27 setembro 2010

Um entusiasmo sustentável...


Entre 1960 e 1970, os automóveis ligeiros matriculados passaram de 184.257 para 558.738 unidades.
Esta fotografia data de 1966. Compreende-se o entusiasmo contido dos vendedores perfilados…

13 setembro 2010

Passeio no rio Vouga,1958


S.Pedro do Sul. 1958. Férias no rio Vouga. Grupo de amigos. Passeio de barco até à zona do piquenique.
Socorro-me dos apontamentos que me deram acerca desta fotografia. O resultado é uma espécie de telegrama.
A sê-lo verdadeiramente podia estar escrito “Dias de sonho. Menino ganha cores. Voltamos 15 Setembro.”

09 setembro 2010

Heróis do Alfeite



Gentilmente cedida por Carlos Henriques (http://remo-historia.blogspot.com/), eis uma imagem da 1ª prova no Alfeite referida na postagem anterior com o vencedor e principais participantes que disputaram a Taça D. Carlos em 1906.
O nosso imenso obrigado.

08 setembro 2010

A praia da Trafaria...quem diria...


"No ano de 1901, a rainha D. Amélia deslocou-se à Trafaria com o objectivo de inaugurar a primeira colónia balnear que existiu em Portugal.
Embora em Portugal a prática da natação tenha aparecido tarde, iniciando-se por pequenos torneios de verão nas praias mais frequentadas, logo em 1902 o Ginásio Clube Português fundou uma escola de natação na Trafaria. Em 1906 realizou-se a primeira corrida de natação de que há registo, de meia milha na baía do Alfeite para disputar a Taça D. Carlos.
O primeiro registo de apoio a banhistas aparece no Relatório da Comissão Central do ISN referente ao ano de 1909, onde para evitar acidentes marítimos, se propões montar um sistema de vigilância com uma embarcação que percorreria a praia durante banhos. Os primeiros sistemas deste tipo foram montados nas praias da Trafaria e da Albufeira.
O primeiro curso de nadadores-salvadores realizou-se em 1956, com uma frequência de 90 alunos."
http://pt.wikipedia.org/

19 julho 2010

A banhos




Pressinto que vamos todos a banhos neste blogue…Não correu mal, pois não?
Voltamos quando se ouvir de novo barulho nos pátios…Até Setembro? Um abraço.

(fotografia tirada na praia da Trafaria em 1956)

13 julho 2010

Transportes de Sonho


Vai a galope o cavaleiro e sem cessar
Galopando no ar sem mudar de lugar.

E galopa e galopa e galopa, parado,
E galopa sem fim nas tábuas do sobrado.

Oh!, que bravo corcel, que doídas galopadas,
– Crinas de estopa ao vento e as narinas pintadas!

Em curvas pelo ar, em velozes carreiras,
O cavalo de pau é o terror das cadeiras!

E o cavaleiro nunca muda de lugar,
A galopar, a galopar a galopar! …

Afonso Lopes Vieira

22 junho 2010

Festa do Bodo, Azinhaga


Jovem rapariga à porta de casa nos finais dos anos 20. As fitas relacionam-se muito provavelmente com a sua participação nas Festas do Bodo na Azinhaga, Golegã.

17 junho 2010

Mais um para a colecção...



Nesta foto, tirada no quintal dos meus avós, aparece o meu pai com cerca de um ano.
Os carros de bebé antigos são bastante diferentes dos actuais. Os de hoje em dia são mais equipados…
Uma época muito diferente da actual...
MARIANA MOITA,9ºF

A avó da Mariana



A Mariana tem a sorte de ter uma avó que é um autêntico documento histórico ao vivo, ou seja, conta-nos histórias fascinantes da sua vida em Angola antes do 25 de Abril. Por isso, surgiu-nos a ideia de ir procurar ao álbum antigo fotos de família e encontrámos esta foto. Com a preciosa ajuda da D. Ana (a avó) partilhámos vivências e histórias interessantes de uma família que vivia na colónia que Salazar tanto teimou em não largar.
A avó contou-nos que, em Angola, viviam numa grande quinta, e que tinham a vida toda lá. Mas quando a Guerra Colonial começou, em 1961, tiveram de abandonar tudo para poderem sobreviver.
Hoje, ri-se ao contar histórias da época, mas também ficou marcada na sua memória o pânico e o medo que viveu na altura da revolução dos cravos.
Mariana, Ana Vieira, Carolina P. – 9º F

15 junho 2010

TPC


Nesta deliciosa fotografia pode observar-se uma menina aplicada a fazer os seus trabalhos de casa em 1967.
Para a “geração Magalhães” ver o que é portátil a sério – a carteira desmontável, a malinha da escola… e ecológico! Sim, a luz natural nunca fez mal nem ao ambiente nem aos olhos…
Beijinhos e bons resultados para os mais novos.

08 junho 2010

Um abraço do fundo do coração


A todos os nossos queridos alunos do nono ano que hoje terminaram as suas aulas para brilhantemente se prepararem para os exames de Português e Matemática, o memória com. História deseja o maior sucesso e felicidades. Um abraço do fundo do coração!
(ps- este postal, todo original para a época, tem no verso a data de 1925)

07 junho 2010

Descubra as Diferenças




Vila Nogueira, um local pacato em que os dias de mercado eram os mais agitados. Era este o sítio preferido da nobreza do reino que aqui se fixava por longos períodos. O palácio que se vê do lado direito era dos duques de Aveiro. Neste momento o palácio encontra-se em péssimo estado. Um pena… porque na altura foi considerado dos palácios mais opulentos de Portugal.
Desde os anos 50 (quando foi tirada a 1ª foto) que no Rossio deixou de existir o mercado de gado, mas agora realizam-se as festas da Arrábida e todas as semanas a feira das velharias e do artesanato. No dia 10-06-07 foi inaugurada uma estátua de Sebastião da Gama pelo Presidente da República.

Catarina Rodrigues, 9ºB

31 maio 2010

A Guerra ao longe - Portugal,anos 40


Numa tarde, de regresso a casa e a propósito de algumas fotografias, tive uma conversa com o meu avô acerca das dificuldades que vivera na sua infância por causa da II Guerra Mundial. São algumas das suas recordações desse tempo que transcrevo aqui.
“A vida nessa altura era muito difícil por vários motivos. Falta de empregos, de alimentação… a distribuição dos alimentos era controlada pelo Estado e só se podia ir às mercearias, certas lojas e padarias comprar aquilo que era indicado nas senhas que nos eram distribuídas, de acordo com o número de pessoas da família. Tudo isto deu origem ao mercado negro, que vendia por fora as coisas que nós precisávamos. Mas para isso era preciso dinheiro e muitas das pessoas não tinham, só os mais ricos


Salazar vendia os alimentos que nos eram necessários aos países que estavam em guerra, jogava dos dois lados.
Portugal era um centro de espionagem, no Estoril, Sintra, Cascais, Lisboa. Lembro-me também das minas de volfrâmio, que era um minério indispensável para fazer armas e Portugal ganhou muito com a exportação desses materiais.
Lembro-me também de quanto era difícil arranjar petróleo para os candeeiros, e como os meus pais se viam aflitos para o conseguir comprar. Para fazer comer tinham de usar serradura que se vendia em muitos sítios e punha-se no fogão para fazer lume.”

Mafalda Rydin, 9ºB

26 maio 2010

Orquestra Bohémia – 1955



Orquestra Bohémia – 1955.
A Sociedade Filarmónica Providência de Vila Fresca de Azeitão, passou a ser patrocinada pela empresa os “Belos”, a partir de 1950. Em 1953, para ingressar na banda, vindo da Timbre Seixalense, apareceu um senhor chamado Mário Fabrício, que passou a ser professor de música. A certa altura, este pensou em organizar uma orquestra ligeira, à qual deu o nome de Bohémia, cujas estantes foram concebidas na oficina dos Belos. Esta orquestra realizou vários espectáculos em Azeitão, Setúbal, Santana e, com maior sucesso, no Salão dos Bombeiros Voluntários de Benavente. A fotografia em cima apresentada foi tirada na Sala da Sociedade Providência de Vila Fresca, num dos tantos concertos realizados. A orquestra foi extinta em 1960, devido a uma operação ao coração a que o maestro foi submetido, sem que ninguém o substituísse.
Da esquerda para a direita: Mário Fabrício – Trombone; João Cândido da Silva(o meu avô materno) – 1º Trompete; David Carvalho – 2º Trompete; Estrela Peralta – Acordeão; Agostinho Caineta – Saxofone Alto; José Manuel Cordeiro – Saxofone Barítono; Viriato Campos – Saxofone Tenor. E em cima, Frederico Carvalho – Baterista; e José Pedro Pombo – Vocalista.

Inês Malta, 9ºF

20 maio 2010

Quando vida queria dizer aventura...

Enquanto conversava com os meus avós, vim a descobrir que o meu trisavô, José Alves Cabral Sacadura, foi um dos heróis de Chaimite que ajudou a derrotar o Gungunhana.
Interessei-me tanto pela sua (minha também) história, que procurei mais fotografias e informação.
Vim assim a apurar que nasceu em Celorico da Beira em 1862. Como era o 2º filho (era a época do Morgadio, em que só o filho mais velho herdava as propriedades da família) foi destinado ao exército.
Formou-se na escola de Artilharia de Vendas Novas.
Foi um dos fundadores da cidade da Beira em Moçambique.
Fez parte da missão contra o Gungunhana, como 1º Tenente, sob o comando do Major Caldas Xavier, e mais tarde de Mouzinho de Albuquerque.




Após a vitória, foi armado Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, por feitos na campanha de Moçambique em 1895, tendo recebido do Rei D. Carlos a faixa que ele mesmo usava (a minha trisavó contava que o Rei tirou a sua faixa do pescoço para pôr no do Trisavô!).
Recebeu também as medalhas Militares da Rainha D. Amélia e outras por bons serviços à Coroa.
A carabina por ele usada na campanha de África está exposta no Museu do Exército





Após a implantação da República (como é de calcular, era monárquico), passou à reserva (reformou-se), mas durante a 1ª Guerra Mundial, foi chamado para comandar o Quartel de Brancanes em Setúbal.
Espero não ter maçado o leitor, mas é que os pormenores me despertaram tanto a vontade de saber mais…

Francisco Cunha Rêgo ,9ºE

11 maio 2010

Questões interiores



Esta menina terá hoje à volta de cinquenta e poucos anos. Talvez seja uma das muitas pessoas que hoje no Terreiro do Paço assistiu à Missa celebrada por Bento XVI …

09 maio 2010

Benfica,1960



Aos nossos visitantes Benfiquistas deixamos uma pequena lembrança. Uma capa de uma carteira de sócio do ano de 1960.

05 maio 2010

Um casulo de luz, essa tarde.




Um casulo de luz, essa tarde. Como à beira de um rio no meio de tanta gente. Uma felicidade que abafa os sons para deixar na memória apenas os risos e estranhamente aquela toalha de linho que nunca chegou a aparecer. Como se a luz da tarde incidisse apenas em nós, como nos sonhos.

03 maio 2010

Telefones em 1950





Talvez um simples número consiga falar por si – em 1950 existiam em Portugal ( Continente e Ilhas) 152.973 assinantes de telefone.
Hoje, com telemóveis, emails, facebooks e outros, pode parecer estranho como se conseguia. Mas conseguia-se. E ia-se telefonar a casa do familiar que o tinha, ao vizinho… ao único sítio da aldeia onde havia… e todo esse cerimonial era pretexto de uma conversa, uma visita, saber as “últimas”, coscuvilhar um bocado, se fosse caso disso… Marcar o número … esperar…o silêncio que se fazia…
jmv

29 abril 2010

Um vendaval de liberdades e dúvidas...



Estes miúdos teriam à volta de seis anos em 1974. Esta fotografia data de 1980 e a escola (do Bairro Salgado em Setúbal) onde tiraram a fotografia já não existe.
Entraram para a 1ª classe numa altura em que pelos corredores a cheirar a cera e a giz corria um vendaval de liberdades e dúvidas. Eles parecem descontraídos e felizes. Talvez tenham boas razões para isso.

jmv

25 abril 2010

A Química revolucionária



Nos anos imediatamente a seguir à Revolução de 1974 os sinais de Abril encontravam-se por todo o lado, desde o vocabulário do dia a dia até às paredes com os célebres murais revolucionários… Viemos encontrá-los inesperadamente colados num antigo livro escolar de Química em uso na altura. Atente-se no carácter amador do desenho e da própria concepção gráfica…a paixão não dava tempo e falava mais alto…
A Cooperativa dos Deficientes das Forças Armadas é uma referência triste no meio dos sonhos e das alvoradas permanentes. Foram inúmeros os que regressaram física e psicologicamente destroçados.

jmv

24 abril 2010

Tão longe da esperança



Sempre me entristeceu olhar para esta fotografia. Não é pela guerra, pela pobreza, pela humilhação. É pela distância. Pela distância a que ela se encontra da esperança.
Foi tirada em Moçambique em 1971. Podia ser de 24 de Abril de 1974.

jmv

23 abril 2010

"Orgulhosamente sós"





Guiné,1968-69

Contra ventos e marés, “Orgulhosamente Sós”, Salazar como que contraria a própria História, fechado numa teimosia que vai ao arrepio da descolonização que a comunidade internacional e a ONU incentivavam após a II Guerra.
Esta política irá custar milhares de vidas quer aos jovens portugueses quer aos que nas “Províncias Ultramarinas” lutavam pela independência. Este beco sem saída em que Marcello ainda teimará foi seguramente uma das causas da queda do regime e da Revolução de Abril de 1974.

DJ / jmv

21 abril 2010

Quando as estações se sucediam sem sobressaltos


Sempre que aqui se refere a palavra Primavera tem chovido. Esperemos que seja desta que se quebra o enguiço e que o tempo fique pelo menos como estava neste dia. Nos anos 50, quando as estações se sucediam umas às outras sem grandes sobressaltos.