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26 setembro 2013

Cartilha Maternal


Nos princípios de 1910, ¾ da população não sabiam ler.
Com este panorama, já em Maio de 1882 tinha sido fundada a “Associação das Escolas Móveis” cujo objetivo, de inspiração republicana e seguindo o método de João de Deus ( a cartilha maternal fora publicada em 1876), era enviar às populações “(…) até onde o permitam os meios económicos do cofre social(…) professores devidamente habilitados”.
Por decreto de 1911, oficializou-se a criação das escolas móveis onde fosse impossível criar escolas de raiz. Só em 1913 foram criadas 172 com o objetivo de alfabetizar adultos.

O seu entusiasmo só diminuiria por volta de 1920. Este exemplar que digitalizámos data de 1915 e foi comprado em Évora na livraria Eduardo Sousa.


26 abril 2012

Abril bem guardado e em boas mãos


                                                                                            (clicar nas imagens para ampliar)



Abril foi também os desenhos nas paredes desta escola, fotografada em 1980.
Neste artigo escrito no jornal “O Setubalense” datado de 1993, pode a dada altura ler-se o seguinte:
“Na escola velha apenas restam desenhos deles, ainda visíveis na pedra da escadaria da entrada. Nada os pode apagar. Quando um dia o edifício for demolido, as histórias continuarão dentro deles, vivas e gravadas na memória, como no primeiro dia em que as viveram. Nada as poderá destruir.”
A escola a que se refere a imagem e o artigo é a escola primária do Bairro Salgado em Setúbal, entretanto demolida.


03 abril 2012

Um infantário alemão.




Nesta fotografia podemos ver o meu pai que frequentava um infantário na Alemanha, país para onde os meus avos emigraram nos anos 60. Naquela altura a Alemanha ainda estava dividida em duas, a Alemanha Capitalista e a Socialista. A minha família vivia na República Federal Alemã, a parte dita capitalista. Esta foto foi tirada em 1977 e meu pai tinha apenas três anos ( bebé da ponta direita, em baixo )

Luis Pedro, 9ºB

14 março 2012

Caderneta escolar, anos 40

                                                                                                                           
                                                                                                                                                       (clicar para ampliar)


A Mocidade Portuguesa (MP) foi criada em 1936 e tinha como objetivos educar os jovens de acordo com os valores do regime: “Deus, Pátria e Família” associados ao gosto pelo militarismo e pela disciplina num verdadeiro culto de veneração da autoridade.
Era obrigatória para os jovens entre os 7 e os 14 anos. Todos os sábados, as crianças que pertenciam à Mocidade tinham que realizar tarefas tais como içar a bandeira, saudação à romana, marchas militares, exercícios físicos, palestra patriótica e cantar o hino da organização.
O uniforme da Mocidade Portuguesa era constituído por uma camisa verde (com distintivo no lado esquerdo), calções ou calças bege e umas botas pretas.
O primeiro comissário nacional foi Francisco José Nobre Guedes, que se inspirou na juventude hitleriana dadas as suas simpatias pelo regime alemão.
Em 1937 nasceu a sua versão feminina que tinha como objetivos formar uma nova mulher, boa católica e portuguesa, futura esposa obediente.
Quer a MP quer a sua versão feminina acabaram depois do 25 de Abril de 1974.

Ana Marta, 9º F


29 abril 2010

Um vendaval de liberdades e dúvidas...



Estes miúdos teriam à volta de seis anos em 1974. Esta fotografia data de 1980 e a escola (do Bairro Salgado em Setúbal) onde tiraram a fotografia já não existe.
Entraram para a 1ª classe numa altura em que pelos corredores a cheirar a cera e a giz corria um vendaval de liberdades e dúvidas. Eles parecem descontraídos e felizes. Talvez tenham boas razões para isso.

jmv

09 novembro 2008

Carroça com Telhado de Zinco, 1936

Esta fotografia teve honras de relato oral que se passa a transcrever: “Quando atingi a idade de ir para o liceu (Sá da Bandeira, Santarém) e não havendo meio de transporte público entre Vilgateira e Santarém, cerca de 14 km, o meu pai resolveu o problema comprando um burro e uma pequena carroça com telhado de zinco e cortinas de pano à volta.
O problema era ter de sair de madrugada, depois de o burro já ter comido a sua ração.
Como tínhamos de passar por algumas localidades onde residiam trabalhadores rurais, a nossa passagem, sempre à mesma hora, converteu-se no seu despertador, dado o barulho que a carroça com o seu tejadilho provocava.”
O que estes rapazes não terão sonhado com um Fiat 521…