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16 junho 2021

Um registo de cadastro do pessoal cheio de informações


 

Este é um caderno que o meu avô começou a usar no dia 1 de junho de 1964 (Ditadura Salazarista/Guerra colonial) na sua oficina e deixou de o usar nos finais de 1971. Este caderno tem 49 páginas e dentro dele podemos encontrar categorias como: “Evolução de categorias a vencimento”, “Compensação de feriados”, “Férias remuneradas” e “Faltas ao Serviço”.

Um facto interessante que este livro aponta é que alguns trabalhadores tiveram de deixar a oficina para cumprir serviço militar na Guerra Colonial.

 Esta Guerra teve enormes consequências para Portugal como: 7% da população ativa teve de cumprir serviço militar; 40% do orçamento geral do Estado foi gasto na Guerra; Morreram 8000 portugueses e cerca de 100000 feridos ou incapacitados.

Miguel Lopes 9º A


24 fevereiro 2021

Uma história de uma vida de “luta”


O meu avô, Francisco Neves Santo nascido em 1935, natural de Espite (Leiria), foi clandestinamente em 1956, com 19 anos para França à procura de melhores condições de vida.

Em Paris esteve ilegal durante 10 anos, a trabalhar como pedreiro e a viver em condições precárias, o seu objetivo era de juntar dinheiro.






Em 1968 conseguiu a residência em Paris e veio a Colmeias (Leiria) buscar a sua namorada, a minha avó, Florinda de Jesus. Casaram em Paris, nesse mesmo ano.

Desse casamento nasceram 3 filhos, um deles o meu pai. Viveram grande parte da sua vida nos arredores de Paris ( Noisy –Le- Grand).








 Esta é a história dos meus avós, mas que poderia ser a história de tantos portugueses que nas décadas de 50/ 60, principalmente da zona donde os meus avós eram oriundos, emigraram clandestinamente para diversos países (França, Alemanha, Suíça…), em busca de melhores condições de vida. Trabalharam arduamente, fazendo o trabalho que era menosprezado pelos cidadãos desse país.


                       Madalena Santo 9º G (2019-2020)

07 junho 2018

"Amor em tempo de guerra"





Esta é uma carta de amor trocada entre a minha avó e o meu avô que se encontrava na Guerra Colonial em Moçambique em 1969.
Esta carta suscitou-me interesse de entre todas as outras pelo facto de ter sido enviada pela altura do natal . Tinha o objetivo de ser diferente como um presente, tendo um formato tridimensional ao abrir, formando um ramo de flores.




No corpo de texto da carta demonstra-se a dor e a saudade que ambos sentiam nesses tempos muito difíceis.

Achei bastante engraçado pois o meu avô era bastante carinhoso e delicado perante a minha avó.




Maria Marta 9º D

08 abril 2017

Diário da Guerra Colonial : 23 de março de 1965 - uma página marcante.



António Paulo Bastos, meu avô, nasceu a 29 de setembro de 1943. Foi recrutado para participar na Guerra Colonial na Guiné. Saiu de Portugal a 15 de julho de 1964 permanecendo lá até 1966.
 Conto assim um dos seus episódios que mais o marcou e que li no seu diário de guerra



A 23 de março de 1965 o meu avô acordou às 4:00 da manhã em Farim e preparou-se para a grande operação Canjambarin.
 Saiu em direção a uma povoação chamada Jumbembem, onde se encontravam mais tropas portuguesas, que se juntaram e seguiram para a missão.

Por volta das 6:30 deu-se um rebentamento de uma mina debaixo de uma viatura
 "Começou o festival”, segundo escreveu no diário. O pelotão de morteiros português começou a disparar para a retaguarda do inimigo. A fox (carro blindado) passou para a frente e disparava com as suas duas metralhadoras e pessoas no terreno. A mistura de barulhos e um intenso cheiro a pólvora fê-lo pensar: "É desta que não te escapas".


Perto das 8:30 horas, o inimigo parou de fazer fogo, pois deviam estar a retirar os feridos e mortos.
 Aproveitando-se da situação, as tropas portuguesas avançavam com o objetivo de chegar a Canjambarin. De repente o adversário ataca com morteiros 82, de longe, e ninguém sabia de onde vinha. Por volta das 14:00, o comandante chama os bombardeiros aéreos que largam 4 bombas sobre o inimigo.

Ás 16:00 chegam as tropas portuguesas a Canjambarin e fica assim concluída uma das missões. Não houve baixas portuguesas mas por parte do inimigo houve bastantes mortes e feridos pois via-se o rasto de sangue pelo chão.


                                                                                                                Inês Bastos 9ºF

27 março 2017

Noivos em Azeitão nos anos 60




Os meus avós maternos nasceram em 1938 e 1941. Quando casaram teriam por volta de vinte anos, pelo que esta fotografia data dos anos 60.
O casamento realizou-se na zona de Azeitão.
                                                                                                                                  Sofia Monteiro 9ºA

11 janeiro 2017

Coisas simples e fantásticas... 🎲



Este pequeno objeto, um brinquedo adquirido nas feiras nos anos 60 e que ainda conservo, consiste numa pequena base circular com duas balizas em metal e uma bola. Fazia as delícias da pequenada, dando origem a épicas brigas pela sua posse durante as viagens de carro. 

🎲

16 outubro 2016

Duas crianças, uma cabana e um cão.





Nesta fotografia, tirada pelo meu avô em Timor nos anos 60, podemos ver a cabana onde viviam as duas crianças que aparecem com um cão.

                                                                                                       Verónica Cardoso, 9ºA

11 outubro 2016

Uma cabana na árvore




Esta fotografia foi tirada nos anos 60 em Timor. A cabana na árvore era a habitação de alguns timorenses.

                                                                                           Verónica Cardoso, 9º A

08 março 2016

Nas florestas da Colômbia





Nos anos 50, a Colômbia viveu um período de Guerra Civil que ficou conhecido por “La Violencia” e que durou dez anos, de 1948 a 1958.

Nestas fotografias, tiradas na década de 50 e princípios da de 60 a segunda, podemos ver primeiro uma foto dos meus avós maternos na altura do seu casamento e, na segunda, nos campos onde trabalhavam já com o seu primeiro filho.


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          yahel Jaramilho, 9º F

05 maio 2015

O tempo, como passa...




 Na primeira fotografia vemos uma típica família dos anos 40, os avós no meio e o pai e a mãe nas pontas.




A segunda mostra a mesma família, no princípio dos anos 50, já sem os avós e num casamento. Nesta fotografia reparei no pormenor dos sapatos da senhora que se voltaram a usar há uns anos e que chegaram a ser muito criticados pelo tamanho dos saltos …




A terceira mostra a criança das fotografias a receber um troféu de golf já nos anos 60.


Pureza D`Orey, 9ºD

24 março 2015

Nostalgias


Cedida por um antigo aluno, esta fotografia de uma gloriosa Bella Zundapp em 1960, à porta do antigo quartel “do 11” em Setúbal.

19 dezembro 2014

Foto de casamento


Esta fotografia, encontrada pelo Daniel Alves, do 9ºD, diz respeito ao casamento de uma tia-avó.  Decorria o ano de 1962 em Montemor-O-Novo, Alentejo.

16 novembro 2014

Madalena Iglésias - a marca de um estilo


Ao analisar uma fotografia para o blogue, reparámos que a senhora presente, amiga da minha avó, tinha qualquer coisa de semelhante a uma das grandes artistas da canção portuguesa dos anos 60.
Esta fotografia data de 1963 e foi tirada no Barreiro.

A semelhança, devido ao visual típico da década e, sobretudo, ao cabelo, levou-me a procurar saber mais coisas sobre essa grande artista desses tempos – Madalena Iglésias.


Madalena Lucília Iglésias do Vale de Oliveira nasceu em Lisboa no dia 24-10-1939, estudou canto no Conservatório e Escola do Canto. Aos 15 anos entrou para o Centro de Preparação de Artistas da Rádio da Emissora Nacional.
A sua carreira teve início na televisão e na Emissora Nacional, em 1954, sendo que também se tornou conhecida internacionalmente em Espanha a partir de 1959.
Anos mais tarde, estreou-se no Cinema e interpretou vários papéis para filmes e novelas, tendo sempre continuado, a par disso, a sua carreira como cantora.
Fez várias parcerias famosas, como é o caso das canções interpretadas ao lado de António Calvário.
O seu maior sucesso foi o tema “Ele e Ela”, de 1966, no Festival da Canção.
A sua carreira em Portugal termina no princípio dos anos 70, ao ter emigrado para a Venezuela, onde chegou a ter um programa de televisão próprio e onde recebeu o Bolívar de Ouro, uma condecoração especial concedida a artistas estrangeiros excecionais.
Gostei bastante desta sua afirmação: “As carreiras têm que começar por baixo. Qualquer tipo de trabalho onde não se labuta, e a pessoa não sofre reveses, essa carreira não dura”

 Daniel Alves, 9ºD

26 outubro 2014

Rua de Luanda nos anos 60





 Esta fotografia, pesquisada pela Catarina Amaro, do 9ºE,despertou-nos desde logo a atenção graças aos marinheiros e ao “carocha” estacionado numa rua de Luanda nos anos 60.
Lá ao fundo, no topo do edifício, o anúncio à SACOR fez-nos encontrar este outro, publicado no Jornal do Exército n.º 1, em Janeiro de 1960 e obtido aqui .  De qualquer forma, só em  Fevereiro de 1961, com a revolta em Luanda, com os ataques à Casa de Reclusão, ao quartel da PSP e à Emissora Nacional, se considera o início da luta armada em Angola.



Catarina Amaro, 9ºE

23 outubro 2014

Aprendendo a nadar - 2


Fiquei feliz por te lembrares perfeitamente que foste tu com os teus braços que me ensinaste a nadar. Já nem para mim é importante saber se tenho quatro ou oitenta e nove anos. Verdadeiramente importante é passado tanto tempo termos aprendido de novo a importância dos braços.

(para o meu pai, que aparece nesta fotografia tirada em Tróia, nos anos 60, a ensinar-me a nadar.)

20 outubro 2014