


Personalidade polémica, referência obrigatória para uns e detestado por outros, Mário Soares é uma das figuras incontornáveis da oposição a Salazar e ao Estado Novo.
A sua fidelidade aos ideais de liberdade e democracia acabará por levá-lo ao exílio em 1970. Virá a ser Presidente da República entre 1986 e 1996.
A sua truculência “valeu-lhe” um retrato pintado por Júlio Pomar para a Galeria dos Presidentes que gerou polémica dada a irreverência do traço no meio das figuras de outros Presidentes formalmente imortalizados.Nesta fotografia, não datada, vemos seguramente um Mário Soares regressado do exílio, de microfone na mão, num dos muitos comícios e manifestações espontâneas que caracterizaram os primeiros tempos do Portugal saído da Revolução de Abril de 1974.

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