27 janeiro 2013

Concurso de blogues (org.Aventar)



Ganhámos
Respeito pelos adversários e, neste caso, curiosidade e apreço pelo que fazem os que gostam de História..  Ganhámos novos leitores, amigos, espírito de pertença e de entreajuda, pessoas que começaram a gostar do que fazemos e continuarão a passar por cá. Vontade de continuar.
Obrigado a todos os que uma vez mais gastaram um bocadinho do seu tempo a gostar de nós. Esta vitória é sua.
Dora Jacinto
José M Vilhena

26 janeiro 2013

"Bravo, Valentes Sete!"



Edição original de 1954, com o título “GOOD WORK SECRET SEVEN”.
Esta edição em português, da Empresa Nacional de Publicidade, é de 1964.


24 janeiro 2013

21 janeiro 2013

VOTAÇÃO - 2ª FASE




Do fundo do coração, muito obrigado pelo apoio que nos deram e nos permitiu passar à 2º fase .
Esta fase de votações apurará o 1º, 2º  e 3º lugares
Decorrerá desde dia 21 até 26 de Janeiro..   (para votar é favor clicar na imagem)
O sistema de votação é igual, permitindo o regulamento repetir a votação a cada 24h.
Um imenso obrigado antecipado.

17 janeiro 2013

A menina dos cabelos loiros


Esta menina é a minha mãe, chama-se Eulália Maria e pelo que ela me contou o nome foi herdado da sua bisavó. Esta fotografia foi tirada no dia 24 de Setembro de 1968, data em que a minha mãe completava os seus 3 anos de idade, sendo a mais nova das suas duas irmãs. A minha mãe recorda-se desse dia, em que o meu avô e a minha avó a levaram a um fotógrafo em Setúbal para tirar está fotografia. Em cada aniversário os meus avós levavam as suas filhas ao fotógrafo para terem uma recordação do dia do seu aniversário. É uma das poucas fotografias que tenho da minha mãe quando era pequena.
João Santos, 9º E


14 dezembro 2012

Vinho do Porto em ilustrações de Carlos Carneiro





Muito recentemente veio parar-me às mãos este extraordinário livrinho cujo objetivo  foi publicitar a história do vinho do Porto. Desde as suas “nebulosas origens”, o relato vai avançando acompanhado pelas lindíssimas ilustrações de Carlos Carneiro. O Instituto do Vinho do Pôrto o editou em 1944 e a Litografia Nacional Imprimiu.
Deixo aqui uma imagem da capa e duas outras extraídas das suas quinze páginas. Para delícia dos nossos visitantes, estou seguro. Com um abraço já quase natalício para todos os que por aqui passam.

22 novembro 2012

Um inconfundível Volkswagen de 1969




Nesta fotografia vê-se o meu avô Florentino na herdade do Barrocal, perto de Évora, junto ao carro do patrão, um inconfundível Volkswagen de 1969.
Participação especial de Francisco Cortinhal, 6º H

21 novembro 2012

Férias em Lisboa



Esta fotografia foi tirada em Lisboa, no ano de 1948, ano em que o meu bisavô, João dos Reis Monteiro, sua esposa Laura dos Santos Vilar (madrasta do meu avô) e seu filho, Luís Francisco Araújo Monteiro, (meu avô), vieram gozar as férias à capital. O meu bisavô tinha 33 anos, a sua esposa, 34 e o meu avô 10 anos. O meu bisavô já faleceu mas a sua esposa e o seu filho, Luís Francisco Monteiro ainda se encontram connosco, com 96 e 74 anos de idade, respectivamente.

Sofia Fialho, 9ºC

13 novembro 2012

Indústria conserveira - publicidade dos anos 30



Ai, se “Joana d´Arc” tivesse provado as  sardinhas de Matozinhos…
Um delicioso cartaz de publicidade à indústria conserveira com uma certa ingenuidade típica dos anos 30.


07 novembro 2012

A "Peluda"



Quando o tempo parecia não avançar, criavam-se simples brincadeiras, capazes de alegrar os soldados e quem à volta se encontrasse. Data de 23 de Maio de 1972 (Ilha do Sal)





“A Peluda”, significava para esta companhia um marco de 100 dias para o fim da missão e para o regresso a casa. Era então realizada uma grande festa durante todo o dia, de modo a festejar este momento de contagem decrescente para o regresso às famílias. Data de 13 de Outubro de 1972

Fotos e anotações às mesmas de Ana Ermida, antiga aluna.

22 outubro 2012

Timor - Costumes ancestrais



Família de nativos Timorenses 1962-3. Esta família foi retratada numa espécie de festa que se realizava quando um familiar falecia. Nela dançavam, cantavam, matavam e comiam porcos e galinhas bravos, tudo em honra da pessoa falecida. Convidavam os militares que considerassem amigos.

Texto e foto de Ana Marques, antiga aluna.

16 outubro 2012

É um telefone,pá.


Estou de novo órfão de alunos de 9º, como já me aconteceu aqui.
Volto a contar com o arquivo de fotos que os antigos alunos foram deixando, com a sua generosidade e entusiasmo em relação aos quais espero estar à altura. Um grande, grande obrigado.
Ps -  esta imagem é a resposta a um aluno que muito admirado com o facto de não existirem telemóveis quando eu  comecei a dar aulas, me perguntou incrédulo “…então mas como é que se fazia?”
Até breve.

14 julho 2012

Até Setembro...?




O que sobra dessas mãos: um voo marítimo, uma frase. Quando muito uma dúzia de grãos de areia ardendo ainda sobre a pele, ou uma alga seca no bolso que ficará depois esquecida a marcar a página de um livro lido ao longo desse verão.
Provavelmente uma curta e feliz viagem de barco

25 junho 2012

Machimbombo



Machimbombo

Esta fotografia foi tirada em Moçâmedes, Angola, no ano 1946 (muito antes da guerra colonial que começou em 1961), um dia após o casamento dos meus avós paternos.
Nela estão o meu avô Fernando, (sentado, ao centro, com o usual capacete colonial nos joelhos), a minha avó Rosete, (em pé, à esquerda, com uma sobrinha ao colo) e alguns familiares e amigos que vieram assistir ao casamento. Naquela época, nenhuma mulher usava calças e as saias desciam abaixo do joelho. Em Angola, por descontração e também devido ao calor, poucos homens usavam gravatas.
Alguns dos presentes preparavam-se para viajar para Nova Lisboa, junto com os meus avós; os outros vieram despedir-se. A viagem, de 1 000 km, não era longa para os hábitos daquela terra, mas era muito demorada e cansativa, percorrendo caminhos maioritariamente de terra batida, numa época em que havia poucos transportes motorizados, em Angola. Por isso é que, misturados na bagagem, iam uns cestos com comida, para trincarem pelo caminho.
O veículo de transporte público (um pequeno machimbombo *) é de um amigo do meu avô. Nota-se que ia iniciar viagem porque o carro ainda está brilhante, mas passados poucos metros, ele ficará da cor da terra. Durante a viagem, as janelas tinham de ficar abertas, porque de outra forma não se aguentaria o calor, mas isso fazia com que entrasse parte da poeira levantada.

Naquele tempo, tirar uma fotografia era uma tarefa complicada que obrigava a alguns minutos de imobilidade. Para o pessoal autóctone ver tirar uma fotografia era um grande acontecimento, até porque, o fotógrafo, normalmente, se instalava debaixo de um pano preto, para centrar a imagem, o que tornava a situação pitoresca. No entanto, há algo que distrai a criança que está ao colo e o rapaz à janela do carro e que contrasta com a imobilidade a que a fotografia obrigou os adultos.


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* Machimbombo - designação que se dava em Angola e Moçambique aos autocarros de transporte público (Do inglês «machine pump», «bomba mecânica»)

Cláudia Luso Soares, 9º F

22 junho 2012

“Numa família digna, o chefe, que é o pai (…)”

     
No Estado Novo a família modelo era assim constituída: a mãe, ficava em casa a tratar das tarefas domésticas; o pai, ia trabalhar durante o dia para sustentar a família; os filhos iam à escola, onde os rapazes eram educados para mais tarde serem como os pais e as raparigas eram educadas para serem como as mães (domésticas). Por isso, o chefe de família, que era quem a sustentava, era o pai. Este devia ser respeitado com obediência e carinho, assim como o chefe de estado, como uma espécie de pai da nação.
Neste livro da 3º classe de 1958, Américo Tomaz, presidente da República durante a ditadura, ocupa uma página inteira do livro único e obrigatório. Para que não houvesse dúvidas…


Mariana Vinhas, 9º F

10 junho 2012

Alentejo, anos 60. Memórias - 2º parte.




"Da zona do Algarve, mas propriamente de Odeceixe, Rogil, Aljezur, Maria Vinagre, também chegavam mulheres, que permaneciam na Herdade entre Maio e Junho, mas neste caso para trabalharem apenas na apanha do arroz e na monda. Ao contrário do povo do norte, estas trabalhadoras, instalavam-se em grandes casarões, e dividiam o espaço entre elas.
Também tinham por hábito efectuarem as refeições ao lar livre, e por vezes chegavam a ser perto de uma centena de fogueiras a arder, pois cada uma delas confeccionava individualmente os seus alimentos.

No mês de Agosto, para o final das mondas e início das ceifas, chegavam mais ranchos de gente, oriundos de Grândola e Santo André. Também estes se instalavam em grandes casarões, mas a sua forma de estar em comunidade era diferente dos restantes. O dormitório era dividido por biombos, e para a confecção dos alimentos recorriam a uma única fogueira em que cada um deles, colocava a cozinhar os alimentos numa panela de barro.  

Toda esta diversidade de culturas trazia uma grande animação á Herdade, e apesar do trabalho duro, aos sábados e domingos à noite, havia sempre baile, no qual todos participavam.
As sementeiras dos viveiros começavam em Março, e em Junho começavam as plantações em grandes canteiros com muros de 100 em 100 metros. As condições de trabalho eram muito difíceis, pois trabalhava-se com água e lama por cima dos joelhos, e na água, para além de conchas, existia uma grande variedade de bichos, desde cobras a saltérios, que por vezes provocam mordeduras dolorosas. Ainda me recordo de uma espécie de liquido, em pequenas garrafas, que utilizávamos para pôr nas pernas, ás vezes já em ferida."

D. Maria Edviges, assistente operacional

05 junho 2012

Vampiros...




Vampiros era o nome que os nativos timorenses atribuíam aos morcegos gigantes que pesavam cerca de 4 a 5 quilos.     1962 Timor

Ana Marques, 9º D

01 junho 2012

Nas festas de Nossa Senhora da Saúde em Vila fresca



A minha família Alface vive em Azeitão pelo menos desde o início do século XIX estando sempre ligada à vida e às tradições desta região. Nesta fotografia, tirada nas festas de Nossa Senhora da Saúde em Vila fresca, no mês de Setembro de 1948, observamos à esquerda o meu avô Manuel Alface, nascido a 1 de Março de 1934. Ao centro o seu pai, José Maria Alface, nascido em 1 de Novembro de 1896. À direita o sobrinho mais velho do meu avô Henrique Alface.

Manuel Ribeiro, 9ºE

26 maio 2012

O bichinho da música




Esta fotografia, de Maio de 1892,existente no museu da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, ilustra a banda da colectividade com o seu segundo fardamento. Nesta fotografia encontra-se o meu tetra avô, Timóteo Rodrigues, que tocava tuba, tal como eu.

Manuel Ribeiro, 9ºE

21 maio 2012

Com Salvador Dali... recordações.


No outro dia estava em casa dos meus avós e encontrei um jornal, já antigo. Perguntei à minha avó porque o guardava, e de seguida mostrou-me a parte de trás do jornal onde estava uma fotografia dos meus bisavós com Salvador Dalí e sua mulher, Gala. Pedi à minha avó, Maria Antónia Moraes, para me escrever um texto, com recordações e momentos divertidos que passou com Dali.

                                                                                             

“Desde que me lembro, Salvador Dali esteve presente na minha memória. Em 1940, tinha eu pouco mais de três anos, quando Dali e Gala, sua mulher, vieram a Lisboa. Sendo ele grande amigo dos meus pais, tinha pedido ao meu pai que o ajudasse no envio dos seus quadros para a sua primeira exposição em Nova Iorque. Esta vinda coincidiu com a Exposição do Mundo Português. Durante os dias que aqui passaram, estiveram em nossa casa e saíam com os meus pais. Foram descobertos por um jornalista, quando jantavam juntos na Exposição, e a fotografia foi publicada no Diário de Notícias.

Salvador, era amigo de infância de minha mãe. Os seus pais, amigos dos meus avós. O pai era o notário de Figueras, na Catalunha, e esta família era muito conhecida e respeitada. A irmã, Ana Maria, cresceu junto com a minha mãe, eram grandes amigas.

Um episódio na vida de Dali, quando era muito novo, em que, ele, Ana Maria e a minha mãe muito se divertiram, foi quando um jornalista de Madrid chegou a Figueras para  lhe fazer a sua primeira entrevista. Salvador chamou-as dizendo: «venham depressa, ajudem-me! Quero virar os quadros ao contrário, e vão ver como dou a entrevista e me divirto imenso!» Assim aconteceu e o jornalista não percebeu a brincadeira!  Até ao fim da vida deles, este episódio foi recordado.
    
No verão quando íamos passar um mês de férias a Calella de Palafrugell, onde estavam os meus avós paternos, sabíamos que uma tarde era dedicada a visitar Dali, em sua casa de Port- Lligat. Encantavam-me essas visitas! Ele recebia-nos com muita amizade e simplicidade. A tarde passava sem darmos conta. Lanchávamos no jardim. As conversas eram interessantes, parecia que tínhamos entrado noutro mundo.

 Dali, mostráva-nos os  seus últimos quadros, que ainda se encontravam no atelier. Tocou-me  intensamente  a «Última Ceia», que tinha acabado de pintar: a luz, que entrava pela janela, iluminava-o de tal maneira que me parecia  ver uma cena real. Tive o impulso de querer tocar com a minha mão nos mantos dos Apóstolos, e sentir a  sua textura entre os meus dedos. Também nos mostrava as maquetes das peças e jóias que fazia; algumas com movimento: relembro um vaso com borboletas a voar. A sua imaginação era imparável.


Connosco tinha sempre conversas normais, a sua atitude era sempre natural e agradável. Impressionava-me o seu bigode, todo levantado e rígido, graças a um fixador ou goma (nunca percebi como). Nas pontas colocava duas pequenas flores brancas. Numa das tardes, em que  me desenhou uma formiga no meu livro de autógrafos, tirando uma flor do bigode, disse-me: «queres ficar com esta flor como recordação?» Claro que quis! Ainda a guardo dentro do mesmo livro.

Outro episódio curioso: numa viagem a Paris , o meu pai encontrou-o por acaso no mesmo hotel onde se hospedava. Combinaram, tomar no dia seguinte o pequeno almoço juntos. Estavam no meio desta refeiçãoconversando tranquilamente, quando apareceram uns jornalistas para uma entrevista, que já tinham combinado. Dali convidou-os para se sentarem à mesa com ele. Nessa altura, chamou um criado e  pediu uma omelete, e disse ao meu pai: «espera, que já vais ver.» Quando lha trouxeram, transformou-se,  tirou o lenço do bolso superior do casaco, pegou na omelete e colocou-a no lugar do lenço, deixando todos estupefactos, assim começou a entrevista...   A meio desta, virou-se para os jornalistas e disse: «Estão-me a entrevistar, mas esquecem-se que aqui ao meu lado está um dos maiores poetas do nosso país».( referia-se ao meu pai, que nunca na vida tinha escrito um verso!)

Salvador Dali, entre amigos, tinha uma maneira de estar natural, apesar da sua genialidade.
Para mim é inesquecível , foi um privilégio tê-lo conhecido desta forma.”

Teresa Castel-Branco, 9º F


13 maio 2012

Fotografias de guerra.


Durante a guerra colonial muitas foram as mulheres, namoradas e até amigas que se correspondiam com os soldados que encontravam longe e saudosos da pátria e da família. Esta fotografia é uma das muitas enviadas a esses soldados, a originalidade está na montagem feita, onde se vê a jovem, pensativa e um pouco acima  o alvo de todos esses pensamentos.

Cristiana Silva, 9º B