01 dezembro 2013

A estimular heróis pelo menos desde 1640


O vinho do Porto "estimulou os heróis de 1640" , de acordo com o pequeno livrinho publicitário já aqui anteriormente referenciado.

27 novembro 2013

Roupas domingueiras


Nesta fotografia vemos duas jovens senhoras em plena pose, junto ao cenário montado pelo fotógrafo “à la minute”.
Nos seus trajos domingueiros elas não quiseram deixar de registar a sua ida à feira de Alcácer-do-sal, no Alentejo.
Deste dia provavelmente soalheiro – não se tiram fotografias em cenários montados ao ar livre quando chove… - sobrarão promessas, corações derretidos e compras. Afinal de contas sempre é uma feira.
Esta foto, que data dos anos 40, foi-nos cedida pela D. Edviges, assistente operacional na nossa escola de Azeitão. Com muitos risos e informações às torrentes. Bem haja!




24 novembro 2013

Uma família feliz



Esta fotografia foi tirada em Angola no ano de 1967. No centro encontra-se o meu avo paterno, Alberto, e nos seus braços, a minha tia Lisdália (mais conhecida por Dália)  com apenas alguns meses. Do lado esquerdo está o meu tio Carlos Alberto (Beto), à direita a minha tia Lucília (Cila) e no meio deles o meu tio José (Zé).

Hugo Almeida

19 novembro 2013

Ну, погоди - Um "Tom e Jerry" soviético



Esta fotografia é de 1979, tirada em Mariupol, na Ucrânia,  uma das cidades que faz fronteira com o mar de Azov.
Nela estão presentes a minha mãe e a minha avó com a personagem de um desenho animado muito visto naquela altura e ainda hoje muito conhecido em muitos dos países da ex-União Soviética.
Este desenho animado que tem o nome em português de “Espera aí”, fala sobre um lobo que persegue um coelho para o comer, mas ao longo dos episódios o lobo mete-se sempre em vários sarilhos e o coelho, que é muito esperto, acaba sempre por escapar.
Este desenho animado parece-me fascinante, pois sempre que eu o via dava-me a sensação de que tinha viajado no tempo até àqueles anos.
Podem dar uma espreitadela aqui...https://www.youtube.com/watch?

Polina Tafintsova, 9ºE


13 novembro 2013

Fadas do lar


Conforme prometido na postagem anterior, aqui vos deixamos a capa do livro do curso Singer de Corte e uma pequena ficha de trabalho encontrada no seu interior.

 
Segundo dados da própria Singer, o entusiasmo das senhoras por estes cursos de Bordados e Corte rondava entre doze mil a treze mil inscrições anuais, repartidos certamente pelas aulas dadas nas lojas e nas Escolas Móveis patrocinadas pela marca (dados dos anos 60).

O livro de Corte cuja capa digitalizamos destinava-se, e citamos parte da apresentação do curso, “(…) àquilo que toda a Senhora boa dona de casa necessita saber para cortar e trabalhar os vestidos por ela própria feitos(…) ampliando a sua aptidão no lar, dando-lhe conhecimentos que beneficiam a economia doméstica e até, se houver habilidade pessoal e espírito de iniciativa, para poderem ganhar a sua vida com essas actividades”. Estamos nos anos 60.

Saliente-se que o reconhecimento pela marca (ou a visão tradicional do papel da mulher?) vai pelo menos de 1927 a 1933: um louvor, datado de 8/10/1927 e publicado no Diário do Governo “pelos serviços prestados à educação popular” e a Comenda de Mérito Industrial atribuída em 11/11/1933 .

09 novembro 2013

Um passeio pela baixa de Setúbal



Esta fotografia, segundo informação prestada pela bebé que vai ao colo da mãe e é hoje assistente operacional na nossa escola de Azeitão *, foi tirada por um fotógrafo “à la minute” na rua Dr. Paula Borba na década de 50.
Saliente-se a existência do passeio e a adivinhada circulação de carros na conhecida artéria da baixa da cidade, a loja Singer e, na parede, ainda o enorme termómetro de consulta obrigatória para qualquer setubalense.
Prometemos na próxima postagem falar um pouco dos cursos de costura patrocinados por esta marca.
____

*- claro que sim….vê-se logo que só se pode tratar da D. Dina a quem muito agradecemos a cedência da fotografia.

06 novembro 2013

Grande Hotel do Buçaco


Esta fotografia foi tirada no dia 11 de maio de 1938, em frente ao Grande Hotel do Buçaco.
Antigamente, nas peregrinações até Fátima, era costume passar perto do hotel para tirar uma fotografia.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1996.
Foi também neste local que em 1810 as tropas anglo- lusas, lideradas pelo duque de Wellington, derrotaram o exército napoleónico na Guerra Peninsular.

Vanessa Ribeiro, 9ºE


ps – a título de curiosidade e cedida por um antigo aluno, colocamos também aqui uma fotografia do mesmo local nos anos 40.


30 outubro 2013

Um foguetão terrestre ou uma moto do tempo da URSS?


Uns anos depois da 2ª Guerra mundial nasceu a minha avó, que é a bebé sentada ao colo da minha bisavó.
O objecto mais entusiasmante representado nesta foto é a moto em que de certeza já repararam.
A moto tem um aspeto idêntico a um foguetão devido ao sidecar com a sua forma arredondada.
Estas motos eram muito utilizadas na URSS. Nas minhas pesquisas encontrei uma moto idêntica num museu actual existente na Rússia e cuja ligação é esta: http://www.kamensky.ru/photos/muzey-avtostariny-201/


Polina Tafintsova, 9ºE



28 outubro 2013

No mar Azov


Esta fotografia foi tirada no mar Azov que se situa ao norte da Ucrânia e a leste da Rússia, anteriormente conhecida como lagoa Meótida, devido à sua pequena dimensão.

Na fotografia está a minha avó Emma com as suas amigas, no ano de 1967.

Polina Tafintsova, 9ºE

20 outubro 2013

Viagem ao Brasil


 
 

Nesta foto está representado o meu bisavô, Júlio Gomes da Costa. Esta foto foi tirada no Brasil há mais de cem anos. Quando o meu bisavô partiu para o Brasil, com a intenção de arranjar mais dinheiro para sustentar a sua família, a minha bisavó, Francelina Gomes Ribeiro, ficou seis meses sem saber do seu paradeiro. Com dois filhos para criar, uma já mais velha, e outro com cinco anos, a minha bisavó durante esses  seis meses teve de os sustentar à sua custa. Entretanto o filho de cinco anos acabou por morrer devido a uma doença que o deixou paraplégico, o que naquela altura não se sabia o que era. O meu bisavô Júlio após esses seis meses mandou uma carta e a partir daí começou a enviar dinheiro todos os meses. Esteve no Brasil três anos e quando voltou nasceu a minha avó e o meu tio-avô. Acabou por lá voltar quatro anos depois do nascimento da minha avó. Não se sabe o que lhe aconteceu, apenas se sabe que acabou por morrer no Brasil, pois nunca mais voltou para Portugal.

Cláudia Araújo

16 outubro 2013

Fotografia prática ao alcance de todos


O livro “A Fotografia Prática ao Alcance de Todos”, de Charles Bourée, foi editado pela Livraria Civilização Editora no final dos anos 50.

13 outubro 2013

Guerra Colonial



Como se pode ver, duas carrinhas com um atrelado, não serão o veiculo mais adequado para transportar um a embarcação, mas a necessidade aguça o engenho e os nossos soldados nenhuma outra solução encontraram para movimentar o navio.
 Esta caricata situação aconteceu durante a guerra colonial, em Angola, num desembarque das tropas portuguesas.          
 
Iuri Pereira

10 outubro 2013

Almoço de confraternização de funcionários da Melvar em 1958


 A Melvar Automóveis e Peças, S.A., foi constituída em 17 de Outubro de 1945.
Aqui vemos alguns dos seus funcionários num almoço de confraternização realizado em 1958.
Pela sua postura perpassa um ambiente de confiança onde não se vislumbra o mínimo sinal de crise para o sector… os automóveis ligeiros matriculados em Portugal passarão de 73.523 unidades em 1950 para 184.257 em 1960.


08 outubro 2013

Declarações de Amor...


 A imagem que hoje vos propomos é a da capa de uma reedição de 1986 do livro “Cartas de Amor para Namorados” de Maria Celeste, editado no original em 1927 pela Empresa Literária Universal .
Dele deixamos algumas declarações de amor na esperança de podermos vir a ser úteis a alguns dos nossos estudantes … (é só clicar na imagem para ampliar).


01 outubro 2013

Royal Mail Steam Packet Company

 Há uns tempos, o professor Jorge Freixial, entusiasta deste blogue desde o seu início, ofereceu-me este documento que me deixou a sonhar todo este tempo.
Trata-se de um folheto de propaganda de dois navios da Royal Mail Steam Packet  com uma história incrível.

 O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.


 O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.


Deixamo-vos pistas para que pelos vossos próprios passos os sigam :

A foto do navio Alcantara com carimbo de 1933 foi obtida aqui: http://www.danica-janeckova.com/index.php


 De entre as particularidades salientadas para deslumbrar os potenciais viajantes, destacamos as seguintes:
  • Telégrafo sem fios
  • Aparelho extintor de incêndios
  • Ginásio
  • Sala de jogos para crianças
  • Salão de cabeleireiro
  • Câmara escura para revelar fotografias
  • Elevador eléctrico



29 setembro 2013

Mistério em Cabo Verde


Há coisa de dois anos uma antiga aluna trouxe-me este pedaço de carta. Sem envelope, com origem desconhecida, sem relação familiar e contexto ainda mais nebuloso. Ficou perdido numa pasta do computador onde na altura arquivava as digitalizações recebidas à espera de referências mais datáveis ou exatas.
Voltei a reencontrá-lo um pouco por acaso e …



O que fará o jovem Fernando Marques em S. Vicente em 9/9/944? E os seus “companheiros” tão atrapalhados com os balanços da viagem? E o que retém a “rapaziada” em Cabo Verde esperando que o tempo passe?

A carta, para além do pitoresco das observações, não é muito elucidativa.



Restam-nos hipóteses.
Será que o nosso Fernando fazia parte das tropas expedicionárias que durante a II Guerra Mundial foram enviadas para Cabo Verde e aí ficaram até 1946?
Caso queiram seguir esta pista e obter mais informações é seguir esta “pegada”: http://mindelosempre.blogspot.pt/2012/09/0256

Boas aventuras…

26 setembro 2013

Cartilha Maternal


Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas 172 com o objetivo de alfabetizar adultos.

O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria Eduardo Sousa.


27 maio 2013

Uma turma na década de 50


Nesta fotografia está a minha avó materna (segundo lugar a contar da direita, na segunda fila a contar de baixo) com a sua turma da primeira classe, em 1955.Nesta altura não havia turmas mistas, daí a turma da minha avó ser apenas de raparigas.Na terceira e quarta classes, faziam-se exames orais e escritos e já se estudavam disciplinas como história, geografia e ciências.
 Adriana Belchior, 9ºB

 

 

19 maio 2013

Recordação do copejo do atum na costa algarvia


Nesta fotografia, a minha avó materna Maria Filipe e a minha prima Maria de Fátima encontravam-se, em 1957, num barco do arraial Ferreira Neto, na foz do Rio Gilão, em Tavira, onde estavam instalados os pescadores e o material utilizado na armação para a pesca do atum. Pouco depois, a minha avó e a minha prima ouviram repicar um sino, que avisou os pescadores da urgência de saírem nos barcos para o mar, a fim de rodearem o copo da armação onde já estavam os atuns. Assistiram ao copejo em que os peixes, atingidos pelos bicheiros (arpões), saltavam para os barcos.
Mais tarde, a minha avó, leu com muito interesse a história da introdução da pesca do atum pelos sicilianos e genoveses, no reinado de D. Afonso III, até D. Carlos I que organizou a campanha oceanográfica do atum, permitindo orientar cientificamente esta pesca.Atualmente, já não existe esta armação. Apenas um pequeno museu assinala uma atividade outrora tão importante na economia portuguesa.

Inês Castro, 9ºD

02 maio 2013

Três gerações de mulheres trabalhadoras



A foto é, aproximadamente de 1957 e foi recuperada de um negativo, pelo meu pai.  
Nela se encontram a minha avó paterna, Maria José Pinto, a minha bisavó Celeste Pinto e a minha trisavó Joana Bértolo. Foi tirada pelo meu avô que namorou a minha avó desde os 13 anos. A fotografia é na quinta de são Francisco, Casais da serra e retrata a debulha manual do milho. A minha avó está de vestido “domingueiro” apenas a posar para a fotografia. Nesta época os caseiros das quintas (meu bisavô e bisavó) para além de trabalharem as horas normais, tratavam de tudo o resto, não tendo tempos livres, nem no fim-de-semana…quase um regime de escravatura.
 
Inês Rendas, nº23, 9ºD.

15 abril 2013

Mistura de culturas


Esta fotografia retrata a minha avó paterna com onze anos de idade, em 1961. 
Foi tirada em Macau, no Jardim de Camões, onde nasceu em 1950. É a mais nova de 6 irmãos, todos nascidos em Macau, que na altura, era uma colónia portuguesa. 
A minha avó aos dezassete anos veio para portugal com os meus bisavós e  um irmão. Os outros emigraram para os Estados Unidos onde vivem actualmente.
Gostava de conhecer melhor a cultura asiática e a terra da minha família pois acho uma cultura interessante e eu também me sinto '' um pouco asiática''.
Beatriz Oliveira, 9º A

12 abril 2013

O problema do olhar apaixonado




O problema do olhar apaixonado é que se abre, permite dessas zonas normalmente fechadas a visão de uma nitidez demasiada. Essa nitidez, mais cruel que apaziguadora, incendeia, ou provoca vertigens, o que é quase o mesmo tendo em conta os resultados.

Toda a intimidade acima de uma certa escala se torna ameaçadora, e é isso que o olhar apaixonado é, antes de mais. Ele suga-a, quer dizer, cega-a, e poucas comparações para o amor me têm parecido tão acertadas.
Este excesso de visão, ou de alma, devolver-lhe-á no fim – ele é uma espécie de espelho – o seu próprio olhar.
É já um olhar devolvido o deste rosto pintado por Alfred Stevens. Trata-se mais de um roubo do que de uma devolução, já que esta nunca é total.

O que ela espera já não são os olhos amados mas o corpo desse ser que, sentado à escrivaninha, se perde com as suas contas ou escreve uma carta. Ela afagou-lhe longamente o rosto à chegada. Tudo me diz que talvez evite olhá-lo demasiado. Com o tempo talvez se distraia cada vez mais.
É mesmo provável que ao fim de alguns anos ele tente certas liberdades com as criadas.

(um pedido de desculpas aos leitores habituais deste blogue por este devaneio inspirado nesta pintura do século XIX)

03 abril 2013

Recordações


Os anos passam, mas as memórias resistem ao tempo. Esta fotografia faz parte do baú das recordações da minha avó. Ela lembra-se como se fosse ontem o dia em que a tirou. Pois está associada ao partir de um irmão para a Guerra Colonial na Índia. Naquele tempo as tecnologias eram bem diferentes das de hoje, por isso aquela fotografia foi tirada para que o seu irmão a pudesse levar como recordação e memória dos seus irmãos mais novos, como também do seu cão que agora ficava ao cuidado dos mais pequenos. Como tal, foi chamado um fotógrafo para tirar a fotografia, no entanto nem tudo correu como esperado. Pois a vinda de um fotógrafo a uma aldeia remota por entre as planícies do Alentejo, era motivo de curiosidade para os restantes habitantes da aldeia. Aquele que era para ser um momento pessoal e emotivo depressa se tornou numa notícia, a qual toda a população quis testemunhar o acontecimento. O resultado foi esta fotografia, na qual a minha avó revela bem no seu rosto a sua frustração e indignação por a sua fotografia se ter tornado um acontecimento público.  Até o cão ficou melhor!
Rodrigo Santo, 9ºE

03 março 2013

O rapaz profeta



Esta fotografia retrata o meu bisavô José Simões Bixirão. Foi tirada num fotógrafo em Ílhavo (cidade próxima de Aveiro) antes de ele ir para uma procissão de Páscoa. O meu bisavô tinha cerca de 15 anos, logo, a fotografia é de 1905, aproximadamente. As procissões em Ílhavo eram, na altura, muito frequentes e os participantes iam vestidos de acordo com algumas personagens bíblicas. O meu bisavô foi de profeta. Os profetas vestiam-se com muita roupa, para não lhes ser vista qualquer parte do corpo (à exceção do rosto e das mãos). Não pude deixar de reparar na roupa deste “rapaz profeta”: usa um enorme traje até aos pés, um turbante vistoso e ainda um par de meias grossas e compridas com sandálias por cima. Esta fotografia ficou guardada e bem conservada durante 100 anos, por mais 100 gostava que ficasse, em nome da família Bixirão.
Francisca Andersen, 9ºD