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30 dezembro 2014

Um feliz e tranquilo ano de 2015


Na impossibilidade mais que certa de podermos usufruir de “Dois Annos de Ferias”, deixamos aos nossos visitantes e amigos a 2ª parte da obra de Júlio Verne com esse título. Trata-se de “A colonia Infantil”, com duas lindíssimas e misteriosas gravuras. A primeira parte intitula-se “A escuna Perdida”.

E já agora um ano de 2015 de acordo com os vossos sonhos e expectativas.




03 dezembro 2014

Fotografia de estúdio, Luanda, 1891

Esta fotografia foi tirada em Luanda em 1891, ou seja, um ano depois do ultimato inglês.
O que será que estes quatro cavalheiros lá estariam a fazer? Será que sabiam do que se passava em Portugal?
É que em 1890 a Grã-Bretanha pretendia ligar o Cabo ao Cairo através de uma linha férrea. Por este motivo e na sequência da apresentação das pretensões portuguesas expressas no «mapa cor-de-rosa» de ligar Angola a Moçambique, a Grã-Bretanha enviou um ultimato a Portugal  exigindo a retirada das forças militares portuguesas da região do Chire (atual Malawi) e da região do atual Zimbabué.
Caso Portugal não retirasse, ameaçava cortar relações diplomáticas ou mesmo usar a força.
Portugal cedeu, o que não foi muito bem aceite pela população e contribuiu para agravar a crise política da monarquia, já que este episódio foi frequentemente utilizado a seu favor pelos republicanos.

Pureza D`Orey, 9ºD

07 novembro 2014

Esgrima a sério


É engraçado ver como a esgrima em 1893 se diferenciava tanto da de hoje em dia. Atualmente a esgrima é praticamente um jogo  eletrónico e naquela altura sim, acho que se podia considerar um desporto, perigoso até, porque as roupas quase não tinham proteções.

                                   Pureza D`Orey, 9ºD

11 março 2014

Quando as imagens falam mesmo ...


A primeira fotografia é a mais antiga e data de 1897. Nela se pode ver uma família ucraniana da classe média, bem sucedida na vida, coisa não muito frequente na altura.

 As duas fotografias seguintes retratam a mesma família alguns anos depois, na primeira década do século XX, antes da revolução russa de 1917.



A quarta e última fotografia mostra as mesmas pessoas, nos anos 20. Se é verdade que as fotografias falam por si, esta é um desses casos. Nela podemos ver claramente as alterações provocadas pela revolução soviética e, talvez ainda, os efeitos das medidas tomadas por Lenine e que ficaram conhecidas por “comunismo de guerra”.
A menina pequenina que se pode ver nas fotos é hoje uma centenária senhora e ainda vive em S. Petersburgo.

Estas imagens podiam dar origem a um romance, mas por agora fica apenas o texto informativo.



Polina Tafintsova, 9ºE

12 fevereiro 2014

Descobrimos um S. Valentim genuinamente português


Cansados da celebração de efemérides alheias que nos soam forçadas e estranhas, descobrimos, graças à D. Edviges, esta peça extraordinária que vos apresentamos.
E tem a ver com namorados, como verão…

Na aldeia alentejana de S. Cristóvão, perto de Montemor-o-Novo, realizava-se uma atividade própria dos bailes da aldeia que consistia em tirar umas rifas onde estavam escritos os nomes dos rapazes e raparigas.
Caso um rapaz tirasse o nome de uma rapariga, teria de arranjar maneira de lhe oferecer uma saia ou uma camisa. Caso lhe saísse a ela o nome de um moço, teria de bordar um lenço com o nome dele e que seria utilizado pelo próprio para limpar a lâmina de fazer a barba.


No presente caso, este lenço, com a data de 1891, foi bordado pela D. Júlia Carvalho. Resta acrescentar que viria a casar com o rapaz a quem o lenço foi oferecido, após o correspondente período de namoro.

10 dezembro 2013

Uma promoção a médico naval de 1ª classe


Este documento, passado aos 18 dias de Janeiro de 1895, trata da promoção de um médico naval a médico naval de primeira classe, com a graduação de 1º tenente da armada.
Agradecemos à professora Graça Bastos que o cedeu, e aos seus alunos Fábio Lopes e Tiago Silva do 6ºB que escreveram a pequena nota biográfica sobre o rei que aparece referido no documento:
“Nascido a 21 de Novembro de 1863, D. Carlos I era filho do rei D. Luís I de Portugal e da princesa Maria Pia de Saboia e subiu ao trono em 1889.Foi cognominado O Diplomata, O Martirizado e O Mártir ou O Oceanógrafo.
Após um curto noivado, D. Carlos e D Amélia de Orleães casaram-se a 22 de Maio de 1886, na Igreja de S. Domingos, e tiveram três filhos: D. Manuel, D Luís Filipe e D Maria Ana.
O seu reinado foi caraterizado por constantes crises políticas e consequente insatisfação popular.
D. Carlos foi assassinado a 1 de Fevereiro de 1908 juntamente com o seu filho D. Luís, ao regressarem a Lisboa de uma temporada no Palácio Ducal de Vila Viçosa.”

26 setembro 2013

Cartilha Maternal


Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas 172 com o objetivo de alfabetizar adultos.

O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria Eduardo Sousa.


26 maio 2012

O bichinho da música




Esta fotografia, de Maio de 1892,existente no museu da Sociedade Filarmónica Perpétua Azeitonense, ilustra a banda da colectividade com o seu segundo fardamento. Nesta fotografia encontra-se o meu tetra avô, Timóteo Rodrigues, que tocava tuba, tal como eu.

Manuel Ribeiro, 9ºE

08 fevereiro 2012

Fotografia com duas cadeiras e pano de fundo




À sua maneira, esta é uma fotografia de estúdio, cerimoniosa como todas as fotografias de estúdio.
Olhando atentamente para o chão, verificamos que ela foi tirada ao ar livre (como o eram no século XIX todas as que eram feitas fora do ateliê por causa da luz) , bastando duas cadeiras e um pano colocado atrás para que o cenário se construísse.
Data de finais do século XIX, desconhecendo nós o motivo que justificou a ida do fotógrafo para registar toda esta pompa e circunstância. A senhora que aparece atrás ao centro é a progenitora desta considerável prole, tendo enviuvado não há muito tempo. Coube-lhe gerir com mão firme os pertences da família, coisa digna de memória no Alentejo dessa altura, mais concretamente em S. Cristóvão, Montemor- O- Novo.
(fotografia gentilmente cedida pela D.Edviges)

03 junho 2011

Fim de tarde


Ao meu coração um peso de ferro
Eu hei de prender na volta do mar.
Ao meu coração um peso de ferro... Lançá-lo ao mar.
Quem vai embarcar, que vai degredado,
As penas do amor não queira levar...
Marujos, erguei o cofre pesado, Lançai-o ao mar.
E hei de mercar um fecho de prata.
O meu coração é o cofre selado.
A sete chaves: tem dentro uma carta...
(...)

Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'

13 fevereiro 2011

Festas da Alta Burguesia



Nesta fotografia podemos observar os convidados de uma festa, vestidos de acordo com a moda dos finais do século XIX, início do século XX, realizada no palacete de campo da minha trisavó, situado numa zona rural perto da Guarda. Este tipo de festas palacianas era muito comum para os membros da alta e média burguesias, constituindo um dos principais divertimentos da época.

Daniel Vaz 9ª E

20 maio 2010

Quando vida queria dizer aventura...

Enquanto conversava com os meus avós, vim a descobrir que o meu trisavô, José Alves Cabral Sacadura, foi um dos heróis de Chaimite que ajudou a derrotar o Gungunhana.
Interessei-me tanto pela sua (minha também) história, que procurei mais fotografias e informação.
Vim assim a apurar que nasceu em Celorico da Beira em 1862. Como era o 2º filho (era a época do Morgadio, em que só o filho mais velho herdava as propriedades da família) foi destinado ao exército.
Formou-se na escola de Artilharia de Vendas Novas.
Foi um dos fundadores da cidade da Beira em Moçambique.
Fez parte da missão contra o Gungunhana, como 1º Tenente, sob o comando do Major Caldas Xavier, e mais tarde de Mouzinho de Albuquerque.




Após a vitória, foi armado Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, por feitos na campanha de Moçambique em 1895, tendo recebido do Rei D. Carlos a faixa que ele mesmo usava (a minha trisavó contava que o Rei tirou a sua faixa do pescoço para pôr no do Trisavô!).
Recebeu também as medalhas Militares da Rainha D. Amélia e outras por bons serviços à Coroa.
A carabina por ele usada na campanha de África está exposta no Museu do Exército





Após a implantação da República (como é de calcular, era monárquico), passou à reserva (reformou-se), mas durante a 1ª Guerra Mundial, foi chamado para comandar o Quartel de Brancanes em Setúbal.
Espero não ter maçado o leitor, mas é que os pormenores me despertaram tanto a vontade de saber mais…

Francisco Cunha Rêgo ,9ºE

15 junho 2009

Retrato de cavalheiro


                                                     Uma das nossas fotografias mais antigas...

27 maio 2009

Azeitão rural no século XIX

Fotografia de uma quinta situada perto de Azeitão, vendo-se o feitor, a família deste e alguns empregados em finais do século XIX.

24 março 2009

Foram mesmo "loucos", os anos 20




Entre esta fotografia de finais do século XIX e a outra de 1928… que diferença!!!
Já se sabe que uma é de uma respeitabilíssima senhora e a outra é de uma “estrela” americana.
As artistas sempre foram mais à frente a abrir o caminho e, talvez por isso, quase nunca eram bem vistas.
De qualquer modo foram mesmo “loucos”, os anos 20.