O livro “A Fotografia Prática ao Alcance de Todos”, de
Charles Bourée, foi editado pela Livraria Civilização Editora no final dos anos
50.
16 outubro 2013
13 outubro 2013
Guerra Colonial
Como se pode ver, duas carrinhas com um atrelado, não serão o veiculo mais adequado para transportar um a embarcação, mas a necessidade aguça o engenho e os nossos soldados nenhuma outra solução encontraram para movimentar o navio.
Esta caricata situação aconteceu durante a guerra colonial, em Angola, num desembarque das tropas portuguesas.
Iuri Pereira
10 outubro 2013
Almoço de confraternização de funcionários da Melvar em 1958
A Melvar Automóveis e Peças, S.A., foi constituída em 17 de Outubro de 1945.
Aqui vemos
alguns dos seus funcionários num almoço de confraternização realizado em 1958.
Pela sua
postura perpassa um ambiente de confiança onde não se vislumbra o mínimo sinal
de crise para o sector… os automóveis ligeiros matriculados em Portugal passarão
de 73.523 unidades em 1950 para 184.257 em 1960.
08 outubro 2013
Declarações de Amor...
A imagem que hoje vos propomos é a da capa de uma reedição de 1986 do livro “Cartas de Amor para Namorados” de Maria Celeste, editado no original em 1927 pela Empresa Literária Universal .
Dele deixamos algumas declarações de amor na esperança de
podermos vir a ser úteis a alguns dos nossos estudantes … (é só clicar na
imagem para ampliar).
01 outubro 2013
Royal Mail Steam Packet Company
Há uns tempos, o professor Jorge Freixial, entusiasta deste
blogue desde o seu início, ofereceu-me este documento que me deixou a sonhar
todo este tempo.
O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.
O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.
Trata-se de um folheto de propaganda de dois navios da Royal
Mail Steam Packet com uma história
incrível.
O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.
O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.
Deixamo-vos pistas para que pelos vossos próprios passos os
sigam :
A foto do navio Alcantara com carimbo de 1933 foi obtida
aqui: http://www.danica-janeckova.com/index.php
De entre as
particularidades salientadas para deslumbrar os potenciais viajantes,
destacamos as seguintes:
- Telégrafo sem fios
- Aparelho extintor de incêndios
- Ginásio
- Sala de jogos para crianças
- Salão de cabeleireiro
- Câmara escura para revelar
fotografias
- Elevador eléctrico
29 setembro 2013
Mistério em Cabo Verde
Há coisa de dois anos uma antiga aluna trouxe-me este pedaço
de carta. Sem envelope, com origem desconhecida, sem relação familiar e
contexto ainda mais nebuloso. Ficou perdido numa pasta do computador onde na
altura arquivava as digitalizações recebidas à espera de referências mais
datáveis ou exatas.
Voltei a reencontrá-lo um pouco por acaso e …
O que fará o jovem Fernando Marques em S. Vicente em
9/9/944? E os seus “companheiros” tão atrapalhados com os balanços da viagem? E
o que retém a “rapaziada” em Cabo Verde esperando que o tempo passe?
A carta, para além do pitoresco das observações, não é muito
elucidativa.
Restam-nos hipóteses.
Será que o nosso Fernando fazia parte das tropas
expedicionárias que durante a II Guerra Mundial foram enviadas para Cabo Verde
e aí ficaram até 1946?
Caso queiram seguir esta pista e obter
mais informações é seguir esta “pegada”: http://mindelosempre.blogspot.pt/2012/09/0256
Boas aventuras…
26 setembro 2013
Cartilha Maternal
Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação
das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o
método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era
enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre
social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas
móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas
172 com o objetivo de alfabetizar adultos.
O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este
exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria
Eduardo Sousa.
14 agosto 2013
27 maio 2013
Uma turma na década de 50
Nesta
fotografia está a minha avó materna (segundo lugar a contar da direita, na
segunda fila a contar de baixo) com a sua turma da primeira classe, em 1955.Nesta altura
não havia turmas mistas, daí a turma da minha avó ser apenas de raparigas.Na terceira e
quarta classes, faziam-se exames orais e escritos e já se estudavam disciplinas
como história, geografia e ciências.
19 maio 2013
Recordação do copejo do atum na costa algarvia
Nesta fotografia, a minha avó materna Maria Filipe e a minha prima Maria de Fátima encontravam-se, em 1957, num barco do arraial Ferreira Neto, na foz do Rio Gilão, em Tavira, onde estavam instalados os pescadores e o material utilizado na armação para a pesca do atum.
Mais tarde, a minha avó, leu com muito interesse a história da introdução da pesca do atum pelos sicilianos e genoveses, no reinado de D. Afonso III, até D. Carlos I que organizou a campanha oceanográfica do atum, permitindo orientar cientificamente esta pesca.Atualmente, já não existe esta armação. Apenas um pequeno museu assinala uma atividade outrora tão importante na economia portuguesa.
Inês Castro, 9ºD
02 maio 2013
Três gerações de mulheres trabalhadoras
A foto é, aproximadamente de 1957 e foi recuperada de um negativo, pelo meu pai.
Nela se encontram a minha avó paterna, Maria José Pinto, a minha bisavó Celeste Pinto e a minha trisavó Joana Bértolo. Foi tirada pelo meu avô que namorou a minha avó desde os 13 anos. A fotografia é na quinta de são Francisco, Casais da serra e retrata a debulha manual do milho. A minha avó está de vestido “domingueiro” apenas a posar para a fotografia. Nesta época os caseiros das quintas (meu bisavô e bisavó) para além de trabalharem as horas normais, tratavam de tudo o resto, não tendo tempos livres, nem no fim-de-semana…quase um regime de escravatura.
Inês Rendas, nº23, 9ºD.
15 abril 2013
Mistura de culturas
Esta fotografia retrata a minha avó paterna com onze anos de idade, em 1961.
Foi tirada em Macau, no Jardim de Camões, onde nasceu em 1950. É a mais nova de 6 irmãos, todos nascidos em Macau, que na altura, era uma colónia portuguesa.
A minha avó aos dezassete anos veio para portugal com os meus bisavós e um irmão. Os outros emigraram para os Estados Unidos onde vivem actualmente.
Gostava de conhecer melhor a cultura asiática e a terra da minha família pois acho uma cultura interessante e eu também me sinto '' um pouco asiática''.
Beatriz Oliveira, 9º A
12 abril 2013
O problema do olhar apaixonado
O
problema do olhar apaixonado é que se abre, permite dessas zonas normalmente
fechadas a visão de uma nitidez demasiada. Essa nitidez, mais cruel que
apaziguadora, incendeia, ou provoca vertigens, o que é quase o mesmo tendo em
conta os resultados.
Toda
a intimidade acima de uma certa escala se torna ameaçadora, e é isso que o
olhar apaixonado é, antes de mais. Ele suga-a, quer dizer, cega-a, e poucas
comparações para o amor me têm parecido tão acertadas.
Este
excesso de visão, ou de alma, devolver-lhe-á no fim – ele é uma espécie de
espelho – o seu próprio olhar.
É
já um olhar devolvido o deste rosto pintado por Alfred Stevens. Trata-se mais
de um roubo do que de uma devolução, já que esta nunca é total.
O
que ela espera já não são os olhos amados mas o corpo desse ser que, sentado à
escrivaninha, se perde com as suas contas ou escreve uma carta. Ela afagou-lhe longamente
o rosto à chegada. Tudo me diz que talvez evite olhá-lo demasiado. Com o tempo
talvez se distraia cada vez mais.
É
mesmo provável que ao fim de alguns anos ele tente certas liberdades com as
criadas.
(um pedido de desculpas aos
leitores habituais deste blogue por este devaneio inspirado nesta pintura do
século XIX)
09 abril 2013
03 abril 2013
Recordações
Os anos passam, mas as memórias
resistem ao tempo. Esta fotografia faz parte do baú das recordações da minha avó.
Ela lembra-se como se fosse ontem o dia em que a tirou. Pois está associada ao
partir de um irmão para a Guerra Colonial na Índia. Naquele tempo as
tecnologias eram bem diferentes das de hoje, por isso aquela fotografia foi
tirada para que o seu irmão a pudesse levar como recordação e memória dos seus
irmãos mais novos, como também do seu cão que agora ficava ao cuidado dos mais pequenos.
Como tal, foi chamado um fotógrafo para tirar a fotografia, no entanto nem tudo
correu como esperado. Pois a vinda de um fotógrafo a uma aldeia remota por
entre as planícies do Alentejo, era motivo de curiosidade para os restantes
habitantes da aldeia. Aquele que era para ser um momento pessoal e emotivo
depressa se tornou numa notícia, a qual toda a população quis testemunhar o
acontecimento. O resultado foi esta fotografia, na qual a minha avó revela bem
no seu rosto a sua frustração e indignação por a sua fotografia se ter tornado
um acontecimento público. Até o cão
ficou melhor!
Rodrigo Santo, 9ºE
03 março 2013
O rapaz profeta
Esta fotografia
retrata o meu bisavô José Simões Bixirão. Foi tirada num fotógrafo em Ílhavo
(cidade próxima de Aveiro) antes de ele ir para uma procissão de Páscoa. O meu
bisavô tinha cerca de 15 anos, logo, a fotografia é de 1905, aproximadamente.
As procissões em Ílhavo eram, na altura, muito frequentes e os participantes
iam vestidos de acordo com algumas personagens bíblicas. O meu bisavô foi de
profeta. Os profetas vestiam-se com muita roupa, para não lhes ser vista
qualquer parte do corpo (à exceção do rosto e das mãos). Não pude deixar de
reparar na roupa deste “rapaz profeta”: usa um enorme traje até aos pés, um
turbante vistoso e ainda um par de meias grossas e compridas com sandálias por
cima. Esta
fotografia ficou guardada e bem conservada durante 100 anos, por mais 100
gostava que ficasse, em nome da família Bixirão.
Francisca Andersen, 9ºD22 fevereiro 2013
A verdadeira caça ao cachalote
Nesta fotografia podemos ver três grandes caçadores de baleias, sendo dois deles arpoadores, o meu tio-avô e meu avô.
Com grande destaque o meu tio-avô lança um arpão ao cachalote em pleno Oceano Atlântico, na década de 60. O meu avô diz que está satisfeito com o facto da caça à baleia já não se fazer, pois a presença de baleias passou a ser muito rara, indiciando o início da sua extinção.
Hoje em dia uma das maiores atracções turísticas para quem visita os Açores são sem dúvida as viagens para avistar as baleias a nadar tranquilamente no Atlântico.
Catarina Camara nº7 9ºF
03 fevereiro 2013
Uma menina encantadora
Faltava mais
do que uma década para o 25 de Abril de 1974, um grande marco histórico do
nosso pais.
A minha avó
vestiu a minha mãe com a sua roupa preferida e levou-a ao fotógrafo, hábito da
época, para tirar uma foto. A minha mãe não gostava de tirar fotografias, diz
que demoravam muito tempo e era preciso ficar imóvel, enquanto o fotógrafo
punha a cabeça debaixo de um pano de flanela, ajustava o olho da maquina e dizia:
sorri!
9º E
Nota - Não posso deixar de destacar que a menina que aqui podemos ver é a nossa colega, Celeste Oliveira. Um beijinho para ela.
27 janeiro 2013
Concurso de blogues (org.Aventar)
Ganhámos
Respeito pelos adversários e, neste caso, curiosidade e
apreço pelo que fazem os que gostam de História.. Ganhámos novos leitores, amigos,
espírito de pertença e de entreajuda, pessoas que começaram a gostar do que
fazemos e continuarão a passar por cá. Vontade de continuar.
Obrigado a todos os que uma vez mais gastaram um bocadinho
do seu tempo a gostar de nós. Esta vitória é sua.
Dora Jacinto
José M Vilhena
26 janeiro 2013
"Bravo, Valentes Sete!"
Edição
original de 1954, com o título “GOOD WORK SECRET SEVEN”.
Esta edição
em português, da Empresa Nacional de Publicidade, é de 1964.
24 janeiro 2013
Próxima aventura : "Bravo Valentes Sete"
Uma edição da Empresa Nacional de Publicidade, adquirido em Lisboa em 10/12/1974
(Para a Ana G. com um grande obrigado)
21 janeiro 2013
VOTAÇÃO - 2ª FASE
Do
fundo do coração, muito obrigado pelo apoio que nos deram e nos permitiu passar
à 2º fase .
Esta fase de votações apurará o 1º, 2º e 3º lugares.
Decorrerá desde dia 21
até 26 de Janeiro.. (para votar é favor clicar na imagem)
O
sistema de votação é igual, permitindo o regulamento repetir a votação a cada
24h.
Um imenso obrigado antecipado.
17 janeiro 2013
A menina dos cabelos loiros
Esta menina
é a minha mãe, chama-se Eulália Maria e pelo que ela me contou o
nome foi herdado da sua bisavó. Esta fotografia foi tirada no dia 24 de
Setembro de 1968, data em que a minha mãe completava os seus 3 anos de idade,
sendo a mais nova das suas duas irmãs. A minha mãe recorda-se desse dia, em que
o meu avô e a minha avó a levaram a um fotógrafo em Setúbal para tirar está
fotografia. Em cada aniversário os meus avós levavam as suas filhas ao fotógrafo
para terem uma recordação do dia do seu aniversário. É uma das poucas
fotografias que tenho da minha mãe quando era pequena.
João Santos, 9º E
31 dezembro 2012
22 dezembro 2012
14 dezembro 2012
Vinho do Porto em ilustrações de Carlos Carneiro
Muito recentemente veio parar-me
às mãos este extraordinário livrinho cujo objetivo foi publicitar a história do vinho do Porto.
Desde as suas “nebulosas origens”, o relato vai avançando acompanhado pelas
lindíssimas ilustrações de Carlos Carneiro. O Instituto do Vinho do Pôrto o
editou em 1944 e a Litografia Nacional Imprimiu.
Deixo aqui uma imagem da capa e
duas outras extraídas das suas quinze páginas. Para delícia dos nossos
visitantes, estou seguro. Com um abraço já quase natalício para todos os que
por aqui passam.
11 dezembro 2012
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