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06 novembro 2017

A arte de bem engomar




Estes ferros de engomar estão na família desde o inicio do sec. XX. O ferro maior tem um deposito onde se colocavam as brasas para aquecer o ferro, o mais pequeno é um ferro de viagem e aquecia-se colocando em cima do fogão a lenha.

A origem do ferro de engomar é atribuída aos chineses no sec. VIII.


 No sec. XIII, na Europa, também se colocava carvão em brasa numa caixa fechada, com pega em cima, para passar a roupa. Foram varias as alternativas que apareceram, mas a que se tornou mais popular foi a de aquecer, externamente, uma peça de ferro com pega e colocar sobre a roupa. Foi neste objeto que teve origem a expressão “ferro de passar”.

     Guilherme Cardoso, 9º E


18 outubro 2017

Uma prenda para ir provando...




Botija de whisky escocês. Edição limitada, foi oferecida ao meu avô por um casal de ferroviários escoceses que vieram passar férias em sua casa em 1950.
Bilha feita à mão pela empresa Thom & Cameron fundada em 1888.
Terá entre 108 e 117 anos.







                             

                                Guilherme Cardoso, 9º E

04 junho 2015

Fernando Nogueira, um dos primeiros taxistas deAzeitão


Numa época em que os transportes públicos não abundavam, a existência de um táxi era muito útil para as pequenas e medias deslocações.
No final do século XIX e no início do século XX, o cavalheiro presente na foto, de seu nome Fernando Augusto Nogueira, era o proprietário de um dos dois táxis (na altura chamados carros de praça) existentes em Azeitão.

Miguel Pato, 9ºD

20 dezembro 2014

Uma viagem aos inventores da fotografia


A nossa antiga aluna Polina Tafintsova deixou-nos este verso  de uma foto de estúdio que remonta a 1905 e onde aparecem referidos os “pais” da fotografia, Niepce e Daguerre.
Se quiserem dar uma saltada clicando nesta ligação - http://achfoto.com.sapo.pt/hf_6-2.html - ficam a saber mais sobre estes dois inventores e sobre esses tempos pioneiros.



16 outubro 2014

Descubra as diferenças .4


 A partir deste postal antigo reeditado, a Madalena aceitou o desafio “descubra as diferenças” e partiu à procura de uma fotografia atual.



Palácio do Salinas*1 / Casa do Povo de Azeitão / Centro Infantil Sebastião da Gama
“séc. 19, finais / séc. 20, início - o palácio é utilizado como teatro (Theatro Club Azeitonense), clube e hotel; 1888 - actuação de célebre Taborda na Sala do Teatro; 1904 - o palácio é vendido a Francisco Bruno de Miranda; 1911 - a orientação do teatro está a cargo das Doutoras Maria Cândida Parreira e Laura Chaves; 1912 - o palácio entra na posse de D. Amélia Augusta de Miranda, esposa daquele; 1918 - a orientação do teatro está a cargo de António Bastos; 1933 - o palácio entra na posse das sobrinhas de Francisco Bruno de Miranda, as irmãs Miranda Barbosa; 1940 - o palácio é adquirido por Dr. António Porto Soares Branco que o cede para ser utilizado nas instalações da Casa do Povo de Azeitão; 1947 - o palácio passa por obras de reconstrução e adaptação a casa do povo, construindo-se a varanda na fachada norte do edifício; séc. 20 - é utilizado como infantário.”
 

Madalena Pires, 9º E

26 maio 2014

Lenine fazendo gravações de voz


Neste extraordinário postal editado em Moscovo em 1969, pode ver-se Lenine em frente a um …imagine-se… gravador de voz de 1919. Em breve contamos brindar os nossos visitantes com mais fotografias desta série praticamente inédita.

11 março 2014

Quando as imagens falam mesmo ...


A primeira fotografia é a mais antiga e data de 1897. Nela se pode ver uma família ucraniana da classe média, bem sucedida na vida, coisa não muito frequente na altura.

 As duas fotografias seguintes retratam a mesma família alguns anos depois, na primeira década do século XX, antes da revolução russa de 1917.



A quarta e última fotografia mostra as mesmas pessoas, nos anos 20. Se é verdade que as fotografias falam por si, esta é um desses casos. Nela podemos ver claramente as alterações provocadas pela revolução soviética e, talvez ainda, os efeitos das medidas tomadas por Lenine e que ficaram conhecidas por “comunismo de guerra”.
A menina pequenina que se pode ver nas fotos é hoje uma centenária senhora e ainda vive em S. Petersburgo.

Estas imagens podiam dar origem a um romance, mas por agora fica apenas o texto informativo.



Polina Tafintsova, 9ºE

20 outubro 2013

Viagem ao Brasil


 
 

Nesta foto está representado o meu bisavô, Júlio Gomes da Costa. Esta foto foi tirada no Brasil há mais de cem anos. Quando o meu bisavô partiu para o Brasil, com a intenção de arranjar mais dinheiro para sustentar a sua família, a minha bisavó, Francelina Gomes Ribeiro, ficou seis meses sem saber do seu paradeiro. Com dois filhos para criar, uma já mais velha, e outro com cinco anos, a minha bisavó durante esses  seis meses teve de os sustentar à sua custa. Entretanto o filho de cinco anos acabou por morrer devido a uma doença que o deixou paraplégico, o que naquela altura não se sabia o que era. O meu bisavô Júlio após esses seis meses mandou uma carta e a partir daí começou a enviar dinheiro todos os meses. Esteve no Brasil três anos e quando voltou nasceu a minha avó e o meu tio-avô. Acabou por lá voltar quatro anos depois do nascimento da minha avó. Não se sabe o que lhe aconteceu, apenas se sabe que acabou por morrer no Brasil, pois nunca mais voltou para Portugal.

Cláudia Araújo

03 março 2013

O rapaz profeta



Esta fotografia retrata o meu bisavô José Simões Bixirão. Foi tirada num fotógrafo em Ílhavo (cidade próxima de Aveiro) antes de ele ir para uma procissão de Páscoa. O meu bisavô tinha cerca de 15 anos, logo, a fotografia é de 1905, aproximadamente. As procissões em Ílhavo eram, na altura, muito frequentes e os participantes iam vestidos de acordo com algumas personagens bíblicas. O meu bisavô foi de profeta. Os profetas vestiam-se com muita roupa, para não lhes ser vista qualquer parte do corpo (à exceção do rosto e das mãos). Não pude deixar de reparar na roupa deste “rapaz profeta”: usa um enorme traje até aos pés, um turbante vistoso e ainda um par de meias grossas e compridas com sandálias por cima. Esta fotografia ficou guardada e bem conservada durante 100 anos, por mais 100 gostava que ficasse, em nome da família Bixirão.
Francisca Andersen, 9ºD


24 abril 2012

Um D.Quixote português



Esta fotografia, cedida pela D. Edviges, tem uma história muito engraçada. Este senhor, seu bisavô, era o homem mais alto da aldeia de S. Cristóvão, Montemor-O-Novo. Terá sido o seu tamanho lendário que fez deslocar-se de Évora propositadamente um fotógrafo. A imagem tem datação imprecisa, situando-se nos primeiros anos do século XX.

22 abril 2012

Quinta da Má Partilha



A qualidade desta fotografia não é a melhor, mas tem uma razão, pois foi tirada no início do século XX. Nesta fotografia está o meu bisavô paterno, com mais ou menos 5 anos. A fotografia mostra a família do meu bisavô, os seus pais e os seus dois irmãos. O pai do meu bisavô era o caseiro da “Quinta da Má Partilha” em Vila Fresca de Azeitão. Os meus antepassados devem ter escolhido as suas melhores roupas para tirar esta foto de família. Quando o meu avô viu esta fotografia reparou logo nos sapatos. Achou piada pois quando era pequeno não se lembra de ter tido sapatos.

Catarina Ricardo,9ºA

13 fevereiro 2011

Festas da Alta Burguesia



Nesta fotografia podemos observar os convidados de uma festa, vestidos de acordo com a moda dos finais do século XIX, início do século XX, realizada no palacete de campo da minha trisavó, situado numa zona rural perto da Guarda. Este tipo de festas palacianas era muito comum para os membros da alta e média burguesias, constituindo um dos principais divertimentos da época.

Daniel Vaz 9ª E

21 dezembro 2010

Um Natal feliz



A todos os que nos visitam, desejamos um Natal feliz e cheio de saúde para todos, com um grande e afectuoso abraço.

06 outubro 2010

Marcos na vida de Emília



Estas duas fotografias, embora distem duas décadas uma da outra, representam a mesma pessoa, Emília. Tiradas em estúdios fotográficos profissionais indicam a vontade burguesa de cristalizar certos momentos na vida de alguém, retirando-os, como dirá Walter Benjamin, do bulício que é a vida moderna. Guardar imagens para a posteridade tornou-se comum desde o século XIX. No entanto, estas aqui representadas datam do primeiro quartel do século XX, a menina do dealbar do século, 1904 ou 1905, a jovem mulher da década de 20. Os estúdios foram preparados para as receber. A fotografia herda a tradição da pintura. Os retratos holandeses do século XVI já faziam acompanhar os seus modelos de objectos quotidianos. Nestes casos, as figuras compõem as suas posturas com uma floreira, para a menina, e com uma mesa, para a jovem. As posições também foram estudadas. A menina apoia o braço, onde descansa a cabeça, na floreira, enquanto a outra mão segura um ramo de flores. Se o gesto feminino é marcado simbolicamente através das flores, o seu olhar embora directo para a câmara revela uma maior maturidade do que a sua idade indicaria.




No retrato da mulher, o corpo apoia-se com as duas mãos sobre a mesa. Embora a imagem seja serena, o seu olhar exala segurança e determinação. O vestuário escolhido para estas ocasiões também é composto por uma série de indicadores significativos. O requinte é comum às duas imagens. A menina tem um conjunto de elementos que marcam a sua origem social e a feminilidade, uma saia de veludo, uma blusa de renda, botins e um laço de cetim nos cabelos. Porém, estes elementos não põem em causa uma certa noção de infância. A saia é larga revelando que ainda criança deve estar livre para brincar. Quanto ao vestuário da Emília adulta a primeira referência é a da moda. A preocupação foi a da estilização de um fato de marinheiro. A saia permite já ver os tornozelos, tal como se usava na década de vinte. Enquanto a cintura deixou de ser marcada para permitir maior liberdade de movimentos às mulheres, questão muito discutida pelos movimentos feministas deste período. O cabelo curto, ondulado, é também uma imagem de época, mas o toque feminino expressa-se no caracol de cabelo que se enrola sobre a testa. A beleza do rosto é salientada pela sombra dos olhos, que atribuem uma palidez igualmente em moda.

09 setembro 2010

Heróis do Alfeite



Gentilmente cedida por Carlos Henriques (http://remo-historia.blogspot.com/), eis uma imagem da 1ª prova no Alfeite referida na postagem anterior com o vencedor e principais participantes que disputaram a Taça D. Carlos em 1906.
O nosso imenso obrigado.

13 outubro 2009

Garbosa figura



Portugal acabará por participar na Grande Guerra por razões, digamos, de Estado. Legitimar aos olhos dos restantes países europeus o jovem e “vigoroso” regime republicano é uma delas.
Mas isso a este jovem militar pouco interessa. Ele está felicíssimo por estar vivo, o que não é pouco, dado ter feito parte do Corpo Expedicionário Português que, como se sabe, se saldou num elevado número de mortos.
No verso da carta postal que mandou fazer em França com a sua garbosa figura lê-se o seguinte:
“França, 05.04.1918
Ofereço a minha fotografia como prova de recordação à Sra. Maria José.
Sou quem sabe,
Manuel Gregório”
(um grande obrigado à professora Ana Galrinho pela foto e por ser uma apoiante deste projecto desde a primeira hora)