Mostrar mensagens com a etiqueta Colonialismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Colonialismo. Mostrar todas as mensagens

03 dezembro 2014

Fotografia de estúdio, Luanda, 1891

Esta fotografia foi tirada em Luanda em 1891, ou seja, um ano depois do ultimato inglês.
O que será que estes quatro cavalheiros lá estariam a fazer? Será que sabiam do que se passava em Portugal?
É que em 1890 a Grã-Bretanha pretendia ligar o Cabo ao Cairo através de uma linha férrea. Por este motivo e na sequência da apresentação das pretensões portuguesas expressas no «mapa cor-de-rosa» de ligar Angola a Moçambique, a Grã-Bretanha enviou um ultimato a Portugal  exigindo a retirada das forças militares portuguesas da região do Chire (atual Malawi) e da região do atual Zimbabué.
Caso Portugal não retirasse, ameaçava cortar relações diplomáticas ou mesmo usar a força.
Portugal cedeu, o que não foi muito bem aceite pela população e contribuiu para agravar a crise política da monarquia, já que este episódio foi frequentemente utilizado a seu favor pelos republicanos.

Pureza D`Orey, 9ºD

11 abril 2014

Soldados e cavalheiros - a importância da etiqueta nas relações luso-indianas







A Sara descobriu este precioso manual destinado aos soldados que iam cumprir serviço militar no então chamado “Estado Português da Índia”. 
Este jovem soldado envia à noiva uma fotografia tirada em junho de 1959, tendo provavelmente no bolso da farda o tal manual destinado a facilitar o encontro de culturas.
Mas isso o texto da Sara Santágueda explica muito melhor.





 Este guia foi realizado, especialmente, para os soldados que se encontravam de partida para a Índia e para os jovens que no futuro seguiriam os mesmos passos. Contém uma pequena introdução sobre a missão dos soldados portugueses, reforçando sempre a ideia do grande privilégio que é embarcar naquela viagem devido aos inúmeros lugares que iam passar e todos os conhecimentos que de outra maneira não poderiam obter.
 De seguida, dá a conhecer aos leitores informações detalhadas sobre o território, especificamente Gamão, Goa e Dio, o clima, a religião predominante (Hinduísmo), as castas e os idiomas falados. Também podemos ler sobre o sistema monetário e os lugares obrigatórios a visitar.
 Dedica a sua última parte a ensinar sobre o comportamento correto de um soldado: encontrar-se sempre preparado militarmente, transmitir uma boa imagem da sua Pátria e respeito pelos nativos (“Só respeitando, sereis respeitados.”). Acaba com alguns conselhos em relação a envolvimentos com nativas, vícios como a embriaguez e à recetividade em relação à cultura Hindu.

                                                                                                  Sara Santágueda, 9ºD

03 fevereiro 2014

Por detrás dos cargos... as pessoas...



João Batista Duarte Pinheira, nascido a 24 de Setembro de 1905 no Bombarral, filho de António Joaquim Pinheira e de Mafalda Maria Duarte Pinheira, formou-se em medicina pela universidade de Lisboa.
Foi promovido a inspector superior de saúde do ultramar em 30 de Dezembro de 1960.




 Ao longo da sua carreira, foi um homem em quem os doentes confiavam, e por quem tinham um carinho enorme, mas a esse respeito sei de muito pouco, pois não o cheguei a conhecer.




Quem sabe melhor o seu lado humano é a minha mãe, e por isso lhe pedi um texto a explicar exactamente esse lado do meu bisavô.



“No trato pessoal e familiar, tinha como características marcantes ser um homem de grande humanidade, generosamente sempre atento às necessidades de todos com quem se cruzava. De coração bondoso, olhar terno, mas ao mesmo tempo autoritário, duramente implacável e desarmante na frontalidade com que expressava as suas fortes convicções.
 Com um grande sentido de Justiça, íntegro de carácter, apreciava e valorizava nos outros a sinceridade, a honestidade, a nobreza de carácter, a boa educação, a pontualidade, o esforço e mérito. Entregou-se de corpo e alma à causa pública e  talvez por isso tenha sido um pai um pouco ausente, mas atento e exigente.
 Teve 5 filhos. Como avô de 10 netos, todos o respeitavam pela figura naturalmente patriarcal, mas dava lugar aos afectos. Até ao fim da vida, com mais de 80 anos o víamos sair cedo de casa para ir a congressos de medicina, almoçar ao Chiado ou à Biblioteca Nacional, jogar Bridge com os amigos. Sempre foi um homem muito activo e lúcido, com uma vida muito preenchida e bem vivida.”

  Maria Beatriz Vale, 9ºD

15 abril 2013

Mistura de culturas


Esta fotografia retrata a minha avó paterna com onze anos de idade, em 1961. 
Foi tirada em Macau, no Jardim de Camões, onde nasceu em 1950. É a mais nova de 6 irmãos, todos nascidos em Macau, que na altura, era uma colónia portuguesa. 
A minha avó aos dezassete anos veio para portugal com os meus bisavós e  um irmão. Os outros emigraram para os Estados Unidos onde vivem actualmente.
Gostava de conhecer melhor a cultura asiática e a terra da minha família pois acho uma cultura interessante e eu também me sinto '' um pouco asiática''.
Beatriz Oliveira, 9º A

02 maio 2012

Inauguração da sede do Sporting Clube Timorense






Na imagem de cima pode ver-se uma fotografia da sede do Sporting Club Timorense. Embora este tenha sido fundado em 1959, por militares portugueses, só em 1962 seria inaugurada a sua sede.
Na foto em baixo podem observar-se ginastas nativas timorenses a realizarem alguns exercícios por altura dessa inauguração.

Ana Marques 9ºD

30 abril 2012

Sporting Clube Timorense vs Benfica Clube Timorense





Jogo de futebol entre militares e civis, que jogavam ocasionalmente. Este jogo pôs frente a frente o Sporting clube Timorense e Benfica Clube Timorense e teve lugar em Timor em 1963.

Ana Marques, 9º D

24 outubro 2011

Praia da Areia Branca, Timor, 1962


Ao olharmos para esta fotografia de repente, achamos que ela pode ter sido tirada em qualquer praia…com um toquezinho exótico, é certo.
Em Timor não chegou a haver guerra com os colonizadores portugueses. Por isso, entre intervalos de vigilância, os militares tinham comportamentos inesperados se comparados com os que cumpriam serviço militar noutras colónias portuguesas…aproveitando por exemplo para ir descontraidamente à praia…neste caso na praia da Areia Branca, em Timor, onde esta fotografia foi tirada em 1962.

Ana Marques, 9ºD

10 outubro 2011

Para mais tarde recordar... Díli,1962


Era no refeitório que os militares se encontravam para comer, matar saudades, falar e, pelos vistos, também tirar fotografias para mais tarde recordar… esta passagem por Díli em 1962

Ana Marques, 9ºD

04 outubro 2011

Timor, 1962




Tropas nativas, tropas de segunda linha. A estas tropas fotografadas em Díli, Timor, em 1962, deram os nossos militares instrução. Uma instrução bem dada mas de certeza diferente da de hoje em dia. Em Timor, talvez a quase ausência de intenções independentistas permitisse uma relação diferente com a população colonizada.


Ana Marques, 9ºD

03 junho 2011

Fim de tarde


Ao meu coração um peso de ferro
Eu hei de prender na volta do mar.
Ao meu coração um peso de ferro... Lançá-lo ao mar.
Quem vai embarcar, que vai degredado,
As penas do amor não queira levar...
Marujos, erguei o cofre pesado, Lançai-o ao mar.
E hei de mercar um fecho de prata.
O meu coração é o cofre selado.
A sete chaves: tem dentro uma carta...
(...)

Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'

23 fevereiro 2011

Algures a sul, na memória.

.
Esta fotografia podia ser de uma parte antiga e popular de uma cidade portuguesa qualquer, um beco com casas e vizinhos algures a sul.
O que a torna curiosa é ter sido tirada em Luanda em 1951. Como se esta arquitectura improvisada fosse buscar inspiração à memória, ou à saudade, o que neste caso é quase a mesma coisa.

17 fevereiro 2011

Timor, 1961


Sem guerra à espreita, como acontecia noutras latitudes do "Ultramar português", os militares que tiraram esta fotografia em Timor em 1961, aproveitam para afogar a saudade e a distância neste bar cujo mobiliário e seu design é, a par da decoração de interiores - neste caso de exteriores - , um hino à sobrevivência de uma certa portugalidade que vai desaparecendo...

20 maio 2010

Quando vida queria dizer aventura...

Enquanto conversava com os meus avós, vim a descobrir que o meu trisavô, José Alves Cabral Sacadura, foi um dos heróis de Chaimite que ajudou a derrotar o Gungunhana.
Interessei-me tanto pela sua (minha também) história, que procurei mais fotografias e informação.
Vim assim a apurar que nasceu em Celorico da Beira em 1862. Como era o 2º filho (era a época do Morgadio, em que só o filho mais velho herdava as propriedades da família) foi destinado ao exército.
Formou-se na escola de Artilharia de Vendas Novas.
Foi um dos fundadores da cidade da Beira em Moçambique.
Fez parte da missão contra o Gungunhana, como 1º Tenente, sob o comando do Major Caldas Xavier, e mais tarde de Mouzinho de Albuquerque.




Após a vitória, foi armado Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, por feitos na campanha de Moçambique em 1895, tendo recebido do Rei D. Carlos a faixa que ele mesmo usava (a minha trisavó contava que o Rei tirou a sua faixa do pescoço para pôr no do Trisavô!).
Recebeu também as medalhas Militares da Rainha D. Amélia e outras por bons serviços à Coroa.
A carabina por ele usada na campanha de África está exposta no Museu do Exército





Após a implantação da República (como é de calcular, era monárquico), passou à reserva (reformou-se), mas durante a 1ª Guerra Mundial, foi chamado para comandar o Quartel de Brancanes em Setúbal.
Espero não ter maçado o leitor, mas é que os pormenores me despertaram tanto a vontade de saber mais…

Francisco Cunha Rêgo ,9ºE

24 abril 2010

Tão longe da esperança



Sempre me entristeceu olhar para esta fotografia. Não é pela guerra, pela pobreza, pela humilhação. É pela distância. Pela distância a que ela se encontra da esperança.
Foi tirada em Moçambique em 1971. Podia ser de 24 de Abril de 1974.

jmv

21 novembro 2008

Aerogramas de Timor 1963







Timor, Caça em 1962



Ao contrário das outras colónias portuguesas, até à Revolução de 1974 não se verificaram em Timor quaisquer desejos independentistas nem actos hostis quanto à presença portuguesa.
As próprias fotos de militares portugueses (normalmente tiradas pelos próprios) sugerem mesmo, se comparadas com as de Angola ou Moçambique e Guiné, uma certa bonomia.
Não se sugere que os militares ali passassem férias ambicionadas. Apenas que a vertigem da distância e da saudade poderiam ser amenizadas por inócuas caçadas com os habitantes locais.
Num dos aerogramas que pudemos ler(de 1963) e que não tem correspondência com a fotografia a não ser a proximidade da data, há insistentes referências ao desejo de partir, à espera insuportável…