29 setembro 2014

Fotografia de estúdio, anos 20




Esta foto do meu avô foi tirada em 1922 por Manuel Rodrigues Aldegalega (1878-1940). Fotógrafo de Setúbal, contemporâneo de Américo Ribeiro, teve fotografias suas numa exposição intitulada “Setúbal ilustrada pela fotografia (de 1860 a 1930)”,realizada em 2010 no museu do Trabalho Michel Giacometti.
                                                                                                                                                       
Inês Carvalho, 9ºC

21 setembro 2014

Collecção Patrícia




Na sequência da postagem anterior, e do útil comentário pleno de informação do nosso simpático leitor Joaquim Djack, aqui deixamos alguma da publicidade que acompanhava os pequenos volumes da “Collecção Patricia” e a respetiva nota de encomenda.

17 setembro 2014

De volta


A D. Edviges, assistente operacional na nossa escola e grande amiga deste blogue de que é a principal consultora para assuntos alentejanos, ofereceu-nos este verdadeiro trevo de quatro folhas para nos desejar boa sorte.
Quem pode não ter ânimo com uma oferta assim?
Agora que os nossos alunos estão de volta, está aberta oficialmente a nova época para o blogue que fará em outubro seis anos.
Que a sorte vos toque a todos também.

Um abraço

20 junho 2014

Ensino Primário, 1937


Em 1937, este livro único, aprovado oficialmente, assumia sem complexos a mistura entre história e propaganda - (...) de harmonia com os princípios de orientação educativa do Estado Novo". Sem mais.

04 junho 2014

Um espião ou talvez não...


Ao olharmos para esta fotografia, ficamos com a sensação de estarmos na presença de um espião dos anos 50 ou 60.
De facto, esta é a época alta da espionagem devido à “guerra fria”, expressão que designa o período histórico entre o final da 2ª Guerra mundial (1945)e a extinção da União Soviética (1991).
 Carateriza-se pelo confronto indireto entre a URSS e os EUA que, não podendo defrontar-se diretamente devido ao “equilíbrio pelo terror” provocado pelo seu arsenal nuclear, praticavam a propaganda, o apoio a terceiros em conflitos em todo o globo e, principalmente, a espionagem.
A espionagem mantinha as duas superpotências a par dos avanços tecnológicos e militares do adversário, permitindo-lhes não perder terreno na luta pela hegemonia mundial.

Volto à fotografia só para dizer que a figura aí presente era o meu bisavô que de espião não tinha nada.
                                                                                                                                     
                                                                                                                           Polina Tafintsova, 9ºE

26 maio 2014

Lenine fazendo gravações de voz


Neste extraordinário postal editado em Moscovo em 1969, pode ver-se Lenine em frente a um …imagine-se… gravador de voz de 1919. Em breve contamos brindar os nossos visitantes com mais fotografias desta série praticamente inédita.

23 maio 2014

Partilhas em tempo de guerra




Correspondência entre os meus avós, durante a Guerra Colonial em Angola.
                                                                                    Catarina Simões - 9.º B

18 maio 2014

Onde colocar o televisor, eis o problema



Da coleção “Escola de Noivas”, de Laura Santos, as nossas debutantes aprendem o melhor sítio para colocar um televisor, correm os anos 70.
Desconfio que os nossos alunos, mais habituados a plasmas e afins, demorem  a descobri-lo...


(digitalização cedida por uma antiga aluna)

15 maio 2014

Uma história com um final feliz


Conhecem aquela expressão “não julgues o livro pela capa”? Neste caso essa expressão adequa-se a esta fotografia.
À primeira vista podíamos pensar que é apenas mais uma fotografia de uma mulher rural de qualquer região, ou coisa assim. Por detrás desta fotografia existe uma história pessoal extraordinária.
A senhora da foto é ucraniana, e a fotografia também. Nos anos da 2ª guerra mundial, quando Hitler aplicou a “solução final” que consistia no extermínio de todas as raças consideradas pelos nazis inferiores à raça pura alemã/ariana, esta senhora foi uma dos muitos milhões de pessoas inocentes que foram levadas para os campos de concentração.
Tudo podia ter acabado assim, mas não é obrigatório que todos os finais sejam infelizes… fugindo, com uma enorme coragem, ela conseguiu defender o seu direito à vida.

                                                                                              Polina, 9ºE

08 maio 2014

Esclarecer o Povo


A seguir à revolução de abril de 1974, a palavra de ordem era esclarecer e educar o povo. São inúmeros os livros saídos com esse propósito.

Este exemplar, escrito pelo Prof. Doutor Jorge Campinos, viu a luz do dia em Janeiro de 1975.



Livro pesquisado pela aluna Cristiana Marto do 9ºD

24 abril 2014

Os 40 anos do 25 de Abril nas pequenas grandes coisas - 2


Em 1975 e 1976 tudo se partilhava, emprestava, cedia. Com a música e os discos do José Afonso era também assim. Circulavam de mão em mão, como quase tudo.
Este LP veio ter comigo já não me lembro como… descobri-o há uns meses bem aninhado entre os outros discos de vinil de que nunca me desfiz.

Vamos ao que interessa. Trata-se de um disco da cantora luso-francesa Catherine Ribeiro com os Alpes e data de 1975. É difícil de catalogar Catherine, como pode aperceber-se aqui.



 (clicar na imagem para ampliar)
Este LP tem no seu interior uma interessantíssima dedicatória a José Afonso que partilho. (pode consultar uma nota biográfica clicando aqui.)
Curiosa também a parte da letra da canção Poème Non Épique nº3 onde se faz referência ao Portugal revolucionário e ao Portugal salazarista. Portugal era um tema inspirador e apaixonante.

PS – a referência a Cuba dirá respeito  à participação nesta ilha em 1970  num Festival Internacional de Música Popular



23 abril 2014

Os 40 anos do 25 de Abril nas pequenas grandes coisas


 Comparemos estas recomendações impressas em dois passaportes.
A primeira dos anos 50 e a segunda de Maio de 1974.



Parecem-lhe idênticas para além de mais ou menos carimbos? Observe melhor.
Na primeira, e citamos, “A mulher casada, quando não viajar em companhia do marido, deve ir munida da sua autorização, com letra e assinatura reconhecidas pelo notário.”

Significativo da condição feminina durante o Estado Novo….

Recomendamos que se dê também uma olhadela comparativa às aventuras burocráticas de um funcionário público para sair do país.


Por fim a receção. Seguramente devia ser acolhedor ser recebido pela PIDE ao desembarcar em Portugal vindo do Brasil por mar…

11 abril 2014

Soldados e cavalheiros - a importância da etiqueta nas relações luso-indianas







A Sara descobriu este precioso manual destinado aos soldados que iam cumprir serviço militar no então chamado “Estado Português da Índia”. 
Este jovem soldado envia à noiva uma fotografia tirada em junho de 1959, tendo provavelmente no bolso da farda o tal manual destinado a facilitar o encontro de culturas.
Mas isso o texto da Sara Santágueda explica muito melhor.





 Este guia foi realizado, especialmente, para os soldados que se encontravam de partida para a Índia e para os jovens que no futuro seguiriam os mesmos passos. Contém uma pequena introdução sobre a missão dos soldados portugueses, reforçando sempre a ideia do grande privilégio que é embarcar naquela viagem devido aos inúmeros lugares que iam passar e todos os conhecimentos que de outra maneira não poderiam obter.
 De seguida, dá a conhecer aos leitores informações detalhadas sobre o território, especificamente Gamão, Goa e Dio, o clima, a religião predominante (Hinduísmo), as castas e os idiomas falados. Também podemos ler sobre o sistema monetário e os lugares obrigatórios a visitar.
 Dedica a sua última parte a ensinar sobre o comportamento correto de um soldado: encontrar-se sempre preparado militarmente, transmitir uma boa imagem da sua Pátria e respeito pelos nativos (“Só respeitando, sereis respeitados.”). Acaba com alguns conselhos em relação a envolvimentos com nativas, vícios como a embriaguez e à recetividade em relação à cultura Hindu.

                                                                                                  Sara Santágueda, 9ºD

31 março 2014

"À la minute" para sempre


 Cedidas pela D Edviges, apresentamos hoje três fotografias “à la minute” dos anos vinte e trinta, tiradas na feira de Alcácer-do-Sal. Assinale-se que bastava a rua e uma cortina por trás com a inevitável floreira em madeira a servir de cenário. Para mais tarde recordar.


Não perca sobre esta arte esta interessante reportagem elaborada pelo jornal O Público : http://static.publico.pt/20Anos/20Historias/VianaCastelo

Apresentamos também imagens destes fotógrafos numa colagem feita a partir de fotografias recolhidas na net. Na impossibilidade de agradecer e referir todos os créditos das fotos, o nosso muito obrigado pela partilha.


23 março 2014

350 pág... por 15$00


O maior acontecimento literário dos últimos tempos (anos 40). O aparecimento do livro de José Régio cujo anúncio reproduzimos aqui. Custava quinze escudos, qualquer coisa como 7 cêntimos, se não falham as contas.

11 março 2014

Quando as imagens falam mesmo ...


A primeira fotografia é a mais antiga e data de 1897. Nela se pode ver uma família ucraniana da classe média, bem sucedida na vida, coisa não muito frequente na altura.

 As duas fotografias seguintes retratam a mesma família alguns anos depois, na primeira década do século XX, antes da revolução russa de 1917.



A quarta e última fotografia mostra as mesmas pessoas, nos anos 20. Se é verdade que as fotografias falam por si, esta é um desses casos. Nela podemos ver claramente as alterações provocadas pela revolução soviética e, talvez ainda, os efeitos das medidas tomadas por Lenine e que ficaram conhecidas por “comunismo de guerra”.
A menina pequenina que se pode ver nas fotos é hoje uma centenária senhora e ainda vive em S. Petersburgo.

Estas imagens podiam dar origem a um romance, mas por agora fica apenas o texto informativo.



Polina Tafintsova, 9ºE

12 fevereiro 2014

Descobrimos um S. Valentim genuinamente português


Cansados da celebração de efemérides alheias que nos soam forçadas e estranhas, descobrimos, graças à D. Edviges, esta peça extraordinária que vos apresentamos.
E tem a ver com namorados, como verão…

Na aldeia alentejana de S. Cristóvão, perto de Montemor-o-Novo, realizava-se uma atividade própria dos bailes da aldeia que consistia em tirar umas rifas onde estavam escritos os nomes dos rapazes e raparigas.
Caso um rapaz tirasse o nome de uma rapariga, teria de arranjar maneira de lhe oferecer uma saia ou uma camisa. Caso lhe saísse a ela o nome de um moço, teria de bordar um lenço com o nome dele e que seria utilizado pelo próprio para limpar a lâmina de fazer a barba.


No presente caso, este lenço, com a data de 1891, foi bordado pela D. Júlia Carvalho. Resta acrescentar que viria a casar com o rapaz a quem o lenço foi oferecido, após o correspondente período de namoro.

07 fevereiro 2014

Soldados e cavalheiros


Meu tio avô ,Manuel Nunes, no dia do seu casamento  em Cuimba ,Angola, em 1964, em plena Guerra Colonial.
O meu tio avô casou-se por procuração com a minha tia avó Fátima que estava em Portugal devido à sua filha estar quase a nascer e ele não querer ser pai sem estar casado.

Gonçalo Camacho, 9ºD

03 fevereiro 2014

Por detrás dos cargos... as pessoas...



João Batista Duarte Pinheira, nascido a 24 de Setembro de 1905 no Bombarral, filho de António Joaquim Pinheira e de Mafalda Maria Duarte Pinheira, formou-se em medicina pela universidade de Lisboa.
Foi promovido a inspector superior de saúde do ultramar em 30 de Dezembro de 1960.




 Ao longo da sua carreira, foi um homem em quem os doentes confiavam, e por quem tinham um carinho enorme, mas a esse respeito sei de muito pouco, pois não o cheguei a conhecer.




Quem sabe melhor o seu lado humano é a minha mãe, e por isso lhe pedi um texto a explicar exactamente esse lado do meu bisavô.



“No trato pessoal e familiar, tinha como características marcantes ser um homem de grande humanidade, generosamente sempre atento às necessidades de todos com quem se cruzava. De coração bondoso, olhar terno, mas ao mesmo tempo autoritário, duramente implacável e desarmante na frontalidade com que expressava as suas fortes convicções.
 Com um grande sentido de Justiça, íntegro de carácter, apreciava e valorizava nos outros a sinceridade, a honestidade, a nobreza de carácter, a boa educação, a pontualidade, o esforço e mérito. Entregou-se de corpo e alma à causa pública e  talvez por isso tenha sido um pai um pouco ausente, mas atento e exigente.
 Teve 5 filhos. Como avô de 10 netos, todos o respeitavam pela figura naturalmente patriarcal, mas dava lugar aos afectos. Até ao fim da vida, com mais de 80 anos o víamos sair cedo de casa para ir a congressos de medicina, almoçar ao Chiado ou à Biblioteca Nacional, jogar Bridge com os amigos. Sempre foi um homem muito activo e lúcido, com uma vida muito preenchida e bem vivida.”

  Maria Beatriz Vale, 9ºD

29 janeiro 2014

O abegão e os seus aprendizes


Ao olharmos para esta fotografia, cedida pela D. Edviges, colaboradora deste blogue e nossa consultora privilegiada para assuntos alentejanos, dificilmente imaginaríamos que o ofício de abegão , conforme  aqui  pode ser lido, está na moda e as carroças também.
Regra geral o termo abegão designa no Alentejo o responsável pela lavoura que dirigia os ganhões. Por vezes, fazia trabalho de carpinteiro, consertando as alfaias agrícolas.
Também considerado carpinteiro de obra grossa, dedicava-se aos trabalhos em madeira, de modo a construir e reparar carros puxados por animais ou mesmo outros utensílios agrícolas.
Estes nossos abegões foram fotografados a trabalhar na sua oficina perto de Montemor-o-Novo no final dos anos 40.



26 janeiro 2014

Aerograma de 1973

Correspondência entre o meu pai, que se encontrava na Guiné (1973) e a minha mãe que se encontrava em Portugal.
                              Iúri Guerreiro - 9º B

23 janeiro 2014

URSS - Medalhas de Guerra



Estas medalhas, referentes à 1ª e 2ª guerras mundiais, pertencem ao meu avô paterno Ivan Ivanoviche Michenko. Têm passado dentro da família de geração em geração.




A Rússia entra na Grande Guerra porque era aliada da Sérvia e interessava-lhe ter acesso ao Mar Mediterrâneo.
A vitória comunista na revolução russa fez com que esta assinasse um tratado

com a Alemanha (Brest-LitovsK) e saísse da guerra em 1918. 


A URSS participou na 2ª guerra ao lado dos Aliados. (E.U.A., França e Inglaterra)

Antes de entrar na guerra tinha assinado com a Alemanha um pacto de não-agressão, mas em Junho de 1941 a Alemanha invade a URSS.


No princípio, o avanço das tropas nazis foi fácil, com muitas baixas do exército Vermelho, mas a resistência corajosa e o terrível inverno Russo fez com que em Janeiro de 1943 os invasores sofressem uma pesada derrota em Estalinegrado.

O avanço do exército Vermelho, em conjunto com os Aliados, levou à derrota da Alemanha em 1945.


Dmytro Nelepa , 9ºE