09 junho 2021

Um candeeiro a petróleo guardado ao longo de várias gerações


O objeto que vemos nas imagens é um candeeiro a petróleo, usado ao longo da vida dos meus bisavós e infância dos meus avós para iluminar a sua casa todas as noites.

Foi utilizado na altura em que as pessoas que viviam no campo não tinham eletricidade, recorrendo a candeeiros como este.

De baixo para cima o candeeiro é composto pelo pé, pelo depósito onde se armazenava o petróleo, pelo bico que está incorporado na parte de vidro superior onde se situava a chama e que se tinha de limpar todos os dias.

No depósito do petróleo estava mergulhada a torcida, um feixe de fios que mantinha a chama acesa ao estar mergulhada no petróleo. A parte da torcida localizada no bico incendiava-se, enchendo de luz o espaço à sua volta. 



 

Os materiais utilizados eram o vidro, o metal no bico e o tecido na torcida.

O petróleo era comprado em mercearias e vinha em garrafas de litro. Este colocava-se no depósito desencaixando a parte de vidro superior juntamente com o bico.

Hoje em dia este tipo de candeeiro não é utilizado, sendo uma antiguidade e relíquia de várias gerações atrás.

Catarina Ruivo 9ºD

02 março 2021

1945- migração para a grande cidade procurando melhores condições de vida

 

Apresento-vos o meu avô.

Esta fotografia foi tirada quando o meu avô se preparava para migar para lisboa, em busca de emprego por melhores condições de vida.

Nesta época, a industrialização e os serviços aumentavam exponencialmente e concentravam-se nas grandes cidades. Isto significava uma maior oferta de emprego para os que procuravam uma oportunidade.



 

A idade mínima legal para trabalhar iniciava-se aos 12 anos (idade que o meu avô tinha quando lhe foi tirada esta foto). Nesta idade qualquer criança podia trabalhar, desde que não excedesse as 10 horas diárias das 60 horas semanais, o trabalho fosse considerado “leve” e tivesse completado o exame do 1ºgrau.

O meu avô, que reunia todas as condições descritas anteriormente, viu-se obrigado a deixar Alcoutim (vila onde nasceu) para ser aprendiz numa leitaria, na qual, mais tarde, passou a ser proprietário.

Como o meu avô, muitos outros, naquela época, tiveram de abdicar das suas infâncias, famílias e propriedades pela necessidade de sustento, para melhor qualidade de vida e aprendizagem de um ofício.


Simão Baptista 9ºF(2019-20)

24 fevereiro 2021

Uma história de uma vida de “luta”


O meu avô, Francisco Neves Santo nascido em 1935, natural de Espite (Leiria), foi clandestinamente em 1956, com 19 anos para França à procura de melhores condições de vida.

Em Paris esteve ilegal durante 10 anos, a trabalhar como pedreiro e a viver em condições precárias, o seu objetivo era de juntar dinheiro.






Em 1968 conseguiu a residência em Paris e veio a Colmeias (Leiria) buscar a sua namorada, a minha avó, Florinda de Jesus. Casaram em Paris, nesse mesmo ano.

Desse casamento nasceram 3 filhos, um deles o meu pai. Viveram grande parte da sua vida nos arredores de Paris ( Noisy –Le- Grand).








 Esta é a história dos meus avós, mas que poderia ser a história de tantos portugueses que nas décadas de 50/ 60, principalmente da zona donde os meus avós eram oriundos, emigraram clandestinamente para diversos países (França, Alemanha, Suíça…), em busca de melhores condições de vida. Trabalharam arduamente, fazendo o trabalho que era menosprezado pelos cidadãos desse país.


                       Madalena Santo 9º G (2019-2020)

21 agosto 2020

A Historia do meu Avô – percurso de vida no século XX

 

O meu avô paterno chama-se Ângelo Pereira dos Reis, nasceu em 13 de fevereiro de 1928, em Águeda, mas passou a maior parte da sua vida em Lisboa.

Aos 5 anos de idade, veio de Águeda para trabalhar numa quinta em Lisboa, na freguesia de Carnide, onde trabalhou até ir para a tropa em 10/04/1949. O racionamento de comida e a más condições sociais, em Portugal, sentidos a seguir à 2ª guerra mundial e a miséria imposta pelo regime de Salazar durante a sua governação nesses anos, obrigaram muitas pessoas, como a família do meu avô, a procurar trabalho e aceitarem a “escravatura” por um prato de comida e cama para dormir.