29 dezembro 2010

Vencer 2011







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Em 2000 também havia apreensão e dúvidas…
Com 2011 vai ser o mesmo, e vamos conseguir!
A todos os nossos visitantes deixamos este calendário a todos os títulos extraordinário e os desejos de felicidade e saúde.

21 dezembro 2010

Um Natal feliz



A todos os que nos visitam, desejamos um Natal feliz e cheio de saúde para todos, com um grande e afectuoso abraço.

13 dezembro 2010

Olhares sobre a Guerra




Estas duas fotos retratam José Teixeira, com 20 anos, um de muitos que ingressaram na viagem para a guerra colonial em Angola, mais precisamente em São Salvador do Congo.
A primeira imagem mostra, José Teixeira, num cenário de guerra. Na segunda imagem, bem diferente, vêmo-lo num momento de repouso a almoçar com um habitante angolano.

Trabalho realizado por
André, Diogo e Zé

08 dezembro 2010

Um passeio a Mafra em 1929


Um enigmático passeio a Mafra protagonizado pelos cavalheiros da fotografia no dia 13/10/1929.
Há qualquer coisa no seu ar aventureiro que me leva a suspeitar que se tenham metido ao caminho para experimentarem a grande novidade de 1929 – os primeiros autocarros da empresa de viação Mafrense a fazerem a carreira entre Mafra e Lisboa…

29 novembro 2010

Primeira Comunhão em S. Miguel




"Esta é uma fotografia do meu avô materno, quando fez a primeira comunhão, por volta de 1934.
Fez a sua primeira comunhão numa capela na Ilha de S. Miguel, nos Açores.
Na altura, os pais queriam muitas vezes que os seus filhos fossem baptizados e que fizessem a sua primeira comunhão, era quase como uma obrigação. Os açorianos eram muito religiosos, tal como os meus avós, também os dois açorianos. As crianças quando faziam a primeira comunhão, no caso das raparigas, usavam geralmente um véu, vestidos sempre brancos, e sapatos também, á excepção de uma ou outra criança. No caso dos rapazes, usavam um fato, e uma gravata. Também levavam consigo um terço e a vela de baptismo."

Inês Branco

14 novembro 2010

Uma tarde simplesmente feliz




Sempre que observo esta fotografia lembro-me dos Sheiks e da tarde memorável que deve ter sido quando, ao baterem os Tubarões de Viseu e os Jovens do Ritmo do Seixal, ficaram em 1º lugar na 7ª eliminatória do concurso Ié-Ié no teatro Monumental. Talvez estivesse uma tarde assim nesse dia de 9 de Outubro de 1965… Uma tarde simplesmente feliz.

30 outubro 2010






As duas imagens que se apresentam são do final da década de cinquenta do século XX. Porém, a celebração ritualizada do casamento funciona como uma paragem no tempo, dificultando o encontro dos historiadores com indicadores temporais. O casamento civil constituiu um princípio consagrado pela Revolução Francesa e o século XIX conheceu a sua instituição. O casamento tinha sido ao longo dos séculos um ritual religioso, tanto católico como protestante, que passara nessa altura para as mãos do Estado.
A partir daí o Estado é o verdadeiro regulador dos contratos estabelecidos entre os cidadãos dos dois géneros. Ao mesmo tempo que se estabelece o contrato matrimonial civil também fica instituída a sua dissolução, através do divórcio. Parte-se de uma lógica, por um lado, de contrato jurídico, mas que é acrescido de direitos individuais, de escolhas pessoais nas quais o amor se tornou central. A liberdade individual, pela qual o ideário liberal burguês se orienta a partir dessa altura, toma o amor como uma condição fundamental para o estabelecimento de laços matrimoniais.
A Igreja, embora recuando no seu papel de regulador social, mantém o casamento religioso, agregado à ideia de sacralização do matrimónio e a sua indissolubilidade. Esta impossibilidade de dissolver o laço que ligaria duas pessoas está na raiz da cristalização do tempo que os casamentos trazem inerente. Na aceleração provocada pelo mundo moderno, a existência de casamentos que se não podem desfazer, que se terão de perpetuar, não traduz apenas uma forma de repressão social, mas também funcionam como um espaço de segurança social. O lar deve instituir-se como um local à parte da vida pública, um local de descanso dos afazeres diários, dos negócios, do trabalho ou da dura realidade de todos os dias. Uma paragem no tempo, portanto.
Assim, as fotografias aqui apresentadas são indicadores simbólicos destas ideias. As roupas que os noivos ostentam parecem ser intemporais. O fato preto para os homens, o vestido branco para as mulheres. O único elemento notável é o facto dos vestidos das noivas não terem o mínimo decote, sugerindo uma sociedade católica e especialmente puritana. Estamos na década de 1950, o Estado Novo promovia uma ideia de casamento onde as mulheres, esposas e mães se manteriam puras, para garantir o bom funcionamento da família.
Na primeira, os noivos posam para o fotógrafo antes de entrarem para o Chevrolet, provavelmente alugado para a ocasião. Sobre os seus sorrisos só poderemos especular o quanto se sentiriam aliviados porque a sessão de fotografias acabava ali, junto ao carro. No segundo, os noivos posam com os sobrinhos, nos claustros do Mosteiro dos Jerónimos, local ainda hoje escolhido para estas celebrações pela sua monumentalidade. A tradição histórica como cenário da perpetuação do casamento.
A representação das crianças realiza aqui uma clara alusão a como o casamento implica uma procriação pródiga. Nessa linha de pensamento, pode ainda dizer-se que as meninas de branco e grinaldas na cabeça reafirmam a função social feminina, ou seja, a de preparação para o seu próprio casamento futuro. A divisão dos papéis feminino versus masculino, reproduz-se simbolicamente para as gerações seguintes.

20 outubro 2010

Bombeiros voluntários lisbonenses, 1960


Um relato curioso que descobri em http://www.portaldafenix.com/ quando procurava informação para estas nossas fotografias tiradas em 1960 no salão nobre dos bombeiros voluntários lisbonenses na Praça da Alegria: “Para quem não sabe, os Bombeiros Voluntários da Ajuda, estão situados bem longe do sitio onde originalmente foram criados, no Palacio da Ajuda, pelo Infante D. Afonso em 1880 a 10 de Abril.
Reza a historia que certo dia pelo ano de 1887 houve um grande fogo na zona da baixa, onde foram precisos todos os bombeiros da cidade. Assim foi, os sinos das igrejas tocaram 34 vezes, era o sinal para avançar os bombeiros privativos do palácio real. O então comandante Infante D. Afonso manda avançar os seus homens, mas os cavalos que puxavam as bombas de incêndio estavam a ferrar novas ferraduras, não estavam disponíveis. Perante esta situação o Infante ousou levar os cavalos brancos da Rainha sua mãe . Assim o fez, os cavalos reais correram como nunca com ele a manobrar, horas depois quando voltaram os cavalos brancos, já não eram brancos, eram pretos de tanto fumo e fagulhas do pavoroso incêndio.
Sua mãe a Rainha só soube quando quiz ir dar o passeio da tarde, quandos viu os estado dos seus cavalos e a criadagem lhe terá contado o sucedido.
A sua 1ª medida foi afastar de imediato os bombeiros do palácio, passando os bombeiros para a Cç. da Ajuda 173, anos mais tarde por necessidade do crescimento da cidade passaram para o hospital de todos os santos(H. de S. José) para de seguida passarem "provisoriamente" para a Praça da Alegria, por volta de 1906/07, onde ainda hoje estão. Este é o 1º bocadinho de historia dos bombeiros que eu sirvo com muito orgulho há já 12 anos. Prometo continuar a escrever...”
Para consulta mais detalhada e com fotografias antigas interessantes, sugere-se a ida até http://bvlisbonenses-pmacieira.blogspot.com/

06 outubro 2010

Marcos na vida de Emília



Estas duas fotografias, embora distem duas décadas uma da outra, representam a mesma pessoa, Emília. Tiradas em estúdios fotográficos profissionais indicam a vontade burguesa de cristalizar certos momentos na vida de alguém, retirando-os, como dirá Walter Benjamin, do bulício que é a vida moderna. Guardar imagens para a posteridade tornou-se comum desde o século XIX. No entanto, estas aqui representadas datam do primeiro quartel do século XX, a menina do dealbar do século, 1904 ou 1905, a jovem mulher da década de 20. Os estúdios foram preparados para as receber. A fotografia herda a tradição da pintura. Os retratos holandeses do século XVI já faziam acompanhar os seus modelos de objectos quotidianos. Nestes casos, as figuras compõem as suas posturas com uma floreira, para a menina, e com uma mesa, para a jovem. As posições também foram estudadas. A menina apoia o braço, onde descansa a cabeça, na floreira, enquanto a outra mão segura um ramo de flores. Se o gesto feminino é marcado simbolicamente através das flores, o seu olhar embora directo para a câmara revela uma maior maturidade do que a sua idade indicaria.




No retrato da mulher, o corpo apoia-se com as duas mãos sobre a mesa. Embora a imagem seja serena, o seu olhar exala segurança e determinação. O vestuário escolhido para estas ocasiões também é composto por uma série de indicadores significativos. O requinte é comum às duas imagens. A menina tem um conjunto de elementos que marcam a sua origem social e a feminilidade, uma saia de veludo, uma blusa de renda, botins e um laço de cetim nos cabelos. Porém, estes elementos não põem em causa uma certa noção de infância. A saia é larga revelando que ainda criança deve estar livre para brincar. Quanto ao vestuário da Emília adulta a primeira referência é a da moda. A preocupação foi a da estilização de um fato de marinheiro. A saia permite já ver os tornozelos, tal como se usava na década de vinte. Enquanto a cintura deixou de ser marcada para permitir maior liberdade de movimentos às mulheres, questão muito discutida pelos movimentos feministas deste período. O cabelo curto, ondulado, é também uma imagem de época, mas o toque feminino expressa-se no caracol de cabelo que se enrola sobre a testa. A beleza do rosto é salientada pela sombra dos olhos, que atribuem uma palidez igualmente em moda.

27 setembro 2010

Um entusiasmo sustentável...


Entre 1960 e 1970, os automóveis ligeiros matriculados passaram de 184.257 para 558.738 unidades.
Esta fotografia data de 1966. Compreende-se o entusiasmo contido dos vendedores perfilados…

13 setembro 2010

Passeio no rio Vouga,1958


S.Pedro do Sul. 1958. Férias no rio Vouga. Grupo de amigos. Passeio de barco até à zona do piquenique.
Socorro-me dos apontamentos que me deram acerca desta fotografia. O resultado é uma espécie de telegrama.
A sê-lo verdadeiramente podia estar escrito “Dias de sonho. Menino ganha cores. Voltamos 15 Setembro.”

09 setembro 2010

Heróis do Alfeite



Gentilmente cedida por Carlos Henriques (http://remo-historia.blogspot.com/), eis uma imagem da 1ª prova no Alfeite referida na postagem anterior com o vencedor e principais participantes que disputaram a Taça D. Carlos em 1906.
O nosso imenso obrigado.

08 setembro 2010

A praia da Trafaria...quem diria...


"No ano de 1901, a rainha D. Amélia deslocou-se à Trafaria com o objectivo de inaugurar a primeira colónia balnear que existiu em Portugal.
Embora em Portugal a prática da natação tenha aparecido tarde, iniciando-se por pequenos torneios de verão nas praias mais frequentadas, logo em 1902 o Ginásio Clube Português fundou uma escola de natação na Trafaria. Em 1906 realizou-se a primeira corrida de natação de que há registo, de meia milha na baía do Alfeite para disputar a Taça D. Carlos.
O primeiro registo de apoio a banhistas aparece no Relatório da Comissão Central do ISN referente ao ano de 1909, onde para evitar acidentes marítimos, se propões montar um sistema de vigilância com uma embarcação que percorreria a praia durante banhos. Os primeiros sistemas deste tipo foram montados nas praias da Trafaria e da Albufeira.
O primeiro curso de nadadores-salvadores realizou-se em 1956, com uma frequência de 90 alunos."
http://pt.wikipedia.org/

19 julho 2010

A banhos




Pressinto que vamos todos a banhos neste blogue…Não correu mal, pois não?
Voltamos quando se ouvir de novo barulho nos pátios…Até Setembro? Um abraço.

(fotografia tirada na praia da Trafaria em 1956)

13 julho 2010

Transportes de Sonho


Vai a galope o cavaleiro e sem cessar
Galopando no ar sem mudar de lugar.

E galopa e galopa e galopa, parado,
E galopa sem fim nas tábuas do sobrado.

Oh!, que bravo corcel, que doídas galopadas,
– Crinas de estopa ao vento e as narinas pintadas!

Em curvas pelo ar, em velozes carreiras,
O cavalo de pau é o terror das cadeiras!

E o cavaleiro nunca muda de lugar,
A galopar, a galopar a galopar! …

Afonso Lopes Vieira

22 junho 2010

Festa do Bodo, Azinhaga


Jovem rapariga à porta de casa nos finais dos anos 20. As fitas relacionam-se muito provavelmente com a sua participação nas Festas do Bodo na Azinhaga, Golegã.

17 junho 2010

Mais um para a colecção...



Nesta foto, tirada no quintal dos meus avós, aparece o meu pai com cerca de um ano.
Os carros de bebé antigos são bastante diferentes dos actuais. Os de hoje em dia são mais equipados…
Uma época muito diferente da actual...
MARIANA MOITA,9ºF

A avó da Mariana



A Mariana tem a sorte de ter uma avó que é um autêntico documento histórico ao vivo, ou seja, conta-nos histórias fascinantes da sua vida em Angola antes do 25 de Abril. Por isso, surgiu-nos a ideia de ir procurar ao álbum antigo fotos de família e encontrámos esta foto. Com a preciosa ajuda da D. Ana (a avó) partilhámos vivências e histórias interessantes de uma família que vivia na colónia que Salazar tanto teimou em não largar.
A avó contou-nos que, em Angola, viviam numa grande quinta, e que tinham a vida toda lá. Mas quando a Guerra Colonial começou, em 1961, tiveram de abandonar tudo para poderem sobreviver.
Hoje, ri-se ao contar histórias da época, mas também ficou marcada na sua memória o pânico e o medo que viveu na altura da revolução dos cravos.
Mariana, Ana Vieira, Carolina P. – 9º F

15 junho 2010

TPC


Nesta deliciosa fotografia pode observar-se uma menina aplicada a fazer os seus trabalhos de casa em 1967.
Para a “geração Magalhães” ver o que é portátil a sério – a carteira desmontável, a malinha da escola… e ecológico! Sim, a luz natural nunca fez mal nem ao ambiente nem aos olhos…
Beijinhos e bons resultados para os mais novos.

08 junho 2010

Um abraço do fundo do coração


A todos os nossos queridos alunos do nono ano que hoje terminaram as suas aulas para brilhantemente se prepararem para os exames de Português e Matemática, o memória com. História deseja o maior sucesso e felicidades. Um abraço do fundo do coração!
(ps- este postal, todo original para a época, tem no verso a data de 1925)

07 junho 2010

Descubra as Diferenças




Vila Nogueira, um local pacato em que os dias de mercado eram os mais agitados. Era este o sítio preferido da nobreza do reino que aqui se fixava por longos períodos. O palácio que se vê do lado direito era dos duques de Aveiro. Neste momento o palácio encontra-se em péssimo estado. Um pena… porque na altura foi considerado dos palácios mais opulentos de Portugal.
Desde os anos 50 (quando foi tirada a 1ª foto) que no Rossio deixou de existir o mercado de gado, mas agora realizam-se as festas da Arrábida e todas as semanas a feira das velharias e do artesanato. No dia 10-06-07 foi inaugurada uma estátua de Sebastião da Gama pelo Presidente da República.

Catarina Rodrigues, 9ºB

31 maio 2010

A Guerra ao longe - Portugal,anos 40


Numa tarde, de regresso a casa e a propósito de algumas fotografias, tive uma conversa com o meu avô acerca das dificuldades que vivera na sua infância por causa da II Guerra Mundial. São algumas das suas recordações desse tempo que transcrevo aqui.
“A vida nessa altura era muito difícil por vários motivos. Falta de empregos, de alimentação… a distribuição dos alimentos era controlada pelo Estado e só se podia ir às mercearias, certas lojas e padarias comprar aquilo que era indicado nas senhas que nos eram distribuídas, de acordo com o número de pessoas da família. Tudo isto deu origem ao mercado negro, que vendia por fora as coisas que nós precisávamos. Mas para isso era preciso dinheiro e muitas das pessoas não tinham, só os mais ricos


Salazar vendia os alimentos que nos eram necessários aos países que estavam em guerra, jogava dos dois lados.
Portugal era um centro de espionagem, no Estoril, Sintra, Cascais, Lisboa. Lembro-me também das minas de volfrâmio, que era um minério indispensável para fazer armas e Portugal ganhou muito com a exportação desses materiais.
Lembro-me também de quanto era difícil arranjar petróleo para os candeeiros, e como os meus pais se viam aflitos para o conseguir comprar. Para fazer comer tinham de usar serradura que se vendia em muitos sítios e punha-se no fogão para fazer lume.”

Mafalda Rydin, 9ºB

26 maio 2010

Orquestra Bohémia – 1955



Orquestra Bohémia – 1955.
A Sociedade Filarmónica Providência de Vila Fresca de Azeitão, passou a ser patrocinada pela empresa os “Belos”, a partir de 1950. Em 1953, para ingressar na banda, vindo da Timbre Seixalense, apareceu um senhor chamado Mário Fabrício, que passou a ser professor de música. A certa altura, este pensou em organizar uma orquestra ligeira, à qual deu o nome de Bohémia, cujas estantes foram concebidas na oficina dos Belos. Esta orquestra realizou vários espectáculos em Azeitão, Setúbal, Santana e, com maior sucesso, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Benavente. A fotografia em cima apresentada foi tirada na Sala da Sociedade Providência de Vila Fresca, num dos tantos concertos realizados. A orquestra foi extinta em 1960, devido a uma operação ao coração a que o maestro foi submetido, sem que ninguém o substituísse.
Da esquerda para a direita: Mário Fabrício – Trombone; João Cândido da Silva(o meu avô materno) – 1º Trompete; David Carvalho – 2º Trompete; Estrela Peralta – Acordeão; Agostinho Caineta – Saxofone Alto; José Manuel Cordeiro – Saxofone Barítono; Viriato Campos – Saxofone Tenor. E em cima, Frederico Carvalho – Baterista; e José Pedro Pombo – Vocalista.

Inês Malta, 9ºF

20 maio 2010

Quando vida queria dizer aventura...

Enquanto conversava com os meus avós, vim a descobrir que o meu trisavô, José Alves Cabral Sacadura, foi um dos heróis de Chaimite que ajudou a derrotar o Gungunhana.
Interessei-me tanto pela sua (minha também) história, que procurei mais fotografias e informação.
Vim assim a apurar que nasceu em Celorico da Beira em 1862. Como era o 2º filho (era a época do Morgadio, em que só o filho mais velho herdava as propriedades da família) foi destinado ao exército.
Formou-se na escola de Artilharia de Vendas Novas.
Foi um dos fundadores da cidade da Beira em Moçambique.
Fez parte da missão contra o Gungunhana, como 1º Tenente, sob o comando do Major Caldas Xavier, e mais tarde de Mouzinho de Albuquerque.




Após a vitória, foi armado Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, por feitos na campanha de Moçambique em 1895, tendo recebido do Rei D. Carlos a faixa que ele mesmo usava (a minha trisavó contava que o Rei tirou a sua faixa do pescoço para pôr no do Trisavô!).
Recebeu também as medalhas Militares da Rainha D. Amélia e outras por bons serviços à Coroa.
A carabina por ele usada na campanha de África está exposta no Museu do Exército





Após a implantação da República (como é de calcular, era monárquico), passou à reserva (reformou-se), mas durante a 1ª Guerra Mundial, foi chamado para comandar o Quartel de Brancanes em Setúbal.
Espero não ter maçado o leitor, mas é que os pormenores me despertaram tanto a vontade de saber mais…

Francisco Cunha Rêgo ,9ºE