07 dezembro 2011

Um passado mais ou menos próximo...

                                                                                                     clicar na imagem para ampliar

“(…) enriquecido num futuro mais ou menos próximo pelas transmissões a cores vindas de todo o mundo(…)” lê-se neste exemplar da Crónica Feminina de abril de 1969. Esse futuro mais ou menos próximo para o arranque das emissões regulares a cores da RTP estaria a onze anos de distância…

Revista gentilmente cedida pela D.Edviges, assistente operacional.

30 novembro 2011

Festa das cerejas


Esta fotografia, cedida pela professora Guilhermina Duarte ( de novo muito obrigado e um beijinho), foi tirada na Venda do Pinheiro por altura da “Festa das cerejas”, corria o ano de 1959.
Atente-se no facto de se tratar da então assim chamada fotografia “à la minute”.
Se ficou intrigado com a designação é só começar a pesquisar e vai ver que encontra um mundo delicioso e inesperado.

22 novembro 2011

Memórias do Corpo Expedicionário Português



Portugal participou no primeiro conflito mundial ao lado dos Aliados. Portugal entrou com os seguintes objetivos:
-manutenção das colónias
- afirmar-se perante a Europa
- procurar no final da guerra poder receber mais apoio dos países vencedores.
É claro que na situação que o país atravessava, esta decisão não foi tomada com grande aceitação por parte da população em geral. À medida que o número de mortes vai aumentando no Corpo Expedicionário Português e o seu fim era previsível, a guerra tornava-se cada vez mais impopular.
O custo de vida da população aumentava, o abastecimento de bens escasseava e o desemprego continuava a aumentar. Estes fatores fizeram com que começassem a surgir violentas reações sociais que eram aproveitadas pelos monárquicos.
No final da Guerra o grupo de aliados onde Portugal estava foi declarado vencedor o que veio trazer algum prestígio ao nosso país.

Francisco Alfaiate,9ºE

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09 novembro 2011

Uma tarde inesquecível


“A fotografia é dos anos 50. Um dia, a minha avó e quatro amigas, decidiram ir ao Jardim Zoológico... Vestidas como se estivessem num baile! Os dezoito e dezanove anos trazem consigo o sabor da aventura e de experimentar coisas novas... Talvez até, um pouco de loucura.”

Esta fotografia e a nota que a acompanha foram enviadas pela minha querida antiga aluna Teresa d'Orey, uma das primeiras sonhadoras deste blogue. E com a promessa de mais. Que bom.

03 novembro 2011

Descubra as diferenças .3





Descobre as diferenças entre as imagens, uma dos anos 50 e a outra atual, encontrada na net, ambas da praia de Dona Paula em Goa, na Índia.
Se repararem, a floresta tornou-se numa zona turística.
Segundo a lenda, esta praia chama-se Dona Paula em memória da filha de um vice-rei português. A jovem mulher terá saltado de um penhasco após enfrentar as acusações da sua família por causa do seu caso de amor com um pobre pescador.
Os habitantes locais dizem que em noites de luar se pode ver Dona Paula aparecendo do mar usando apenas um colar de pérolas.

Carolina Gomes, 9ºD

24 outubro 2011

Praia da Areia Branca, Timor, 1962


Ao olharmos para esta fotografia de repente, achamos que ela pode ter sido tirada em qualquer praia…com um toquezinho exótico, é certo.
Em Timor não chegou a haver guerra com os colonizadores portugueses. Por isso, entre intervalos de vigilância, os militares tinham comportamentos inesperados se comparados com os que cumpriam serviço militar noutras colónias portuguesas…aproveitando por exemplo para ir descontraidamente à praia…neste caso na praia da Areia Branca, em Timor, onde esta fotografia foi tirada em 1962.

Ana Marques, 9ºD

18 outubro 2011

Solteiros contra casados


E o que farão estas senhoras e estas meninas quase senhoras neste ainda frio dia vinte de maio de 1951?
Estão a assistir a uma coisa que na época tinha um lugar reservado nos coraçõezinhos das mais novas – um jogo de futebol entre solteiros e casados…o que explica a atenção delas e a ausência dos ditos na fotografia.
Desconhecemos o resultado do desafio. Sabemos apenas que um dia antes a seleção nacional tinha perdido por 5 a 2 contra a Inglaterra, o que obviamente pouco tem a ver com o assunto, embora possa ter dado ganas de vingança e desejo de brilhar aos jovens candidatos a maridos.

10 outubro 2011

Para mais tarde recordar... Díli,1962


Era no refeitório que os militares se encontravam para comer, matar saudades, falar e, pelos vistos, também tirar fotografias para mais tarde recordar… esta passagem por Díli em 1962

Ana Marques, 9ºD

04 outubro 2011

Timor, 1962




Tropas nativas, tropas de segunda linha. A estas tropas fotografadas em Díli, Timor, em 1962, deram os nossos militares instrução. Uma instrução bem dada mas de certeza diferente da de hoje em dia. Em Timor, talvez a quase ausência de intenções independentistas permitisse uma relação diferente com a população colonizada.


Ana Marques, 9ºD

14 setembro 2011

E um pouco de esperança...


Escolho esta fotografia descontraída e com o seu quê de esperançoso, datada de 1952, para vos desejar a todos um bom regresso. Se o ano escolar que agora se inicia puder ficar marcado nas vossas vidas por inesquecíveis acontecimentos positivos, tanto melhor.

10 julho 2011

Um longo e feliz Verão




A todos os que nos visitam com genuína amizade e apreço, os desejos de um longo e feliz Verão.
Deixamo-vos com a contra capa do Suplemento ilustrado do “Corriere della Sera” e um passatempo no interior do mesmo datado de Julho de 1929.

20 junho 2011

Sonhos de menina



Nos anos 50, embora a produção de máquinas fotográficas para amadores permitisse a sua progressiva generalização, em Portugal a sua posse era ainda restrita à classe média e, dentro desta, à burguesia com posses, como então se dizia.
As fotografias eram tiradas com parcimónia, quer pelo preço dos rolos e da sua revelação em casas especializadas, quer pelo espírito de poupança próprio da época.
A fotografia a cores será a grande estrela da década.
Todos nós, “habitantes” do mundo digital que nos permite captar largos milhares de imagens com as nossas máquinas actuais, não nos passa pela cabeça a quanto obrigava a gestão de um rolo de vinte fotografias.
Se folhearmos álbuns familiares – para quem os teve – constataremos que, exceptuando as grandes datas (Natais, aniversários, casamentos, baptizados…) não são abundantes as fotografias do quotidiano.
Desconhecemos o que levou esta menina a deslocar-se ao estúdio fotográfico neste dia. Muitas vezes não era preciso qualquer motivo especial para além do ímpeto repentino de uma avó embevecida…

Um muito obrigado à professora Guilhermina Duarte pela fotografia

03 junho 2011

Fim de tarde


Ao meu coração um peso de ferro
Eu hei de prender na volta do mar.
Ao meu coração um peso de ferro... Lançá-lo ao mar.
Quem vai embarcar, que vai degredado,
As penas do amor não queira levar...
Marujos, erguei o cofre pesado, Lançai-o ao mar.
E hei de mercar um fecho de prata.
O meu coração é o cofre selado.
A sete chaves: tem dentro uma carta...
(...)

Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'

06 maio 2011

Uma viagem inesquecível



Nesta fotografia está representado um acampamento selvagem no ano de 1975. O meu pai e alguns primos fizeram uma viagem pelo país, acampando ao ar livre, até porque os parques de campismo eram poucos em Portugal e o contacto com a natureza era muito mais próximo desta forma

Ana Melo 9º E

25 abril 2011

Uma missão heróica e vital



                                                             clicar nas imagens para ampliar
Com exageros, sem exageros, com disparates e sem disparates, o meu muito obrigado a todos os que tornaram possível o 25 de Abril de 1974.
Tinha exactamente 15 anos e andava no equivalente ao 9º ano actual. O meu pai, perplexo perante as notícias que iam chegando, encarregou-me de uma missão que na altura me pareceu heróica e vital – ir comprar o primeiro jornal que encontrasse…

06 abril 2011

Retrato de família, com homem ausente


Este retrato apela para um idílico olhar sobre o universo feminino. Duas mulheres e uma criança gozam de um final de tarde ameno no jardim de sua casa. A simetria dos corpos e o enquadramento das heras, o ar descansado das personagens revelam-nos o cuidado com que o fotografo se aprimorou na representação. Podemos imaginar que aquele que dispara a máquina, não aparecendo por isso na fotografia é justamente o elemento masculino da família. Mas, se o não for, remete-nos para uma realidade bem comum durante o século XX, a da ausência de homens em determinados contextos familiares. O número de casos em que, no decurso desse século, as mulheres foram obrigadas a seguir as suas vidas sem o apoio masculino, foi enorme. Com frequência, estas teriam de sustentar, sozinhas, os filhos e demais dependentes. Estas situações poderiam decorrer da morte dos maridos nas guerras (1ª e 2ª guerra mundial, nomeadamente) ou de situações de divórcio ou de mães solteiras. Nestes casos, as mulheres lançadas no mercado de trabalho, até aí só masculino, fizeram avançar as mentalidades, na medida em que o seu próprio estatuto punha em causa as determinações morais e religiosas de que o seu lugar deveria ser em casa.

04 abril 2011

Embarque para Londres, anos 60


Às vezes imagino o impacto que causaria numa pessoa “normal” uma viagem a Londres nos anos 60…
Portugal vivia fechado na sua gaiola salazarista, já mergulhado na guerra colonial que o encerraria ainda mais sobre si próprio, entre os seus lutos e a frieza estrangeira.
Voltar…talvez tudo parecesse de repente mais pequeno, sujo e cinzento. Um nó no estômago, uma crescente tristeza.

25 março 2011

Talvez um riso de crianças...quem sabe?!?


Agora que está na ordem do dia a frieza dos números, ficam aqui alguns para reflexão.
Taxa de natalidade em Portugal:
1960 ________________24,1% *
1980 ________________16,1%
2001 ________________10,9%
(…)

*esta fotografia data de1966

22 março 2011

A nudez infantil como momento de passagem




Este é um exemplo de um tipo de documento fotográfico que foi perdendo o sentido social a partir de meados do século XX. Fotografias como esta representaram um momento crucial na vida de cada criança, pois era a primeira vez que era representada, com o intuito de abrir-lhe um espaço no álbum de família. O cenário era, tal como nesta se apresenta, o de um estúdio fotográfico. Para a maior parte das crianças, era a mãe que, tal como levaria a baptizar para a introduzir na comunidade religiosa, a levaria também ao fotógrafo profissional para a dar a conhecer ao mundo. Disporia o bebé sobre uma bancada presente na sala para este fim, ora voltado para cima se fosse menino, ora voltado para baixo se fosse menina. Em ambos os casos, porém, o sexo devia ser ocultado. A frequência do ritual era grande, sendo comum a quase todas as crianças, pelo menos entre a classe média. Tendo em conta, então, que este seria um momento único na vida do cidadão, pois em nenhum outro momento da sua vida posaria despido, questiono-me qual seria o significado histórico e social destas imagens? Embora o cuidado com que se produziam estas representações nos levem a crer num efeito meramente estético, pedirei auxílio a Walter Benjamin para transferir, da sua pesquisa e reflexão em Enfance, Èloge de la poupée et autre essais, algumas ideias que me parecem adequadas e plausíveis na compreensão deste fenómeno. Benjamin considera que, no século XIX, momento em que estas fotografias começavam a circular, a infância era tida entre duas perspectivas. A de Rousseau, segundo a qual a infância não era ainda consciente e as crianças viviam num limbo de inocência. Assim, perante tal ideia, as crianças poderiam posar nuas como “Deus as havia mandado ao mundo”, porque de nada de culpável, pecaminoso e sexuado seriam portadoras. A outra perspectiva integrava-se no sentido hegeliano da humanidade, no qual esta teria de percorrer um caminho evolutivo ao longo da vida para, através da educação e da cultura, atingir o progresso, marca da sociedade moderna. Então, a criança, ora vista como ser assexuado e inocente ora tida como o humano incompleto, apresentar-se-ia à sociedade, pela primeira vez, nua.

17 março 2011

Viver dos rendimentos


Órfão de alunos de 9º ano, estou a viver da herança do ano anterior, a viver dos rendimentos, portanto.
Socorro-me de uns apontamentos que tirava quando projectávamos as fotografias já digitalizadas e, livremente, ainda sem rumo definido sobre elas falávamos.
Numa dessas vezes, o Bernardo, que não tinha propriamente problemas financeiros, saiu-se com um genuíno “professor, o homem parece mascarado”. Mascarado? Devo ter vociferado antes de disparar “sabe por acaso como é que se vivia em Portugal nos anos 40?”
Hoje, tendo em conta a crise económica e financeira que o país atravessa, fico a matutar se quem tem andado mascarado não teremos sido nós todos nestas últimas décadas…?!?

13 março 2011

Laboratório da Polícia Forense



Laurindo Pedro, Laboratório Forense da Polícia, Santa Marta, Lisboa.
Regedor de Vila Chã, mandou erguer cabos eléctricos para fazer chegar a electricidade à vila, tendo uma lápide em seu nome na praça central.

Francisco Faro 9ºE

05 março 2011

Miúdo mascarado,Seixal,1950


1950…Seixal…época carnavalesca…de que é que um miúdo se havia de mascarar?
Um bom carnaval para todos e um abraço.

28 fevereiro 2011

"...sob a direcção da classe operária"


Sorrio ao olhar para esta minha fotografia tirada na escadaria da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa nos idos 1980 ou 81 – sou o estudante lá atrás com um cabelo que parece um cocker.
Encontrei uma igual num blogue criado especialmente por ocasião de um jantar comemorativo dos 25 anos dos finalistas do curso de História de 1982 - http://passado-passado.blogspot.com/
Seis ou sete anos depois da revolução de 1974 ainda se podia ler numa das paredes: “Estudantes ao lado do Povo sob a direcção da classe operária”.
As coisas mudaram um pouco, não?

23 fevereiro 2011

Algures a sul, na memória.

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Esta fotografia podia ser de uma parte antiga e popular de uma cidade portuguesa qualquer, um beco com casas e vizinhos algures a sul.
O que a torna curiosa é ter sido tirada em Luanda em 1951. Como se esta arquitectura improvisada fosse buscar inspiração à memória, ou à saudade, o que neste caso é quase a mesma coisa.

17 fevereiro 2011

Timor, 1961


Sem guerra à espreita, como acontecia noutras latitudes do "Ultramar português", os militares que tiraram esta fotografia em Timor em 1961, aproveitam para afogar a saudade e a distância neste bar cujo mobiliário e seu design é, a par da decoração de interiores - neste caso de exteriores - , um hino à sobrevivência de uma certa portugalidade que vai desaparecendo...

13 fevereiro 2011

Festas da Alta Burguesia



Nesta fotografia podemos observar os convidados de uma festa, vestidos de acordo com a moda dos finais do século XIX, início do século XX, realizada no palacete de campo da minha trisavó, situado numa zona rural perto da Guarda. Este tipo de festas palacianas era muito comum para os membros da alta e média burguesias, constituindo um dos principais divertimentos da época.

Daniel Vaz 9ª E

07 fevereiro 2011

Uma refeição atribulada...



Virgílio Guardião da Silva.

Enquanto estava a cumprir o Serviço Militar, houve um dia, à hora do almoço, que o batalhão estava todo sentado à mesa, então o meu bisavô reparou que no prato dele estava um rato que ele tapou com a massa, não comendo o resto da sua refeição. Esperou que todos comessem e saíssem, depois foi falar com os superiores, informando do que se tinha passado. Ficaram todos muito agradecidos pelo meu bisavô não ter provocado um levantamento de rancho, pois era isso que iria acontecer se ele tivesse falado do que viu ao resto do batalhão. O meu bisavô recebeu um mês de licença e passou a comer com os superiores a melhor comida, como recompensa pela sua boa acção.

Alexandre Serôdio 9ºE