14 janeiro 2014

Bazuca...uma arma da guerra

Fotografia do meu pai, durante a Guerra Colonial, em 1973, na Guiné.
                                                                                                                                                             


                                                                                                                                          ri Guerreiro - 9º B

13 janeiro 2014

Diploma de Honra - Corpo Expedicionário Português





O meu bisavô materno, João Francisco Santo, participou na 1ª Guerra Mundial (1914-1918). O Pároco da freguesia de Espite, concelho de Leiria, ofereceu a todos os que participaram no CEP, Corpo Expedicionário Português, um Diploma de Honra. Este diploma pertence ao meu avô.

Devemos homenagear todos aqueles que lutaram pela dignidade.
                                                                                  Fátima Ferreira 9º B
 
 



20 dezembro 2013

Com amor e inteligência


Desiludam-se aqueles que pensavam que os anos revolucionários nos trariam apenas manuais do guerrilheiro urbano e quejandos.
Laura Santos, com títulos como “Noiva, Esposa e Mãe” ou “A Mulher na sala e na cozinha” vai continuando a fazer sucesso e a conhecer reedições.
Este “Escola de Noivas”, cuja 8ª edição datará de meados dos anos 70, continuou o seu caminho imperturbável.
Dele vos deixamos hoje a página 102, onde se aborda o amor com que devem ser tratadas as máquinas de lavar roupa.




10 dezembro 2013

Uma promoção a médico naval de 1ª classe


Este documento, passado aos 18 dias de Janeiro de 1895, trata da promoção de um médico naval a médico naval de primeira classe, com a graduação de 1º tenente da armada.
Agradecemos à professora Graça Bastos que o cedeu, e aos seus alunos Fábio Lopes e Tiago Silva do 6ºB que escreveram a pequena nota biográfica sobre o rei que aparece referido no documento:
“Nascido a 21 de Novembro de 1863, D. Carlos I era filho do rei D. Luís I de Portugal e da princesa Maria Pia de Saboia e subiu ao trono em 1889.Foi cognominado O Diplomata, O Martirizado e O Mártir ou O Oceanógrafo.
Após um curto noivado, D. Carlos e D Amélia de Orleães casaram-se a 22 de Maio de 1886, na Igreja de S. Domingos, e tiveram três filhos: D. Manuel, D Luís Filipe e D Maria Ana.
O seu reinado foi caraterizado por constantes crises políticas e consequente insatisfação popular.
D. Carlos foi assassinado a 1 de Fevereiro de 1908 juntamente com o seu filho D. Luís, ao regressarem a Lisboa de uma temporada no Palácio Ducal de Vila Viçosa.”

03 dezembro 2013

Cortejo de oferendas, Vidigueira, 1946


Esta fotografia, que nos foi cedida por uma antiga aluna, retrata o pormenor de um cortejo de oferendas realizado na Vidigueira em 1946. Não foi possível apurar a favor de que instituição se realizou este angariar de fundos tão ao gosto popular...

01 dezembro 2013

A estimular heróis pelo menos desde 1640


O vinho do Porto "estimulou os heróis de 1640" , de acordo com o pequeno livrinho publicitário já aqui anteriormente referenciado.

27 novembro 2013

Roupas domingueiras


Nesta fotografia vemos duas jovens senhoras em plena pose, junto ao cenário montado pelo fotógrafo “à la minute”.
Nos seus trajos domingueiros elas não quiseram deixar de registar a sua ida à feira de Alcácer-do-sal, no Alentejo.
Deste dia provavelmente soalheiro – não se tiram fotografias em cenários montados ao ar livre quando chove… - sobrarão promessas, corações derretidos e compras. Afinal de contas sempre é uma feira.
Esta foto, que data dos anos 40, foi-nos cedida pela D. Edviges, assistente operacional na nossa escola de Azeitão. Com muitos risos e informações às torrentes. Bem haja!




24 novembro 2013

Uma família feliz



Esta fotografia foi tirada em Angola no ano de 1967. No centro encontra-se o meu avo paterno, Alberto, e nos seus braços, a minha tia Lisdália (mais conhecida por Dália)  com apenas alguns meses. Do lado esquerdo está o meu tio Carlos Alberto (Beto), à direita a minha tia Lucília (Cila) e no meio deles o meu tio José (Zé).

Hugo Almeida

19 novembro 2013

Ну, погоди - Um "Tom e Jerry" soviético



Esta fotografia é de 1979, tirada em Mariupol, na Ucrânia,  uma das cidades que faz fronteira com o mar de Azov.
Nela estão presentes a minha mãe e a minha avó com a personagem de um desenho animado muito visto naquela altura e ainda hoje muito conhecido em muitos dos países da ex-União Soviética.
Este desenho animado que tem o nome em português de “Espera aí”, fala sobre um lobo que persegue um coelho para o comer, mas ao longo dos episódios o lobo mete-se sempre em vários sarilhos e o coelho, que é muito esperto, acaba sempre por escapar.
Este desenho animado parece-me fascinante, pois sempre que eu o via dava-me a sensação de que tinha viajado no tempo até àqueles anos.
Podem dar uma espreitadela aqui...https://www.youtube.com/watch?

Polina Tafintsova, 9ºE


13 novembro 2013

Fadas do lar


Conforme prometido na postagem anterior, aqui vos deixamos a capa do livro do curso Singer de Corte e uma pequena ficha de trabalho encontrada no seu interior.

 
Segundo dados da própria Singer, o entusiasmo das senhoras por estes cursos de Bordados e Corte rondava entre doze mil a treze mil inscrições anuais, repartidos certamente pelas aulas dadas nas lojas e nas Escolas Móveis patrocinadas pela marca (dados dos anos 60).

O livro de Corte cuja capa digitalizamos destinava-se, e citamos parte da apresentação do curso, “(…) àquilo que toda a Senhora boa dona de casa necessita saber para cortar e trabalhar os vestidos por ela própria feitos(…) ampliando a sua aptidão no lar, dando-lhe conhecimentos que beneficiam a economia doméstica e até, se houver habilidade pessoal e espírito de iniciativa, para poderem ganhar a sua vida com essas actividades”. Estamos nos anos 60.

Saliente-se que o reconhecimento pela marca (ou a visão tradicional do papel da mulher?) vai pelo menos de 1927 a 1933: um louvor, datado de 8/10/1927 e publicado no Diário do Governo “pelos serviços prestados à educação popular” e a Comenda de Mérito Industrial atribuída em 11/11/1933 .

09 novembro 2013

Um passeio pela baixa de Setúbal



Esta fotografia, segundo informação prestada pela bebé que vai ao colo da mãe e é hoje assistente operacional na nossa escola de Azeitão *, foi tirada por um fotógrafo “à la minute” na rua Dr. Paula Borba na década de 50.
Saliente-se a existência do passeio e a adivinhada circulação de carros na conhecida artéria da baixa da cidade, a loja Singer e, na parede, ainda o enorme termómetro de consulta obrigatória para qualquer setubalense.
Prometemos na próxima postagem falar um pouco dos cursos de costura patrocinados por esta marca.
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*- claro que sim….vê-se logo que só se pode tratar da D. Dina a quem muito agradecemos a cedência da fotografia.

06 novembro 2013

Grande Hotel do Buçaco


Esta fotografia foi tirada no dia 11 de maio de 1938, em frente ao Grande Hotel do Buçaco.
Antigamente, nas peregrinações até Fátima, era costume passar perto do hotel para tirar uma fotografia.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1996.
Foi também neste local que em 1810 as tropas anglo- lusas, lideradas pelo duque de Wellington, derrotaram o exército napoleónico na Guerra Peninsular.

Vanessa Ribeiro, 9ºE


ps – a título de curiosidade e cedida por um antigo aluno, colocamos também aqui uma fotografia do mesmo local nos anos 40.


30 outubro 2013

Um foguetão terrestre ou uma moto do tempo da URSS?


Uns anos depois da 2ª Guerra mundial nasceu a minha avó, que é a bebé sentada ao colo da minha bisavó.
O objecto mais entusiasmante representado nesta foto é a moto em que de certeza já repararam.
A moto tem um aspeto idêntico a um foguetão devido ao sidecar com a sua forma arredondada.
Estas motos eram muito utilizadas na URSS. Nas minhas pesquisas encontrei uma moto idêntica num museu actual existente na Rússia e cuja ligação é esta: http://www.kamensky.ru/photos/muzey-avtostariny-201/


Polina Tafintsova, 9ºE



28 outubro 2013

No mar Azov


Esta fotografia foi tirada no mar Azov que se situa ao norte da Ucrânia e a leste da Rússia, anteriormente conhecida como lagoa Meótida, devido à sua pequena dimensão.

Na fotografia está a minha avó Emma com as suas amigas, no ano de 1967.

Polina Tafintsova, 9ºE

20 outubro 2013

Viagem ao Brasil


 
 

Nesta foto está representado o meu bisavô, Júlio Gomes da Costa. Esta foto foi tirada no Brasil há mais de cem anos. Quando o meu bisavô partiu para o Brasil, com a intenção de arranjar mais dinheiro para sustentar a sua família, a minha bisavó, Francelina Gomes Ribeiro, ficou seis meses sem saber do seu paradeiro. Com dois filhos para criar, uma já mais velha, e outro com cinco anos, a minha bisavó durante esses  seis meses teve de os sustentar à sua custa. Entretanto o filho de cinco anos acabou por morrer devido a uma doença que o deixou paraplégico, o que naquela altura não se sabia o que era. O meu bisavô Júlio após esses seis meses mandou uma carta e a partir daí começou a enviar dinheiro todos os meses. Esteve no Brasil três anos e quando voltou nasceu a minha avó e o meu tio-avô. Acabou por lá voltar quatro anos depois do nascimento da minha avó. Não se sabe o que lhe aconteceu, apenas se sabe que acabou por morrer no Brasil, pois nunca mais voltou para Portugal.

Cláudia Araújo

16 outubro 2013

Fotografia prática ao alcance de todos


O livro “A Fotografia Prática ao Alcance de Todos”, de Charles Bourée, foi editado pela Livraria Civilização Editora no final dos anos 50.

13 outubro 2013

Guerra Colonial



Como se pode ver, duas carrinhas com um atrelado, não serão o veiculo mais adequado para transportar um a embarcação, mas a necessidade aguça o engenho e os nossos soldados nenhuma outra solução encontraram para movimentar o navio.
 Esta caricata situação aconteceu durante a guerra colonial, em Angola, num desembarque das tropas portuguesas.          
 
Iuri Pereira

10 outubro 2013

Almoço de confraternização de funcionários da Melvar em 1958


 A Melvar Automóveis e Peças, S.A., foi constituída em 17 de Outubro de 1945.
Aqui vemos alguns dos seus funcionários num almoço de confraternização realizado em 1958.
Pela sua postura perpassa um ambiente de confiança onde não se vislumbra o mínimo sinal de crise para o sector… os automóveis ligeiros matriculados em Portugal passarão de 73.523 unidades em 1950 para 184.257 em 1960.


08 outubro 2013

Declarações de Amor...


 A imagem que hoje vos propomos é a da capa de uma reedição de 1986 do livro “Cartas de Amor para Namorados” de Maria Celeste, editado no original em 1927 pela Empresa Literária Universal .
Dele deixamos algumas declarações de amor na esperança de podermos vir a ser úteis a alguns dos nossos estudantes … (é só clicar na imagem para ampliar).


01 outubro 2013

Royal Mail Steam Packet Company

 Há uns tempos, o professor Jorge Freixial, entusiasta deste blogue desde o seu início, ofereceu-me este documento que me deixou a sonhar todo este tempo.
Trata-se de um folheto de propaganda de dois navios da Royal Mail Steam Packet  com uma história incrível.

 O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.


 O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.


Deixamo-vos pistas para que pelos vossos próprios passos os sigam :

A foto do navio Alcantara com carimbo de 1933 foi obtida aqui: http://www.danica-janeckova.com/index.php


 De entre as particularidades salientadas para deslumbrar os potenciais viajantes, destacamos as seguintes:
  • Telégrafo sem fios
  • Aparelho extintor de incêndios
  • Ginásio
  • Sala de jogos para crianças
  • Salão de cabeleireiro
  • Câmara escura para revelar fotografias
  • Elevador eléctrico



29 setembro 2013

Mistério em Cabo Verde


Há coisa de dois anos uma antiga aluna trouxe-me este pedaço de carta. Sem envelope, com origem desconhecida, sem relação familiar e contexto ainda mais nebuloso. Ficou perdido numa pasta do computador onde na altura arquivava as digitalizações recebidas à espera de referências mais datáveis ou exatas.
Voltei a reencontrá-lo um pouco por acaso e …



O que fará o jovem Fernando Marques em S. Vicente em 9/9/944? E os seus “companheiros” tão atrapalhados com os balanços da viagem? E o que retém a “rapaziada” em Cabo Verde esperando que o tempo passe?

A carta, para além do pitoresco das observações, não é muito elucidativa.



Restam-nos hipóteses.
Será que o nosso Fernando fazia parte das tropas expedicionárias que durante a II Guerra Mundial foram enviadas para Cabo Verde e aí ficaram até 1946?
Caso queiram seguir esta pista e obter mais informações é seguir esta “pegada”: http://mindelosempre.blogspot.pt/2012/09/0256

Boas aventuras…

26 setembro 2013

Cartilha Maternal


Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas 172 com o objetivo de alfabetizar adultos.

O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria Eduardo Sousa.