular que as outras pescas não davam”, explica-nos. Para a economia e vida social das comunidades marítimas portuguesas, “foi um modo de vida importante que reflete bem o atraso do país, a miséria social que grassava nas comunidades dos pescadores”.
     Zé Miguel ainda se lembra do seu primeiro ordenado, “foi 20 escudos por um quintal de bacalhau” ou seja, 12 mil quilos de bacalhau.

                    David Calado 9º G


17 março 2020

Os modernos sacos da Casa Joel


A Casa do Joel, de Joel da Cruz Perdigão, inaugurada em 14/1/1951, ficava em Brejos de Azeitão e vendia de tudo um pouco.
Depois de 1974 começou só a vender roupa e foi nessa altura que foram encomendados 25.000 sacos para a loja, 15.000 com asas e os restantes sem estas pegas maiores.

Em 1981 a mercearia deu lugar a duas lojas, uma de roupa e outra de calçado, encerradas em 2.000 por reforma do proprietário.






Miguel Perdigão 9º F

18 outubro 2017

Uma prenda para ir provando...




Botija de whisky escocês. Edição limitada, foi oferecida ao meu avô por um casal de ferroviários escoceses que vieram passar férias em sua casa em 1950.
Bilha feita à mão pela empresa Thom & Cameron fundada em 1888.
Terá entre 108 e 117 anos.







                             

                                Guilherme Cardoso, 9º E

08 março 2016

Nas florestas da Colômbia





Nos anos 50, a Colômbia viveu um período de Guerra Civil que ficou conhecido por “La Violencia” e que durou dez anos, de 1948 a 1958.

Nestas fotografias, tiradas na década de 50 e princípios da de 60 a segunda, podemos ver primeiro uma foto dos meus avós maternos na altura do seu casamento e, na segunda, nos campos onde trabalhavam já com o seu primeiro filho.


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          yahel Jaramilho, 9º F

17 fevereiro 2016

19 dezembro 2015

Um Feliz Natal para todos os que nos visitam




As aventuras de Pinóquio : história de um boneco / Carlos Collodi
AUTOR(ES): Collodi, Carlo, pseud.
PUBLICAÇÃO: [S.l.] : Ed. Paulistas, 1956 ( Lisboa : -- Pia Soc. de são Paulo)

Carlo Collodi, pseudónimo de Carlo Lorenzini, (Florença, 1826 - 1890), colaborou em numerosos jornais, escreveu romances e peças de teatro. Começou a dedicar-se à literatura para a infância em 1875; adoptou entretanto o pseudónimo de Collodi, nome da terra natal de sua mãe. A sua obra-prima, As Aventuras de Pinóquio, foi inicialmente publicada em episódios no Giornale per i Bambini, surgindo em livro em 1883


(informação obtida em http://oarquivodabiblioteca.blogspot.pt/)

05 maio 2015

O tempo, como passa...




 Na primeira fotografia vemos uma típica família dos anos 40, os avós no meio e o pai e a mãe nas pontas.




A segunda mostra a mesma família, no princípio dos anos 50, já sem os avós e num casamento. Nesta fotografia reparei no pormenor dos sapatos da senhora que se voltaram a usar há uns anos e que chegaram a ser muito criticados pelo tamanho dos saltos …




A terceira mostra a criança das fotografias a receber um troféu de golf já nos anos 60.


Pureza D`Orey, 9ºD

29 abril 2015

Santa Susana, Alentejo, década de 50.


Uma rua da aldeia alentejana de Santa Susana no início da década de 50,  por altura dos santos populares.
Vejam  se adivinham quem é a menina da foto....

01 março 2015

Sonhos de noiva, anos 50




Consideradas por muitos duas das mulheres mais bonitas dessa época, a minha avó e a sua irmã nos respetivos casamentos. Fotografias tiradas nos anos 50.

Pureza D´Orey, 9ºD

24 fevereiro 2015

Jovens atores de bairro - anos 50


Esta fotografia reporta-se ao ano de 1953.
Naquela altura não existiam atividades de tempos livres para as crianças, salvo algumas exceções e nas sociedades recreativas dos bairros. Foi o caso desta pequena peça de teatro. O tema era um pequeno retrato da vivência de um casal e um amigo no seu dia-a-dia.
A minha avó, a jovem que está ao meio, estava vestida tal e qual uma rapariga da sua época.
A peça permite compreender um pouco o papel da mulher ideal na sociedade da altura. Ficava em casa a tricotar (no cenário o cesto com novelos e agulhas em cima do cadeirão) enquanto o homem passava o final do dia de trabalho a conversar com um amigo.

Os intervenientes eram amigos da escola e vizinhos da minha avó. Esta peça foi representada para meia dúzia de pessoas. Como não havia muitas atividades para jovens, estes divertiam-se a fazer pequenas peças de teatro.

Carolina Salazar 9ºD

03 novembro 2014

Duas avós


Duas fotografias de duas avós em novinhas .

 A primeira, do Miguel Pato do 9ºD, data dos anos 50.
 A segunda, mais novinha ainda, data dos anos 40 e foi cedida pela Cláudia Monteiro, do 9ºA.


23 abril 2014

Os 40 anos do 25 de Abril nas pequenas grandes coisas


 Comparemos estas recomendações impressas em dois passaportes.
A primeira dos anos 50 e a segunda de Maio de 1974.



Parecem-lhe idênticas para além de mais ou menos carimbos? Observe melhor.
Na primeira, e citamos, “A mulher casada, quando não viajar em companhia do marido, deve ir munida da sua autorização, com letra e assinatura reconhecidas pelo notário.”

Significativo da condição feminina durante o Estado Novo….

Recomendamos que se dê também uma olhadela comparativa às aventuras burocráticas de um funcionário público para sair do país.


Por fim a receção. Seguramente devia ser acolhedor ser recebido pela PIDE ao desembarcar em Portugal vindo do Brasil por mar…

11 abril 2014

Soldados e cavalheiros - a importância da etiqueta nas relações luso-indianas







A Sara descobriu este precioso manual destinado aos soldados que iam cumprir serviço militar no então chamado “Estado Português da Índia”. 
Este jovem soldado envia à noiva uma fotografia tirada em junho de 1959, tendo provavelmente no bolso da farda o tal manual destinado a facilitar o encontro de culturas.
Mas isso o texto da Sara Santágueda explica muito melhor.





 Este guia foi realizado, especialmente, para os soldados que se encontravam de partida para a Índia e para os jovens que no futuro seguiriam os mesmos passos. Contém uma pequena introdução sobre a missão dos soldados portugueses, reforçando sempre a ideia do grande privilégio que é embarcar naquela viagem devido aos inúmeros lugares que iam passar e todos os conhecimentos que de outra maneira não poderiam obter.
 De seguida, dá a conhecer aos leitores informações detalhadas sobre o território, especificamente Gamão, Goa e Dio, o clima, a religião predominante (Hinduísmo), as castas e os idiomas falados. Também podemos ler sobre o sistema monetário e os lugares obrigatórios a visitar.
 Dedica a sua última parte a ensinar sobre o comportamento correto de um soldado: encontrar-se sempre preparado militarmente, transmitir uma boa imagem da sua Pátria e respeito pelos nativos (“Só respeitando, sereis respeitados.”). Acaba com alguns conselhos em relação a envolvimentos com nativas, vícios como a embriaguez e à recetividade em relação à cultura Hindu.

                                                                                                  Sara Santágueda, 9ºD

16 janeiro 2014

"As serviçais"



Esta fotografia, cedida pela D. Edviges, foi tirada no início dos anos 50 na herdade Vale de Reis, perto de Alcácer do Sal.
Dado o número de atividades de caráter lúdico a que se dedicavam os donos da casa e convidados, era preciso um reforço da criadagem, vendo-se aqui as internas da herdade e as criadas que vinham da cidade (Setúbal). Uma das patroas, no canto inferior direito, decidiu posar com elas.
Familiares e convidados sazonais deliciavam-se com as caçadas, a matança do porco e as “agarras”, uma espécie de tourada em que o divertimento era tentar agarrar o gado.


09 novembro 2013

Um passeio pela baixa de Setúbal



Esta fotografia, segundo informação prestada pela bebé que vai ao colo da mãe e é hoje assistente operacional na nossa escola de Azeitão *, foi tirada por um fotógrafo “à la minute” na rua Dr. Paula Borba na década de 50.
Saliente-se a existência do passeio e a adivinhada circulação de carros na conhecida artéria da baixa da cidade, a loja Singer e, na parede, ainda o enorme termómetro de consulta obrigatória para qualquer setubalense.
Prometemos na próxima postagem falar um pouco dos cursos de costura patrocinados por esta marca.
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*- claro que sim….vê-se logo que só se pode tratar da D. Dina a quem muito agradecemos a cedência da fotografia.