29 setembro 2013

Mistério em Cabo Verde


Há coisa de dois anos uma antiga aluna trouxe-me este pedaço de carta. Sem envelope, com origem desconhecida, sem relação familiar e contexto ainda mais nebuloso. Ficou perdido numa pasta do computador onde na altura arquivava as digitalizações recebidas à espera de referências mais datáveis ou exatas.
Voltei a reencontrá-lo um pouco por acaso e …



O que fará o jovem Fernando Marques em S. Vicente em 9/9/944? E os seus “companheiros” tão atrapalhados com os balanços da viagem? E o que retém a “rapaziada” em Cabo Verde esperando que o tempo passe?

A carta, para além do pitoresco das observações, não é muito elucidativa.



Restam-nos hipóteses.
Será que o nosso Fernando fazia parte das tropas expedicionárias que durante a II Guerra Mundial foram enviadas para Cabo Verde e aí ficaram até 1946?
Caso queiram seguir esta pista e obter mais informações é seguir esta “pegada”: http://mindelosempre.blogspot.pt/2012/09/0256

Boas aventuras…

26 setembro 2013

Cartilha Maternal


Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas 172 com o objetivo de alfabetizar adultos.

O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria Eduardo Sousa.


27 maio 2013

Uma turma na década de 50


Nesta fotografia está a minha avó materna (segundo lugar a contar da direita, na segunda fila a contar de baixo) com a sua turma da primeira classe, em 1955.Nesta altura não havia turmas mistas, daí a turma da minha avó ser apenas de raparigas.Na terceira e quarta classes, faziam-se exames orais e escritos e já se estudavam disciplinas como história, geografia e ciências.
 Adriana Belchior, 9ºB

 

 

19 maio 2013

Recordação do copejo do atum na costa algarvia


Nesta fotografia, a minha avó materna Maria Filipe e a minha prima Maria de Fátima encontravam-se, em 1957, num barco do arraial Ferreira Neto, na foz do Rio Gilão, em Tavira, onde estavam instalados os pescadores e o material utilizado na armação para a pesca do atum. Pouco depois, a minha avó e a minha prima ouviram repicar um sino, que avisou os pescadores da urgência de saírem nos barcos para o mar, a fim de rodearem o copo da armação onde já estavam os atuns. Assistiram ao copejo em que os peixes, atingidos pelos bicheiros (arpões), saltavam para os barcos.
Mais tarde, a minha avó, leu com muito interesse a história da introdução da pesca do atum pelos sicilianos e genoveses, no reinado de D. Afonso III, até D. Carlos I que organizou a campanha oceanográfica do atum, permitindo orientar cientificamente esta pesca.Atualmente, já não existe esta armação. Apenas um pequeno museu assinala uma atividade outrora tão importante na economia portuguesa.

Inês Castro, 9ºD

02 maio 2013

Três gerações de mulheres trabalhadoras



A foto é, aproximadamente de 1957 e foi recuperada de um negativo, pelo meu pai.  
Nela se encontram a minha avó paterna, Maria José Pinto, a minha bisavó Celeste Pinto e a minha trisavó Joana Bértolo. Foi tirada pelo meu avô que namorou a minha avó desde os 13 anos. A fotografia é na quinta de são Francisco, Casais da serra e retrata a debulha manual do milho. A minha avó está de vestido “domingueiro” apenas a posar para a fotografia. Nesta época os caseiros das quintas (meu bisavô e bisavó) para além de trabalharem as horas normais, tratavam de tudo o resto, não tendo tempos livres, nem no fim-de-semana…quase um regime de escravatura.
 
Inês Rendas, nº23, 9ºD.

15 abril 2013

Mistura de culturas


Esta fotografia retrata a minha avó paterna com onze anos de idade, em 1961. 
Foi tirada em Macau, no Jardim de Camões, onde nasceu em 1950. É a mais nova de 6 irmãos, todos nascidos em Macau, que na altura, era uma colónia portuguesa. 
A minha avó aos dezassete anos veio para portugal com os meus bisavós e  um irmão. Os outros emigraram para os Estados Unidos onde vivem actualmente.
Gostava de conhecer melhor a cultura asiática e a terra da minha família pois acho uma cultura interessante e eu também me sinto '' um pouco asiática''.
Beatriz Oliveira, 9º A

12 abril 2013

O problema do olhar apaixonado




O problema do olhar apaixonado é que se abre, permite dessas zonas normalmente fechadas a visão de uma nitidez demasiada. Essa nitidez, mais cruel que apaziguadora, incendeia, ou provoca vertigens, o que é quase o mesmo tendo em conta os resultados.

Toda a intimidade acima de uma certa escala se torna ameaçadora, e é isso que o olhar apaixonado é, antes de mais. Ele suga-a, quer dizer, cega-a, e poucas comparações para o amor me têm parecido tão acertadas.
Este excesso de visão, ou de alma, devolver-lhe-á no fim – ele é uma espécie de espelho – o seu próprio olhar.
É já um olhar devolvido o deste rosto pintado por Alfred Stevens. Trata-se mais de um roubo do que de uma devolução, já que esta nunca é total.

O que ela espera já não são os olhos amados mas o corpo desse ser que, sentado à escrivaninha, se perde com as suas contas ou escreve uma carta. Ela afagou-lhe longamente o rosto à chegada. Tudo me diz que talvez evite olhá-lo demasiado. Com o tempo talvez se distraia cada vez mais.
É mesmo provável que ao fim de alguns anos ele tente certas liberdades com as criadas.

(um pedido de desculpas aos leitores habituais deste blogue por este devaneio inspirado nesta pintura do século XIX)

03 abril 2013

Recordações


Os anos passam, mas as memórias resistem ao tempo. Esta fotografia faz parte do baú das recordações da minha avó. Ela lembra-se como se fosse ontem o dia em que a tirou. Pois está associada ao partir de um irmão para a Guerra Colonial na Índia. Naquele tempo as tecnologias eram bem diferentes das de hoje, por isso aquela fotografia foi tirada para que o seu irmão a pudesse levar como recordação e memória dos seus irmãos mais novos, como também do seu cão que agora ficava ao cuidado dos mais pequenos. Como tal, foi chamado um fotógrafo para tirar a fotografia, no entanto nem tudo correu como esperado. Pois a vinda de um fotógrafo a uma aldeia remota por entre as planícies do Alentejo, era motivo de curiosidade para os restantes habitantes da aldeia. Aquele que era para ser um momento pessoal e emotivo depressa se tornou numa notícia, a qual toda a população quis testemunhar o acontecimento. O resultado foi esta fotografia, na qual a minha avó revela bem no seu rosto a sua frustração e indignação por a sua fotografia se ter tornado um acontecimento público.  Até o cão ficou melhor!
Rodrigo Santo, 9ºE

03 março 2013

O rapaz profeta



Esta fotografia retrata o meu bisavô José Simões Bixirão. Foi tirada num fotógrafo em Ílhavo (cidade próxima de Aveiro) antes de ele ir para uma procissão de Páscoa. O meu bisavô tinha cerca de 15 anos, logo, a fotografia é de 1905, aproximadamente. As procissões em Ílhavo eram, na altura, muito frequentes e os participantes iam vestidos de acordo com algumas personagens bíblicas. O meu bisavô foi de profeta. Os profetas vestiam-se com muita roupa, para não lhes ser vista qualquer parte do corpo (à exceção do rosto e das mãos). Não pude deixar de reparar na roupa deste “rapaz profeta”: usa um enorme traje até aos pés, um turbante vistoso e ainda um par de meias grossas e compridas com sandálias por cima. Esta fotografia ficou guardada e bem conservada durante 100 anos, por mais 100 gostava que ficasse, em nome da família Bixirão.
Francisca Andersen, 9ºD


22 fevereiro 2013

A verdadeira caça ao cachalote




Nesta fotografia podemos ver três grandes caçadores de baleias, sendo dois deles arpoadores, o meu tio-avô e meu avô.
Com grande destaque o meu tio-avô lança um arpão ao cachalote em pleno Oceano Atlântico, na década de 60. O meu avô diz que está satisfeito com o facto da caça à baleia já não se fazer, pois a presença de baleias passou a ser muito rara, indiciando o início da sua extinção.
Hoje em dia uma das maiores atracções turísticas para quem visita os Açores são sem dúvida as viagens para avistar as baleias a nadar tranquilamente no Atlântico.

Catarina Camara nº7 9ºF

03 fevereiro 2013

Uma menina encantadora



Faltava mais do que uma década para o 25 de Abril de 1974, um grande marco histórico do nosso pais.
A minha avó vestiu a minha mãe com a sua roupa preferida e levou-a ao fotógrafo, hábito da época, para tirar uma foto. A minha mãe não gostava de tirar fotografias, diz que demoravam muito tempo e era preciso ficar imóvel, enquanto o fotógrafo punha a cabeça debaixo de um pano de flanela, ajustava o olho da maquina e dizia: sorri!

 Francisca Anastácio
 9º E
Nota - Não posso deixar de destacar que a menina que aqui podemos ver é a nossa colega, Celeste Oliveira. Um beijinho para ela.


27 janeiro 2013

Concurso de blogues (org.Aventar)



Ganhámos
Respeito pelos adversários e, neste caso, curiosidade e apreço pelo que fazem os que gostam de História..  Ganhámos novos leitores, amigos, espírito de pertença e de entreajuda, pessoas que começaram a gostar do que fazemos e continuarão a passar por cá. Vontade de continuar.
Obrigado a todos os que uma vez mais gastaram um bocadinho do seu tempo a gostar de nós. Esta vitória é sua.
Dora Jacinto
José M Vilhena

26 janeiro 2013

"Bravo, Valentes Sete!"



Edição original de 1954, com o título “GOOD WORK SECRET SEVEN”.
Esta edição em português, da Empresa Nacional de Publicidade, é de 1964.


24 janeiro 2013

21 janeiro 2013

VOTAÇÃO - 2ª FASE




Do fundo do coração, muito obrigado pelo apoio que nos deram e nos permitiu passar à 2º fase .
Esta fase de votações apurará o 1º, 2º  e 3º lugares
Decorrerá desde dia 21 até 26 de Janeiro..   (para votar é favor clicar na imagem)
O sistema de votação é igual, permitindo o regulamento repetir a votação a cada 24h.
Um imenso obrigado antecipado.

17 janeiro 2013

A menina dos cabelos loiros


Esta menina é a minha mãe, chama-se Eulália Maria e pelo que ela me contou o nome foi herdado da sua bisavó. Esta fotografia foi tirada no dia 24 de Setembro de 1968, data em que a minha mãe completava os seus 3 anos de idade, sendo a mais nova das suas duas irmãs. A minha mãe recorda-se desse dia, em que o meu avô e a minha avó a levaram a um fotógrafo em Setúbal para tirar está fotografia. Em cada aniversário os meus avós levavam as suas filhas ao fotógrafo para terem uma recordação do dia do seu aniversário. É uma das poucas fotografias que tenho da minha mãe quando era pequena.
João Santos, 9º E


14 dezembro 2012

Vinho do Porto em ilustrações de Carlos Carneiro





Muito recentemente veio parar-me às mãos este extraordinário livrinho cujo objetivo  foi publicitar a história do vinho do Porto. Desde as suas “nebulosas origens”, o relato vai avançando acompanhado pelas lindíssimas ilustrações de Carlos Carneiro. O Instituto do Vinho do Pôrto o editou em 1944 e a Litografia Nacional Imprimiu.
Deixo aqui uma imagem da capa e duas outras extraídas das suas quinze páginas. Para delícia dos nossos visitantes, estou seguro. Com um abraço já quase natalício para todos os que por aqui passam.

22 novembro 2012

Um inconfundível Volkswagen de 1969




Nesta fotografia vê-se o meu avô Florentino na herdade do Barrocal, perto de Évora, junto ao carro do patrão, um inconfundível Volkswagen de 1969.
Participação especial de Francisco Cortinhal, 6º H

21 novembro 2012

Férias em Lisboa



Esta fotografia foi tirada em Lisboa, no ano de 1948, ano em que o meu bisavô, João dos Reis Monteiro, sua esposa Laura dos Santos Vilar (madrasta do meu avô) e seu filho, Luís Francisco Araújo Monteiro, (meu avô), vieram gozar as férias à capital. O meu bisavô tinha 33 anos, a sua esposa, 34 e o meu avô 10 anos. O meu bisavô já faleceu mas a sua esposa e o seu filho, Luís Francisco Monteiro ainda se encontram connosco, com 96 e 74 anos de idade, respectivamente.

Sofia Fialho, 9ºC

13 novembro 2012

Indústria conserveira - publicidade dos anos 30



Ai, se “Joana d´Arc” tivesse provado as  sardinhas de Matozinhos…
Um delicioso cartaz de publicidade à indústria conserveira com uma certa ingenuidade típica dos anos 30.