03 dezembro 2013
Cortejo de oferendas, Vidigueira, 1946
Esta fotografia, que nos foi cedida por uma antiga aluna, retrata o pormenor de um cortejo de oferendas realizado na Vidigueira em 1946. Não foi possível apurar a favor de que instituição se realizou este angariar de fundos tão ao gosto popular...
01 dezembro 2013
A estimular heróis pelo menos desde 1640
O vinho do Porto "estimulou os heróis de 1640" , de acordo com o pequeno livrinho publicitário já aqui anteriormente referenciado.
27 novembro 2013
Roupas domingueiras
Nesta fotografia vemos duas jovens senhoras em plena pose, junto ao cenário montado pelo fotógrafo “à la minute”.
Nos seus
trajos domingueiros elas não quiseram deixar de registar a sua ida à feira de
Alcácer-do-sal, no Alentejo.
Deste dia
provavelmente soalheiro – não se tiram fotografias em cenários montados ao ar
livre quando chove… - sobrarão promessas, corações derretidos e compras. Afinal
de contas sempre é uma feira.
Esta foto, que
data dos anos 40, foi-nos cedida pela D. Edviges, assistente operacional na
nossa escola de Azeitão. Com muitos risos e informações às torrentes. Bem haja!
24 novembro 2013
Uma família feliz
Esta fotografia foi tirada em Angola no ano de 1967. No centro encontra-se o meu avo paterno, Alberto, e nos seus braços, a minha tia Lisdália (mais conhecida por Dália) com apenas alguns meses. Do lado esquerdo está o meu tio Carlos Alberto (Beto), à direita a minha tia Lucília (Cila) e no meio deles o meu tio José (Zé).
Hugo Almeida
19 novembro 2013
Ну, погоди - Um "Tom e Jerry" soviético
Esta fotografia é de 1979, tirada em Mariupol, na Ucrânia, uma
das cidades que faz fronteira com o mar de Azov.
Nela estão presentes a minha mãe e a minha avó com a personagem de um
desenho animado muito visto naquela altura e ainda hoje muito conhecido em muitos dos
países da ex-União Soviética.
Este desenho animado que tem o nome em português de “Espera aí”, fala
sobre um lobo que persegue um coelho para o comer, mas ao longo dos episódios o
lobo mete-se sempre em vários sarilhos e o coelho, que é muito esperto, acaba
sempre por escapar.
Este desenho animado parece-me fascinante, pois sempre que eu o via
dava-me a sensação de que tinha viajado no tempo até àqueles anos.
Podem dar uma espreitadela aqui...https://www.youtube.com/watch?
Podem dar uma espreitadela aqui...https://www.youtube.com/watch?
Polina Tafintsova, 9ºE
13 novembro 2013
Fadas do lar
Conforme prometido na postagem anterior, aqui vos deixamos a capa do
livro do curso Singer de Corte e uma pequena ficha de trabalho encontrada no
seu interior.
Segundo dados da própria Singer, o entusiasmo das senhoras por estes
cursos de Bordados e Corte rondava entre doze mil a treze mil inscrições
anuais, repartidos certamente pelas aulas dadas nas lojas e nas Escolas Móveis
patrocinadas pela marca (dados dos anos 60).
O livro de Corte cuja capa digitalizamos destinava-se, e citamos parte
da apresentação do curso, “(…) àquilo que toda a Senhora boa dona de casa
necessita saber para cortar e trabalhar os vestidos por ela própria feitos(…)
ampliando a sua aptidão no lar, dando-lhe conhecimentos que beneficiam a
economia doméstica e até, se houver habilidade pessoal e espírito de
iniciativa, para poderem ganhar a sua vida com essas actividades”. Estamos nos
anos 60.
Saliente-se que o reconhecimento pela marca (ou a visão tradicional do
papel da mulher?) vai pelo menos de 1927 a 1933: um louvor, datado de 8/10/1927
e publicado no Diário do Governo “pelos serviços prestados à educação popular”
e a Comenda de Mérito Industrial atribuída em 11/11/1933 .
09 novembro 2013
Um passeio pela baixa de Setúbal
Esta fotografia, segundo
informação prestada pela bebé que vai ao colo da mãe e é hoje assistente
operacional na nossa escola de Azeitão *, foi tirada por um fotógrafo “à la
minute” na rua Dr. Paula Borba na década de 50.
Saliente-se a existência do
passeio e a adivinhada circulação de carros na conhecida artéria da baixa da
cidade, a loja Singer e, na parede, ainda o enorme termómetro de consulta
obrigatória para qualquer setubalense.
Prometemos na próxima postagem
falar um pouco dos cursos de costura patrocinados por esta marca.
____
*- claro que sim….vê-se logo que só se pode tratar da D. Dina
a quem muito agradecemos
a cedência da fotografia.
06 novembro 2013
Grande Hotel do Buçaco
Esta fotografia foi tirada no dia 11 de maio de 1938, em frente ao
Grande Hotel do Buçaco.
Antigamente, nas peregrinações até Fátima, era costume passar perto
do hotel para tirar uma fotografia.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1996.
Foi também neste local que em 1810 as tropas anglo- lusas, lideradas
pelo duque de Wellington, derrotaram o exército napoleónico na Guerra
Peninsular.
Vanessa Ribeiro, 9ºE
ps – a título de curiosidade e cedida por um antigo aluno, colocamos
também aqui uma fotografia do mesmo local nos anos 40.
04 novembro 2013
30 outubro 2013
Um foguetão terrestre ou uma moto do tempo da URSS?
Uns anos depois da 2ª Guerra mundial nasceu a minha avó, que é a bebé
sentada ao colo da minha bisavó.
O objecto mais entusiasmante representado nesta foto é a moto em que de
certeza já repararam.
A moto tem um aspeto idêntico a um foguetão devido ao sidecar com a sua
forma arredondada.
Estas motos eram muito utilizadas na URSS. Nas minhas pesquisas
encontrei uma moto idêntica num museu actual existente na Rússia e cuja ligação
é esta: http://www.kamensky.ru/photos/muzey-avtostariny-201/
28 outubro 2013
No mar Azov
Esta fotografia
foi tirada no mar Azov que se situa ao norte da Ucrânia e a leste da Rússia,
anteriormente conhecida como lagoa Meótida, devido à sua pequena dimensão.
Na
fotografia está a minha avó Emma com as suas amigas, no ano de 1967.
Polina Tafintsova, 9ºE
23 outubro 2013
20 outubro 2013
Viagem ao Brasil
Nesta foto está representado o meu bisavô, Júlio Gomes da Costa. Esta foto
foi tirada no Brasil há mais de cem anos. Quando o meu bisavô partiu para o
Brasil, com a intenção de arranjar mais dinheiro para sustentar a sua família,
a minha bisavó, Francelina Gomes Ribeiro, ficou seis meses sem saber do seu
paradeiro. Com dois filhos para criar, uma já mais velha, e outro com cinco anos, a
minha bisavó durante esses seis meses teve
de os sustentar à sua custa. Entretanto o filho de cinco anos acabou por morrer
devido a uma doença que o deixou paraplégico, o que naquela altura não se sabia o
que era. O meu bisavô Júlio após esses seis meses mandou uma carta e a partir daí
começou a enviar dinheiro todos os meses. Esteve no Brasil três anos e quando
voltou nasceu a minha avó e o meu tio-avô. Acabou por lá voltar quatro anos depois
do nascimento da minha avó. Não se sabe o que lhe aconteceu, apenas se sabe que
acabou por morrer no Brasil, pois nunca mais voltou para Portugal.
Cláudia Araújo
16 outubro 2013
Fotografia prática ao alcance de todos
O livro “A Fotografia Prática ao Alcance de Todos”, de
Charles Bourée, foi editado pela Livraria Civilização Editora no final dos anos
50.
13 outubro 2013
Guerra Colonial
Como se pode ver, duas carrinhas com um atrelado, não serão o veiculo mais adequado para transportar um a embarcação, mas a necessidade aguça o engenho e os nossos soldados nenhuma outra solução encontraram para movimentar o navio.
Esta caricata situação aconteceu durante a guerra colonial, em Angola, num desembarque das tropas portuguesas.
Iuri Pereira
10 outubro 2013
Almoço de confraternização de funcionários da Melvar em 1958
A Melvar Automóveis e Peças, S.A., foi constituída em 17 de Outubro de 1945.
Aqui vemos
alguns dos seus funcionários num almoço de confraternização realizado em 1958.
Pela sua
postura perpassa um ambiente de confiança onde não se vislumbra o mínimo sinal
de crise para o sector… os automóveis ligeiros matriculados em Portugal passarão
de 73.523 unidades em 1950 para 184.257 em 1960.
08 outubro 2013
Declarações de Amor...
A imagem que hoje vos propomos é a da capa de uma reedição de 1986 do livro “Cartas de Amor para Namorados” de Maria Celeste, editado no original em 1927 pela Empresa Literária Universal .
Dele deixamos algumas declarações de amor na esperança de
podermos vir a ser úteis a alguns dos nossos estudantes … (é só clicar na
imagem para ampliar).
01 outubro 2013
Royal Mail Steam Packet Company
Há uns tempos, o professor Jorge Freixial, entusiasta deste
blogue desde o seu início, ofereceu-me este documento que me deixou a sonhar
todo este tempo.
O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.
O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.
Trata-se de um folheto de propaganda de dois navios da Royal
Mail Steam Packet com uma história
incrível.
O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.
O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.
Deixamo-vos pistas para que pelos vossos próprios passos os
sigam :
A foto do navio Alcantara com carimbo de 1933 foi obtida
aqui: http://www.danica-janeckova.com/index.php
De entre as
particularidades salientadas para deslumbrar os potenciais viajantes,
destacamos as seguintes:
- Telégrafo sem fios
- Aparelho extintor de incêndios
- Ginásio
- Sala de jogos para crianças
- Salão de cabeleireiro
- Câmara escura para revelar
fotografias
- Elevador eléctrico
29 setembro 2013
Mistério em Cabo Verde
Há coisa de dois anos uma antiga aluna trouxe-me este pedaço
de carta. Sem envelope, com origem desconhecida, sem relação familiar e
contexto ainda mais nebuloso. Ficou perdido numa pasta do computador onde na
altura arquivava as digitalizações recebidas à espera de referências mais
datáveis ou exatas.
Voltei a reencontrá-lo um pouco por acaso e …
O que fará o jovem Fernando Marques em S. Vicente em
9/9/944? E os seus “companheiros” tão atrapalhados com os balanços da viagem? E
o que retém a “rapaziada” em Cabo Verde esperando que o tempo passe?
A carta, para além do pitoresco das observações, não é muito
elucidativa.
Restam-nos hipóteses.
Será que o nosso Fernando fazia parte das tropas
expedicionárias que durante a II Guerra Mundial foram enviadas para Cabo Verde
e aí ficaram até 1946?
Caso queiram seguir esta pista e obter
mais informações é seguir esta “pegada”: http://mindelosempre.blogspot.pt/2012/09/0256
Boas aventuras…
26 setembro 2013
Cartilha Maternal
Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação
das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o
método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era
enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre
social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas
móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas
172 com o objetivo de alfabetizar adultos.
O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este
exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria
Eduardo Sousa.
14 agosto 2013
27 maio 2013
Uma turma na década de 50
Nesta
fotografia está a minha avó materna (segundo lugar a contar da direita, na
segunda fila a contar de baixo) com a sua turma da primeira classe, em 1955.Nesta altura
não havia turmas mistas, daí a turma da minha avó ser apenas de raparigas.Na terceira e
quarta classes, faziam-se exames orais e escritos e já se estudavam disciplinas
como história, geografia e ciências.
19 maio 2013
Recordação do copejo do atum na costa algarvia
Nesta fotografia, a minha avó materna Maria Filipe e a minha prima Maria de Fátima encontravam-se, em 1957, num barco do arraial Ferreira Neto, na foz do Rio Gilão, em Tavira, onde estavam instalados os pescadores e o material utilizado na armação para a pesca do atum.
Mais tarde, a minha avó, leu com muito interesse a história da introdução da pesca do atum pelos sicilianos e genoveses, no reinado de D. Afonso III, até D. Carlos I que organizou a campanha oceanográfica do atum, permitindo orientar cientificamente esta pesca.Atualmente, já não existe esta armação. Apenas um pequeno museu assinala uma atividade outrora tão importante na economia portuguesa.
Inês Castro, 9ºD
02 maio 2013
Três gerações de mulheres trabalhadoras
A foto é, aproximadamente de 1957 e foi recuperada de um negativo, pelo meu pai.
Nela se encontram a minha avó paterna, Maria José Pinto, a minha bisavó Celeste Pinto e a minha trisavó Joana Bértolo. Foi tirada pelo meu avô que namorou a minha avó desde os 13 anos. A fotografia é na quinta de são Francisco, Casais da serra e retrata a debulha manual do milho. A minha avó está de vestido “domingueiro” apenas a posar para a fotografia. Nesta época os caseiros das quintas (meu bisavô e bisavó) para além de trabalharem as horas normais, tratavam de tudo o resto, não tendo tempos livres, nem no fim-de-semana…quase um regime de escravatura.
Inês Rendas, nº23, 9ºD.
15 abril 2013
Mistura de culturas
Esta fotografia retrata a minha avó paterna com onze anos de idade, em 1961.
Foi tirada em Macau, no Jardim de Camões, onde nasceu em 1950. É a mais nova de 6 irmãos, todos nascidos em Macau, que na altura, era uma colónia portuguesa.
A minha avó aos dezassete anos veio para portugal com os meus bisavós e um irmão. Os outros emigraram para os Estados Unidos onde vivem actualmente.
Gostava de conhecer melhor a cultura asiática e a terra da minha família pois acho uma cultura interessante e eu também me sinto '' um pouco asiática''.
Beatriz Oliveira, 9º A
12 abril 2013
O problema do olhar apaixonado
O
problema do olhar apaixonado é que se abre, permite dessas zonas normalmente
fechadas a visão de uma nitidez demasiada. Essa nitidez, mais cruel que
apaziguadora, incendeia, ou provoca vertigens, o que é quase o mesmo tendo em
conta os resultados.
Toda
a intimidade acima de uma certa escala se torna ameaçadora, e é isso que o
olhar apaixonado é, antes de mais. Ele suga-a, quer dizer, cega-a, e poucas
comparações para o amor me têm parecido tão acertadas.
Este
excesso de visão, ou de alma, devolver-lhe-á no fim – ele é uma espécie de
espelho – o seu próprio olhar.
É
já um olhar devolvido o deste rosto pintado por Alfred Stevens. Trata-se mais
de um roubo do que de uma devolução, já que esta nunca é total.
O
que ela espera já não são os olhos amados mas o corpo desse ser que, sentado à
escrivaninha, se perde com as suas contas ou escreve uma carta. Ela afagou-lhe longamente
o rosto à chegada. Tudo me diz que talvez evite olhá-lo demasiado. Com o tempo
talvez se distraia cada vez mais.
É
mesmo provável que ao fim de alguns anos ele tente certas liberdades com as
criadas.
(um pedido de desculpas aos
leitores habituais deste blogue por este devaneio inspirado nesta pintura do
século XIX)
09 abril 2013
03 abril 2013
Recordações
Os anos passam, mas as memórias
resistem ao tempo. Esta fotografia faz parte do baú das recordações da minha avó.
Ela lembra-se como se fosse ontem o dia em que a tirou. Pois está associada ao
partir de um irmão para a Guerra Colonial na Índia. Naquele tempo as
tecnologias eram bem diferentes das de hoje, por isso aquela fotografia foi
tirada para que o seu irmão a pudesse levar como recordação e memória dos seus
irmãos mais novos, como também do seu cão que agora ficava ao cuidado dos mais pequenos.
Como tal, foi chamado um fotógrafo para tirar a fotografia, no entanto nem tudo
correu como esperado. Pois a vinda de um fotógrafo a uma aldeia remota por
entre as planícies do Alentejo, era motivo de curiosidade para os restantes
habitantes da aldeia. Aquele que era para ser um momento pessoal e emotivo
depressa se tornou numa notícia, a qual toda a população quis testemunhar o
acontecimento. O resultado foi esta fotografia, na qual a minha avó revela bem
no seu rosto a sua frustração e indignação por a sua fotografia se ter tornado
um acontecimento público. Até o cão
ficou melhor!
Rodrigo Santo, 9ºE
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