Carolina Pinta 9ºA
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17 fevereiro 2016
27 fevereiro 2015
20 dezembro 2014
Uma viagem aos inventores da fotografia
A nossa antiga aluna Polina Tafintsova deixou-nos este verso de uma foto de estúdio que remonta a 1905 e onde aparecem referidos
os “pais” da fotografia, Niepce e Daguerre.
Se quiserem dar uma saltada clicando nesta ligação - http://achfoto.com.sapo.pt/hf_6-2.html
- ficam a saber mais sobre estes dois inventores e sobre esses tempos
pioneiros.
03 dezembro 2014
Fotografia de estúdio, Luanda, 1891
Esta fotografia foi tirada em
Luanda em 1891, ou seja, um ano depois do ultimato inglês.
O que será que
estes quatro cavalheiros lá estariam a fazer? Será que sabiam do que se passava
em Portugal?
É que em 1890
a Grã-Bretanha pretendia ligar o Cabo ao Cairo através de uma linha férrea. Por
este motivo e na sequência da apresentação das pretensões portuguesas expressas
no «mapa cor-de-rosa» de ligar Angola a Moçambique, a Grã-Bretanha enviou um
ultimato a Portugal exigindo a retirada
das forças militares portuguesas da região do Chire (atual Malawi) e da região
do atual Zimbabué.
Caso Portugal
não retirasse, ameaçava cortar relações diplomáticas ou mesmo usar a força.
Portugal
cedeu, o que não foi muito bem aceite pela população e contribuiu para agravar
a crise política da monarquia, já que este episódio foi frequentemente utilizado a seu favor pelos republicanos.
Pureza D`Orey, 9ºD
23 novembro 2014
Como um príncipe nessa manhã tão longínqua
Esta fotografia de estúdio, de dimensões pouco vulgares (60x45), foi feita na “Foto America” em Lisboa, corria o ano de 1927.
13 outubro 2014
Foto de estúdio com um toque tropical
O meu avô numa fotografia de estúdio, tirada na “Foto Color”
em Setúbal, nos anos 40.
Miguel Pato, 9ºD
29 setembro 2014
Fotografia de estúdio, anos 20
Esta foto do meu avô foi tirada em 1922 por Manuel Rodrigues
Aldegalega (1878-1940). Fotógrafo de Setúbal, contemporâneo de Américo Ribeiro,
teve fotografias suas numa exposição intitulada “Setúbal ilustrada pela
fotografia (de 1860 a 1930)”,realizada em 2010 no museu do Trabalho Michel
Giacometti.
Inês
Carvalho, 9ºC
31 março 2014
"À la minute" para sempre
Cedidas pela D Edviges, apresentamos hoje três fotografias “à la minute” dos anos vinte e trinta, tiradas na feira de Alcácer-do-Sal. Assinale-se que bastava a rua e uma cortina por trás com a inevitável floreira em madeira a servir de cenário. Para mais tarde recordar.
Não perca sobre esta arte esta interessante reportagem
elaborada pelo jornal O Público : http://static.publico.pt/20Anos/20Historias/VianaCastelo
Apresentamos também imagens destes fotógrafos numa colagem
feita a partir de fotografias recolhidas na net. Na impossibilidade de agradecer e referir todos os créditos das fotos, o nosso muito obrigado pela partilha.
11 março 2014
Quando as imagens falam mesmo ...
A primeira fotografia é a mais antiga e data de 1897. Nela
se pode ver uma família ucraniana da classe média, bem sucedida na vida, coisa
não muito frequente na altura.
A quarta e última fotografia mostra as mesmas pessoas, nos
anos 20. Se é verdade que as fotografias falam por si, esta é um desses casos.
Nela podemos ver claramente as alterações provocadas pela revolução soviética
e, talvez ainda, os efeitos das medidas tomadas por Lenine e que ficaram
conhecidas por “comunismo de guerra”.
A menina pequenina que se pode ver nas fotos é hoje uma
centenária senhora e ainda vive em S. Petersburgo.
Estas imagens podiam dar origem a um romance, mas por agora
fica apenas o texto informativo.
Polina Tafintsova, 9ºE
20 outubro 2013
Viagem ao Brasil
Nesta foto está representado o meu bisavô, Júlio Gomes da Costa. Esta foto
foi tirada no Brasil há mais de cem anos. Quando o meu bisavô partiu para o
Brasil, com a intenção de arranjar mais dinheiro para sustentar a sua família,
a minha bisavó, Francelina Gomes Ribeiro, ficou seis meses sem saber do seu
paradeiro. Com dois filhos para criar, uma já mais velha, e outro com cinco anos, a
minha bisavó durante esses seis meses teve
de os sustentar à sua custa. Entretanto o filho de cinco anos acabou por morrer
devido a uma doença que o deixou paraplégico, o que naquela altura não se sabia o
que era. O meu bisavô Júlio após esses seis meses mandou uma carta e a partir daí
começou a enviar dinheiro todos os meses. Esteve no Brasil três anos e quando
voltou nasceu a minha avó e o meu tio-avô. Acabou por lá voltar quatro anos depois
do nascimento da minha avó. Não se sabe o que lhe aconteceu, apenas se sabe que
acabou por morrer no Brasil, pois nunca mais voltou para Portugal.
Cláudia Araújo
03 abril 2013
Recordações
Os anos passam, mas as memórias
resistem ao tempo. Esta fotografia faz parte do baú das recordações da minha avó.
Ela lembra-se como se fosse ontem o dia em que a tirou. Pois está associada ao
partir de um irmão para a Guerra Colonial na Índia. Naquele tempo as
tecnologias eram bem diferentes das de hoje, por isso aquela fotografia foi
tirada para que o seu irmão a pudesse levar como recordação e memória dos seus
irmãos mais novos, como também do seu cão que agora ficava ao cuidado dos mais pequenos.
Como tal, foi chamado um fotógrafo para tirar a fotografia, no entanto nem tudo
correu como esperado. Pois a vinda de um fotógrafo a uma aldeia remota por
entre as planícies do Alentejo, era motivo de curiosidade para os restantes
habitantes da aldeia. Aquele que era para ser um momento pessoal e emotivo
depressa se tornou numa notícia, a qual toda a população quis testemunhar o
acontecimento. O resultado foi esta fotografia, na qual a minha avó revela bem
no seu rosto a sua frustração e indignação por a sua fotografia se ter tornado
um acontecimento público. Até o cão
ficou melhor!
Rodrigo Santo, 9ºE
03 março 2013
O rapaz profeta
Esta fotografia
retrata o meu bisavô José Simões Bixirão. Foi tirada num fotógrafo em Ílhavo
(cidade próxima de Aveiro) antes de ele ir para uma procissão de Páscoa. O meu
bisavô tinha cerca de 15 anos, logo, a fotografia é de 1905, aproximadamente.
As procissões em Ílhavo eram, na altura, muito frequentes e os participantes
iam vestidos de acordo com algumas personagens bíblicas. O meu bisavô foi de
profeta. Os profetas vestiam-se com muita roupa, para não lhes ser vista
qualquer parte do corpo (à exceção do rosto e das mãos). Não pude deixar de
reparar na roupa deste “rapaz profeta”: usa um enorme traje até aos pés, um
turbante vistoso e ainda um par de meias grossas e compridas com sandálias por
cima. Esta
fotografia ficou guardada e bem conservada durante 100 anos, por mais 100
gostava que ficasse, em nome da família Bixirão.
Francisca Andersen, 9ºD03 fevereiro 2013
Uma menina encantadora
Faltava mais
do que uma década para o 25 de Abril de 1974, um grande marco histórico do
nosso pais.
A minha avó
vestiu a minha mãe com a sua roupa preferida e levou-a ao fotógrafo, hábito da
época, para tirar uma foto. A minha mãe não gostava de tirar fotografias, diz
que demoravam muito tempo e era preciso ficar imóvel, enquanto o fotógrafo
punha a cabeça debaixo de um pano de flanela, ajustava o olho da maquina e dizia:
sorri!
9º E
Nota - Não posso deixar de destacar que a menina que aqui podemos ver é a nossa colega, Celeste Oliveira. Um beijinho para ela.
17 janeiro 2013
A menina dos cabelos loiros
Esta menina
é a minha mãe, chama-se Eulália Maria e pelo que ela me contou o
nome foi herdado da sua bisavó. Esta fotografia foi tirada no dia 24 de
Setembro de 1968, data em que a minha mãe completava os seus 3 anos de idade,
sendo a mais nova das suas duas irmãs. A minha mãe recorda-se desse dia, em que
o meu avô e a minha avó a levaram a um fotógrafo em Setúbal para tirar está
fotografia. Em cada aniversário os meus avós levavam as suas filhas ao fotógrafo
para terem uma recordação do dia do seu aniversário. É uma das poucas
fotografias que tenho da minha mãe quando era pequena.
João Santos, 9º E
21 novembro 2012
Férias em Lisboa
Esta fotografia foi tirada em Lisboa, no ano de 1948, ano em que o meu bisavô, João dos Reis Monteiro, sua esposa Laura dos Santos Vilar (madrasta do meu avô) e seu filho, Luís Francisco Araújo Monteiro, (meu avô), vieram gozar as férias à capital. O meu bisavô tinha 33 anos, a sua esposa, 34 e o meu avô 10 anos. O meu bisavô já faleceu mas a sua esposa e o seu filho, Luís Francisco Monteiro ainda se encontram connosco, com 96 e 74 anos de idade, respectivamente.
Sofia Fialho, 9ºC
20 junho 2011
Sonhos de menina
Nos anos 50, embora a produção de máquinas fotográficas para amadores permitisse a sua progressiva generalização, em Portugal a sua posse era ainda restrita à classe média e, dentro desta, à burguesia com posses, como então se dizia.
As fotografias eram tiradas com parcimónia, quer pelo preço dos rolos e da sua revelação em casas especializadas, quer pelo espírito de poupança próprio da época.
A fotografia a cores será a grande estrela da década.
Todos nós, “habitantes” do mundo digital que nos permite captar largos milhares de imagens com as nossas máquinas actuais, não nos passa pela cabeça a quanto obrigava a gestão de um rolo de vinte fotografias.
Se folhearmos álbuns familiares – para quem os teve – constataremos que, exceptuando as grandes datas (Natais, aniversários, casamentos, baptizados…) não são abundantes as fotografias do quotidiano.
Desconhecemos o que levou esta menina a deslocar-se ao estúdio fotográfico neste dia. Muitas vezes não era preciso qualquer motivo especial para além do ímpeto repentino de uma avó embevecida…
22 março 2011
A nudez infantil como momento de passagem

Este é um exemplo de um tipo de documento fotográfico que foi perdendo o sentido social a partir de meados do século XX. Fotografias como esta representaram um momento crucial na vida de cada criança, pois era a primeira vez que era representada, com o intuito de abrir-lhe um espaço no álbum de família. O cenário era, tal como nesta se apresenta, o de um estúdio fotográfico. Para a maior parte das crianças, era a mãe que, tal como levaria a baptizar para a introduzir na comunidade religiosa, a levaria também ao fotógrafo profissional para a dar a conhecer ao mundo. Disporia o bebé sobre uma bancada presente na sala para este fim, ora voltado para cima se fosse menino, ora voltado para baixo se fosse menina. Em ambos os casos, porém, o sexo devia ser ocultado. A frequência do ritual era grande, sendo comum a quase todas as crianças, pelo menos entre a classe média. Tendo em conta, então, que este seria um momento único na vida do cidadão, pois em nenhum outro momento da sua vida posaria despido, questiono-me qual seria o significado histórico e social destas imagens? Embora o cuidado com que se produziam estas representações nos levem a crer num efeito meramente estético, pedirei auxílio a Walter Benjamin para transferir, da sua pesquisa e reflexão em Enfance, Èloge de la poupée et autre essais, algumas ideias que me parecem adequadas e plausíveis na compreensão deste fenómeno. Benjamin considera que, no século XIX, momento em que estas fotografias começavam a circular, a infância era tida entre duas perspectivas. A de Rousseau, segundo a qual a infância não era ainda consciente e as crianças viviam num limbo de inocência. Assim, perante tal ideia, as crianças poderiam posar nuas como “Deus as havia mandado ao mundo”, porque de nada de culpável, pecaminoso e sexuado seriam portadoras. A outra perspectiva integrava-se no sentido hegeliano da humanidade, no qual esta teria de percorrer um caminho evolutivo ao longo da vida para, através da educação e da cultura, atingir o progresso, marca da sociedade moderna. Então, a criança, ora vista como ser assexuado e inocente ora tida como o humano incompleto, apresentar-se-ia à sociedade, pela primeira vez, nua.
13 outubro 2009
Garbosa figura
Portugal acabará por participar na Grande Guerra por razões, digamos, de Estado. Legitimar aos olhos dos restantes países europeus o jovem e “vigoroso” regime republicano é uma delas.
Mas isso a este jovem militar pouco interessa. Ele está felicíssimo por estar vivo, o que não é pouco, dado ter feito parte do Corpo Expedicionário Português que, como se sabe, se saldou num elevado número de mortos.
No verso da carta postal que mandou fazer em França com a sua garbosa figura lê-se o seguinte:
“França, 05.04.1918
Ofereço a minha fotografia como prova de recordação à Sra. Maria José.
Sou quem sabe,
Manuel Gregório”
(um grande obrigado à professora Ana Galrinho pela foto e por ser uma apoiante deste projecto desde a primeira hora)
Mas isso a este jovem militar pouco interessa. Ele está felicíssimo por estar vivo, o que não é pouco, dado ter feito parte do Corpo Expedicionário Português que, como se sabe, se saldou num elevado número de mortos.
No verso da carta postal que mandou fazer em França com a sua garbosa figura lê-se o seguinte:
“França, 05.04.1918
Ofereço a minha fotografia como prova de recordação à Sra. Maria José.
Sou quem sabe,
Manuel Gregório”
(um grande obrigado à professora Ana Galrinho pela foto e por ser uma apoiante deste projecto desde a primeira hora)
30 março 2009
É quase impossível deixar de olhar

Esta é, por razões óbvias, uma fotografia rara de uma família da classe média/alta da sociedade moçambicana dos anos 30.
É visível, da parte masculina, a influência oriental que a ex-colónia portuguesa sempre teve. O cavalheiro, oriundo da assim chamada Índia Portuguesa, era à altura em que a foto foi tirada, gerente de um importante banco em Moçambique.
A fotografia é tão bonita que é quase impossível deixar de olhar para ela.
É visível, da parte masculina, a influência oriental que a ex-colónia portuguesa sempre teve. O cavalheiro, oriundo da assim chamada Índia Portuguesa, era à altura em que a foto foi tirada, gerente de um importante banco em Moçambique.
A fotografia é tão bonita que é quase impossível deixar de olhar para ela.
20 março 2009
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