Esta fotografia
retrata o meu bisavô José Simões Bixirão. Foi tirada num fotógrafo em Ílhavo
(cidade próxima de Aveiro) antes de ele ir para uma procissão de Páscoa. O meu
bisavô tinha cerca de 15 anos, logo, a fotografia é de 1905, aproximadamente.
As procissões em Ílhavo eram, na altura, muito frequentes e os participantes
iam vestidos de acordo com algumas personagens bíblicas. O meu bisavô foi de
profeta. Os profetas vestiam-se com muita roupa, para não lhes ser vista
qualquer parte do corpo (à exceção do rosto e das mãos). Não pude deixar de
reparar na roupa deste “rapaz profeta”: usa um enorme traje até aos pés, um
turbante vistoso e ainda um par de meias grossas e compridas com sandálias por
cima. Esta
fotografia ficou guardada e bem conservada durante 100 anos, por mais 100
gostava que ficasse, em nome da família Bixirão.
Francisca Andersen, 9ºD03 março 2013
22 fevereiro 2013
A verdadeira caça ao cachalote
Nesta fotografia podemos ver três grandes caçadores de baleias, sendo dois deles arpoadores, o meu tio-avô e meu avô.
Com grande destaque o meu tio-avô lança um arpão ao cachalote em pleno Oceano Atlântico, na década de 60. O meu avô diz que está satisfeito com o facto da caça à baleia já não se fazer, pois a presença de baleias passou a ser muito rara, indiciando o início da sua extinção.
Hoje em dia uma das maiores atracções turísticas para quem visita os Açores são sem dúvida as viagens para avistar as baleias a nadar tranquilamente no Atlântico.
Catarina Camara nº7 9ºF
03 fevereiro 2013
Uma menina encantadora
Faltava mais
do que uma década para o 25 de Abril de 1974, um grande marco histórico do
nosso pais.
A minha avó
vestiu a minha mãe com a sua roupa preferida e levou-a ao fotógrafo, hábito da
época, para tirar uma foto. A minha mãe não gostava de tirar fotografias, diz
que demoravam muito tempo e era preciso ficar imóvel, enquanto o fotógrafo
punha a cabeça debaixo de um pano de flanela, ajustava o olho da maquina e dizia:
sorri!
9º E
Nota - Não posso deixar de destacar que a menina que aqui podemos ver é a nossa colega, Celeste Oliveira. Um beijinho para ela.
27 janeiro 2013
Concurso de blogues (org.Aventar)
Ganhámos
Respeito pelos adversários e, neste caso, curiosidade e
apreço pelo que fazem os que gostam de História.. Ganhámos novos leitores, amigos,
espírito de pertença e de entreajuda, pessoas que começaram a gostar do que
fazemos e continuarão a passar por cá. Vontade de continuar.
Obrigado a todos os que uma vez mais gastaram um bocadinho
do seu tempo a gostar de nós. Esta vitória é sua.
Dora Jacinto
José M Vilhena
26 janeiro 2013
"Bravo, Valentes Sete!"
Edição
original de 1954, com o título “GOOD WORK SECRET SEVEN”.
Esta edição
em português, da Empresa Nacional de Publicidade, é de 1964.
24 janeiro 2013
Próxima aventura : "Bravo Valentes Sete"
Uma edição da Empresa Nacional de Publicidade, adquirido em Lisboa em 10/12/1974
(Para a Ana G. com um grande obrigado)
21 janeiro 2013
VOTAÇÃO - 2ª FASE
Do
fundo do coração, muito obrigado pelo apoio que nos deram e nos permitiu passar
à 2º fase .
Esta fase de votações apurará o 1º, 2º e 3º lugares.
Decorrerá desde dia 21
até 26 de Janeiro.. (para votar é favor clicar na imagem)
O
sistema de votação é igual, permitindo o regulamento repetir a votação a cada
24h.
Um imenso obrigado antecipado.
17 janeiro 2013
A menina dos cabelos loiros
Esta menina
é a minha mãe, chama-se Eulália Maria e pelo que ela me contou o
nome foi herdado da sua bisavó. Esta fotografia foi tirada no dia 24 de
Setembro de 1968, data em que a minha mãe completava os seus 3 anos de idade,
sendo a mais nova das suas duas irmãs. A minha mãe recorda-se desse dia, em que
o meu avô e a minha avó a levaram a um fotógrafo em Setúbal para tirar está
fotografia. Em cada aniversário os meus avós levavam as suas filhas ao fotógrafo
para terem uma recordação do dia do seu aniversário. É uma das poucas
fotografias que tenho da minha mãe quando era pequena.
João Santos, 9º E
31 dezembro 2012
22 dezembro 2012
14 dezembro 2012
Vinho do Porto em ilustrações de Carlos Carneiro
Muito recentemente veio parar-me
às mãos este extraordinário livrinho cujo objetivo foi publicitar a história do vinho do Porto.
Desde as suas “nebulosas origens”, o relato vai avançando acompanhado pelas
lindíssimas ilustrações de Carlos Carneiro. O Instituto do Vinho do Pôrto o
editou em 1944 e a Litografia Nacional Imprimiu.
Deixo aqui uma imagem da capa e
duas outras extraídas das suas quinze páginas. Para delícia dos nossos
visitantes, estou seguro. Com um abraço já quase natalício para todos os que
por aqui passam.
11 dezembro 2012
05 dezembro 2012
27 novembro 2012
22 novembro 2012
Um inconfundível Volkswagen de 1969
Nesta fotografia vê-se o meu avô Florentino na herdade do
Barrocal, perto de Évora, junto ao carro do patrão, um inconfundível Volkswagen
de 1969.
Participação especial de Francisco Cortinhal, 6º H
21 novembro 2012
Férias em Lisboa
Esta fotografia foi tirada em Lisboa, no ano de 1948, ano em que o meu bisavô, João dos Reis Monteiro, sua esposa Laura dos Santos Vilar (madrasta do meu avô) e seu filho, Luís Francisco Araújo Monteiro, (meu avô), vieram gozar as férias à capital. O meu bisavô tinha 33 anos, a sua esposa, 34 e o meu avô 10 anos. O meu bisavô já faleceu mas a sua esposa e o seu filho, Luís Francisco Monteiro ainda se encontram connosco, com 96 e 74 anos de idade, respectivamente.
Sofia Fialho, 9ºC
20 novembro 2012
13 novembro 2012
Indústria conserveira - publicidade dos anos 30
Ai, se “Joana d´Arc” tivesse provado as sardinhas de Matozinhos…
Um delicioso cartaz de publicidade à indústria conserveira com
uma certa ingenuidade típica dos anos 30.
07 novembro 2012
A "Peluda"
Quando o tempo parecia não avançar, criavam-se simples
brincadeiras, capazes de alegrar os soldados e quem à volta se encontrasse.
Data de 23 de Maio de 1972 (Ilha do Sal)
“A Peluda”, significava para esta companhia um marco de 100
dias para o fim da missão e para o regresso a casa. Era então realizada uma
grande festa durante todo o dia, de modo a festejar este momento de contagem
decrescente para o regresso às famílias. Data de 13 de Outubro de 1972
Fotos e anotações às mesmas de Ana Ermida, antiga aluna.
Fotos e anotações às mesmas de Ana Ermida, antiga aluna.
31 outubro 2012
Exposição do Mundo Português
Fotografia original cedida pelo antigo aluno Francisco Cunha Rêgo.
Imagem do guia da exposição obtida em restosdecoleccao.blogspot
22 outubro 2012
Timor - Costumes ancestrais
Família de nativos Timorenses 1962-3. Esta família foi
retratada numa espécie de festa que se realizava quando um familiar falecia.
Nela dançavam, cantavam, matavam e comiam porcos e galinhas bravos, tudo em
honra da pessoa falecida. Convidavam os militares que considerassem amigos.
Texto e foto de Ana Marques, antiga aluna.
16 outubro 2012
É um telefone,pá.
Estou de
novo órfão de alunos de 9º, como já me aconteceu aqui.
Volto a
contar com o arquivo de fotos que os antigos alunos foram deixando, com a sua
generosidade e entusiasmo em relação aos quais espero estar à altura. Um
grande, grande obrigado.
Ps - esta imagem é a resposta a um aluno que muito
admirado com o facto de não existirem telemóveis quando eu comecei a dar aulas, me perguntou incrédulo “…então
mas como é que se fazia?”
Até breve.
14 julho 2012
Até Setembro...?
O que sobra
dessas mãos: um voo marítimo, uma frase. Quando muito uma dúzia de grãos de
areia ardendo ainda sobre a pele, ou uma alga seca no bolso que ficará depois
esquecida a marcar a página de um livro lido ao longo desse verão.
Provavelmente
uma curta e feliz viagem de barco
25 junho 2012
Machimbombo
Machimbombo
Esta
fotografia foi tirada em Moçâmedes, Angola, no ano 1946 (muito antes da guerra
colonial que começou em 1961), um dia após o casamento dos meus avós paternos.
Nela estão o
meu avô Fernando, (sentado, ao centro, com o usual capacete colonial nos
joelhos), a minha avó Rosete, (em pé, à esquerda, com uma sobrinha ao colo) e
alguns familiares e amigos que vieram assistir ao casamento. Naquela época,
nenhuma mulher usava calças e as saias desciam abaixo do joelho. Em Angola, por
descontração e também devido ao calor, poucos homens usavam gravatas.
Alguns dos presentes preparavam-se
para viajar para Nova Lisboa, junto com os meus avós; os outros vieram
despedir-se. A viagem, de 1 000 km, não era longa para os hábitos daquela terra,
mas era muito demorada e cansativa, percorrendo caminhos maioritariamente de
terra batida, numa época em que havia poucos transportes motorizados, em Angola.
Por isso é que, misturados na bagagem, iam uns cestos com comida, para
trincarem pelo caminho.
O veículo de
transporte público (um pequeno machimbombo *) é de um amigo do meu
avô. Nota-se que ia iniciar viagem porque o carro ainda está brilhante, mas
passados poucos metros, ele ficará da cor da terra. Durante a viagem, as
janelas tinham de ficar abertas, porque de outra forma não se aguentaria o
calor, mas isso fazia com que entrasse parte da poeira levantada.
Naquele
tempo, tirar uma fotografia era uma tarefa complicada que obrigava a alguns minutos
de imobilidade. Para o pessoal autóctone ver tirar uma fotografia era um grande
acontecimento, até porque, o fotógrafo, normalmente, se instalava debaixo de um
pano preto, para centrar a imagem, o que tornava a situação pitoresca. No
entanto, há algo que distrai a criança que está ao colo e o rapaz à janela do
carro e que contrasta com a imobilidade a que a fotografia obrigou os adultos.
---
*
Machimbombo - designação que se dava em Angola e Moçambique aos autocarros de
transporte público (Do inglês «machine pump», «bomba mecânica»)
Cláudia Luso Soares, 9º F
22 junho 2012
“Numa família digna, o chefe, que é o pai (…)”
No Estado Novo a família modelo era assim constituída: a
mãe, ficava em casa a tratar das tarefas domésticas; o pai, ia trabalhar
durante o dia para sustentar a família; os filhos iam à escola, onde os rapazes
eram educados para mais tarde serem como os pais e as raparigas eram educadas
para serem como as mães (domésticas). Por isso, o chefe de família, que era
quem a sustentava, era o pai. Este devia ser respeitado com obediência e
carinho, assim como o chefe de estado, como uma espécie de pai da nação.
Neste livro da 3º classe de 1958, Américo Tomaz, presidente
da República durante a ditadura, ocupa uma página inteira do livro único e obrigatório.
Para que não houvesse dúvidas…
Mariana Vinhas, 9º F
10 junho 2012
Alentejo, anos 60. Memórias - 2º parte.
"Da zona do Algarve, mas propriamente de Odeceixe, Rogil, Aljezur, Maria Vinagre, também chegavam mulheres, que permaneciam na Herdade entre Maio e Junho, mas neste caso para trabalharem apenas na apanha do arroz e na monda. Ao contrário do povo do norte, estas trabalhadoras, instalavam-se em grandes casarões, e dividiam o espaço entre elas.
Também tinham por hábito efectuarem as refeições ao lar livre, e por vezes chegavam a ser perto de uma centena de fogueiras a arder, pois cada uma delas confeccionava individualmente os seus alimentos.
No mês de Agosto, para o final das mondas e início das ceifas, chegavam mais ranchos de gente, oriundos de Grândola e Santo André. Também estes se instalavam em grandes casarões, mas a sua forma de estar em comunidade era diferente dos restantes. O dormitório era dividido por biombos, e para a confecção dos alimentos recorriam a uma única fogueira em que cada um deles, colocava a cozinhar os alimentos numa panela de barro.
Toda esta diversidade de culturas trazia uma grande animação á Herdade, e apesar do trabalho duro, aos sábados e domingos à noite, havia sempre baile, no qual todos participavam.
As sementeiras dos viveiros começavam em Março, e em Junho começavam as plantações em grandes canteiros com muros de 100 em 100 metros. As condições de trabalho eram muito difíceis, pois trabalhava-se com água e lama por cima dos joelhos, e na água, para além de conchas, existia uma grande variedade de bichos, desde cobras a saltérios, que por vezes provocam mordeduras dolorosas. Ainda me recordo de uma espécie de liquido, em pequenas garrafas, que utilizávamos para pôr nas pernas, ás vezes já em ferida."
D. Maria Edviges, assistente operacional
D. Maria Edviges, assistente operacional
05 junho 2012
Vampiros...
Vampiros era o nome que os nativos timorenses atribuíam aos
morcegos gigantes que pesavam cerca de 4 a 5 quilos. 1962 Timor
Ana Marques, 9º D
01 junho 2012
Nas festas de Nossa Senhora da Saúde em Vila fresca
A minha família Alface vive em
Azeitão pelo menos desde o início do século XIX estando sempre ligada à vida e
às tradições desta região. Nesta fotografia, tirada nas festas de Nossa Senhora
da Saúde em Vila fresca, no mês de Setembro de 1948, observamos à esquerda o
meu avô Manuel Alface, nascido a 1 de Março de 1934. Ao centro o seu pai, José
Maria Alface, nascido em 1 de Novembro de 1896. À direita o sobrinho mais velho
do meu avô Henrique Alface.
Manuel Ribeiro, 9ºE
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