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27 março 2017

Noivos em Azeitão nos anos 60




Os meus avós maternos nasceram em 1938 e 1941. Quando casaram teriam por volta de vinte anos, pelo que esta fotografia data dos anos 60.
O casamento realizou-se na zona de Azeitão.
                                                                                                                                  Sofia Monteiro 9ºA

05 maio 2015

O tempo, como passa...




 Na primeira fotografia vemos uma típica família dos anos 40, os avós no meio e o pai e a mãe nas pontas.




A segunda mostra a mesma família, no princípio dos anos 50, já sem os avós e num casamento. Nesta fotografia reparei no pormenor dos sapatos da senhora que se voltaram a usar há uns anos e que chegaram a ser muito criticados pelo tamanho dos saltos …




A terceira mostra a criança das fotografias a receber um troféu de golf já nos anos 60.


Pureza D`Orey, 9ºD

01 março 2015

Sonhos de noiva, anos 50




Consideradas por muitos duas das mulheres mais bonitas dessa época, a minha avó e a sua irmã nos respetivos casamentos. Fotografias tiradas nos anos 50.

Pureza D´Orey, 9ºD

19 dezembro 2014

Foto de casamento


Esta fotografia, encontrada pelo Daniel Alves, do 9ºD, diz respeito ao casamento de uma tia-avó.  Decorria o ano de 1962 em Montemor-O-Novo, Alentejo.

30 outubro 2010






As duas imagens que se apresentam são do final da década de cinquenta do século XX. Porém, a celebração ritualizada do casamento funciona como uma paragem no tempo, dificultando o encontro dos historiadores com indicadores temporais. O casamento civil constituiu um princípio consagrado pela Revolução Francesa e o século XIX conheceu a sua instituição. O casamento tinha sido ao longo dos séculos um ritual religioso, tanto católico como protestante, que passara nessa altura para as mãos do Estado.
A partir daí o Estado é o verdadeiro regulador dos contratos estabelecidos entre os cidadãos dos dois géneros. Ao mesmo tempo que se estabelece o contrato matrimonial civil também fica instituída a sua dissolução, através do divórcio. Parte-se de uma lógica, por um lado, de contrato jurídico, mas que é acrescido de direitos individuais, de escolhas pessoais nas quais o amor se tornou central. A liberdade individual, pela qual o ideário liberal burguês se orienta a partir dessa altura, toma o amor como uma condição fundamental para o estabelecimento de laços matrimoniais.
A Igreja, embora recuando no seu papel de regulador social, mantém o casamento religioso, agregado à ideia de sacralização do matrimónio e a sua indissolubilidade. Esta impossibilidade de dissolver o laço que ligaria duas pessoas está na raiz da cristalização do tempo que os casamentos trazem inerente. Na aceleração provocada pelo mundo moderno, a existência de casamentos que se não podem desfazer, que se terão de perpetuar, não traduz apenas uma forma de repressão social, mas também funcionam como um espaço de segurança social. O lar deve instituir-se como um local à parte da vida pública, um local de descanso dos afazeres diários, dos negócios, do trabalho ou da dura realidade de todos os dias. Uma paragem no tempo, portanto.
Assim, as fotografias aqui apresentadas são indicadores simbólicos destas ideias. As roupas que os noivos ostentam parecem ser intemporais. O fato preto para os homens, o vestido branco para as mulheres. O único elemento notável é o facto dos vestidos das noivas não terem o mínimo decote, sugerindo uma sociedade católica e especialmente puritana. Estamos na década de 1950, o Estado Novo promovia uma ideia de casamento onde as mulheres, esposas e mães se manteriam puras, para garantir o bom funcionamento da família.
Na primeira, os noivos posam para o fotógrafo antes de entrarem para o Chevrolet, provavelmente alugado para a ocasião. Sobre os seus sorrisos só poderemos especular o quanto se sentiriam aliviados porque a sessão de fotografias acabava ali, junto ao carro. No segundo, os noivos posam com os sobrinhos, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, local ainda hoje escolhido para estas celebrações pela sua monumentalidade. A tradição histórica como cenário da perpetuação do casamento.
A representação das crianças realiza aqui uma clara alusão a como o casamento implica uma procriação pródiga. Nessa linha de pensamento, pode ainda dizer-se que as meninas de branco e grinaldas na cabeça reafirmam a função social feminina, ou seja, a de preparação para o seu próprio casamento futuro. A divisão dos papéis feminino versus masculino, reproduz-se simbolicamente para as gerações seguintes.

01 março 2009

28 fevereiro 2009

Casamentos

1910

1951

1964



1970



Anos 80


Se há cerimónia que tem variado pouco, o casamento é uma delas... Bem, apesar de tudo, notam-se bem algumas diferenças que não são difíceis de identificar...