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05 julho 2021

«Talvez a guerra acabe brevemente. Ela alguma vez há de ter fim.»

O meu trisavô, Joaquim Mendes Bragança, participou na 1º guerra Mundial como capitão do exército português e exerceu a função de 2º comandante de batalhão.

Embora estivesse na guerra, manteve o contacto com a família, pelo que escrevia cartas e mandava postais sempre que podia. Nestas dizia como eram os seus dias, onde esteve e o que tinha feito.

Quando não estava em Paris, referia que estava em campanha pois não podiam dizer a sua localização devido ao facto do inimigo poder apanhá-las. O facto das cartas também passarem todas pela censura, redobrava o cuidado com o que se escrevia.




São muitas onde encontramos referencias às fracas condições de vida, desde o ponto de não se dormir até ao facto de uma pequena doença ser fatal

«Quando estou nas trincheiras levo as noites de vela e quando venho para a retaguarda todo o tempo é pouco para dormir.»

«Mesmo aqui um terço dos soldados ou estão nos hospitais ou doentes aqui, são mais de 70 doentes que tenho entre 200 homens e não estão nas trincheiras se lá estivessem não se aproveitavam meia dúzia.»

«(…)e quando me sentir doente baixo logo ao hospital porque uma doença aqui mal curada era muito perigosa»



 

Apesar de tudo, dizia que se divertia com os seus companheiros para poder esquecer o lugar onde estava, entretendo-se a falar com uns e ouvindo outros a tocar instrumentos. Sempre teve esperança de que a guerra ia acabar algum dia e que poderia voltar finalmente para a sua família, pedindo também para não se preocuparem com ele.

«Olha ontem estiveram uns pouco de soldados a tocar guitarra e viola e a cantar ao desafio lá na minha messe. Fartavas-te de rir se os ouvisses. São cá da companhia e os instrumentos são feitos nas trincheiras com o material de lá.»

«Talvez a guerra acabe brevemente. Ela alguma vez há de ter fim.»

Margarida Gouveia, 9º D

24 janeiro 2017

O meu trisavô Manoel na Grande Guerra




                                                                                             Duarte Formas 9ºC

13 janeiro 2014

Diploma de Honra - Corpo Expedicionário Português





O meu bisavô materno, João Francisco Santo, participou na 1ª Guerra Mundial (1914-1918). O Pároco da freguesia de Espite, concelho de Leiria, ofereceu a todos os que participaram no CEP, Corpo Expedicionário Português, um Diploma de Honra. Este diploma pertence ao meu avô.

Devemos homenagear todos aqueles que lutaram pela dignidade.
                                                                                  Fátima Ferreira 9º B
 
 



22 novembro 2011

Memórias do Corpo Expedicionário Português



Portugal participou no primeiro conflito mundial ao lado dos Aliados. Portugal entrou com os seguintes objetivos:
-manutenção das colónias
- afirmar-se perante a Europa
- procurar no final da guerra poder receber mais apoio dos países vencedores.
É claro que na situação que o país atravessava, esta decisão não foi tomada com grande aceitação por parte da população em geral. À medida que o número de mortes vai aumentando no Corpo Expedicionário Português e o seu fim era previsível, a guerra tornava-se cada vez mais impopular.
O custo de vida da população aumentava, o abastecimento de bens escasseava e o desemprego continuava a aumentar. Estes fatores fizeram com que começassem a surgir violentas reações sociais que eram aproveitadas pelos monárquicos.
No final da Guerra o grupo de aliados onde Portugal estava foi declarado vencedor o que veio trazer algum prestígio ao nosso país.

Francisco Alfaiate,9ºE

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13 outubro 2009

Garbosa figura



Portugal acabará por participar na Grande Guerra por razões, digamos, de Estado. Legitimar aos olhos dos restantes países europeus o jovem e “vigoroso” regime republicano é uma delas.
Mas isso a este jovem militar pouco interessa. Ele está felicíssimo por estar vivo, o que não é pouco, dado ter feito parte do Corpo Expedicionário Português que, como se sabe, se saldou num elevado número de mortos.
No verso da carta postal que mandou fazer em França com a sua garbosa figura lê-se o seguinte:
“França, 05.04.1918
Ofereço a minha fotografia como prova de recordação à Sra. Maria José.
Sou quem sabe,
Manuel Gregório”
(um grande obrigado à professora Ana Galrinho pela foto e por ser uma apoiante deste projecto desde a primeira hora)