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10 abril 2015
08 fevereiro 2015
21 dezembro 2014
Ericeira, anos 30 - a chegada das camionetes
Já desde os anos vinte, a empresa “Mafrense ”fazia o transporte
de pessoas e mercadorias, entre Mafra e Sintra, utilizando veículos puxados por
animais.
Na década de trinta aparece a carreira Ericeira-Lisboa, e no
final dessa década, é inaugurada, em Lisboa, uma filial.
Neste antigo postal dos anos 30 podemos observar o rebuliço
próprio da chegada de uma dessas camionetes.
10 dezembro 2014
Um livro para três gerações de músicos
Estudaram por
este livro três gerações de músicos da mesma família. Foi trazido pelo Daniel
Alves do 9ºD e data dos anos 30.
Falávamos do
seu interesse para o blogue folheando as páginas, quando descobrimos esta
música folclórica de Cabo Verde.
(clicar nas imagens para ampliar)
Pensei
oferecer esta postagem ao Professor Joaquim Faial do “Praia de Bote” e, através
dele, aos habitantes da Ilha do Fogo que passam por esta altura um mau momento.
(ps aguardam-se sábias críticas quanto ao conteúdo)
18 novembro 2014
Uma aventura em Tróia nos anos 30
Esta fotografia, gentilmente cedida pela professora Marina Ferreira, é tão bonita que temos dificuldade em falar dela sem a estragar. Fica entregue ao olhar cuidadoso dos nossos visitantes.
Foi tirada em Tróia nos anos 30,
podendo ver-se a então ainda ponte em madeira. Socorremo-nos do precioso
arquivo de Américo Ribeiro onde fomos encontrar uma fotografia mais panorâmica
da dita ponte e do barco que fazia a travessia desde Setúbal. Uma aventura…
01 outubro 2014
Casal de namorados, Castro Daire, anos 30
Uma
fotografia tirada em 1935, em Castro Daire e onde aparecem os meus bisavós maternos,
ambos trabalhadores rurais e na altura ainda namorados.
A foto foi
cedida pela minha avó, Maria Lourdes Carneiro.
Daniel Alves,
9ºD
21 maio 2014
31 março 2014
"À la minute" para sempre
Cedidas pela D Edviges, apresentamos hoje três fotografias “à la minute” dos anos vinte e trinta, tiradas na feira de Alcácer-do-Sal. Assinale-se que bastava a rua e uma cortina por trás com a inevitável floreira em madeira a servir de cenário. Para mais tarde recordar.
Não perca sobre esta arte esta interessante reportagem
elaborada pelo jornal O Público : http://static.publico.pt/20Anos/20Historias/VianaCastelo
Apresentamos também imagens destes fotógrafos numa colagem
feita a partir de fotografias recolhidas na net. Na impossibilidade de agradecer e referir todos os créditos das fotos, o nosso muito obrigado pela partilha.
08 dezembro 2013
06 novembro 2013
Grande Hotel do Buçaco
Esta fotografia foi tirada no dia 11 de maio de 1938, em frente ao
Grande Hotel do Buçaco.
Antigamente, nas peregrinações até Fátima, era costume passar perto
do hotel para tirar uma fotografia.
Encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1996.
Foi também neste local que em 1810 as tropas anglo- lusas, lideradas
pelo duque de Wellington, derrotaram o exército napoleónico na Guerra
Peninsular.
Vanessa Ribeiro, 9ºE
ps – a título de curiosidade e cedida por um antigo aluno, colocamos
também aqui uma fotografia do mesmo local nos anos 40.
01 outubro 2013
Royal Mail Steam Packet Company
Há uns tempos, o professor Jorge Freixial, entusiasta deste
blogue desde o seu início, ofereceu-me este documento que me deixou a sonhar
todo este tempo.
O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.
O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.
Trata-se de um folheto de propaganda de dois navios da Royal
Mail Steam Packet com uma história
incrível.
O navio Alcântara foi construído em 1926. Serviu como um cruzador mercante armado e de tropas na guerra, e foi devolvido à Royal Mail, em 1948. Foi desmantelado em 1958.
O navio Astúrias foi construído em 1925. Serviu como um navio mercante armado e de tropas durante a guerra, e tornou-se num navio de transporte de emigrantes em 1945. Foi desmantelado em 1957.
Deixamo-vos pistas para que pelos vossos próprios passos os
sigam :
A foto do navio Alcantara com carimbo de 1933 foi obtida
aqui: http://www.danica-janeckova.com/index.php
De entre as
particularidades salientadas para deslumbrar os potenciais viajantes,
destacamos as seguintes:
- Telégrafo sem fios
- Aparelho extintor de incêndios
- Ginásio
- Sala de jogos para crianças
- Salão de cabeleireiro
- Câmara escura para revelar
fotografias
- Elevador eléctrico
14 agosto 2013
09 abril 2013
05 dezembro 2012
27 novembro 2012
20 novembro 2012
13 novembro 2012
Indústria conserveira - publicidade dos anos 30
Ai, se “Joana d´Arc” tivesse provado as sardinhas de Matozinhos…
Um delicioso cartaz de publicidade à indústria conserveira com
uma certa ingenuidade típica dos anos 30.
31 janeiro 2012
Tudo começou com esta fotografia...
Tudo começou com esta fotografia… Num nono ano, a
propósito dos anos 30, da ânsia de estabilidade após a agitação da Primeira
República, levei para uma aula esta fotografia. O objetivo era, a partir dela –
conheço-a bem e aos que lá estão, uma vez que são os meus avós paternos o meu
pai e os meus tios – abordar os anos 30 em Portugal vistos pelos olhos da
classe média conservadora. Os alunos, quando lhes disse quem eram, começaram
com um entusiasmo inusitado e contagiante a fazerem-me perguntas sobre os
personagens que assim, aos poucos, iam ganhando densidade humana, tomando vida
a partir da realidade/ficção que sobre eles tecíamos.
(ler o texto original clicando
aqui)
Lançado o desafio de procurarem eles próprios fotografias de
família... elas foram surgindo, surgindo…E se fizéssemos um arquivo? E um
blogue? Podíamos fazer um blogue?!!??
Pois podíamos e a prova está aqui. Ao fim de três anos e
quase meio ainda dura. Com a perseverança de alguns dos professores do grupo de
História da escola E B 2-3 de Azeitão e sobretudo dos alunos de 9º destes
últimos três anos que têm sido incansáveis a desencantar coisas antigas.
06 abril 2011
Retrato de família, com homem ausente
Este retrato apela para um idílico olhar sobre o universo feminino. Duas mulheres e uma criança gozam de um final de tarde ameno no jardim de sua casa. A simetria dos corpos e o enquadramento das heras, o ar descansado das personagens revelam-nos o cuidado com que o fotografo se aprimorou na representação. Podemos imaginar que aquele que dispara a máquina, não aparecendo por isso na fotografia é justamente o elemento masculino da família. Mas, se o não for, remete-nos para uma realidade bem comum durante o século XX, a da ausência de homens em determinados contextos familiares. O número de casos em que, no decurso desse século, as mulheres foram obrigadas a seguir as suas vidas sem o apoio masculino, foi enorme. Com frequência, estas teriam de sustentar, sozinhas, os filhos e demais dependentes. Estas situações poderiam decorrer da morte dos maridos nas guerras (1ª e 2ª guerra mundial, nomeadamente) ou de situações de divórcio ou de mães solteiras. Nestes casos, as mulheres lançadas no mercado de trabalho, até aí só masculino, fizeram avançar as mentalidades, na medida em que o seu próprio estatuto punha em causa as determinações morais e religiosas de que o seu lugar deveria ser em casa.
22 março 2011
A nudez infantil como momento de passagem

Este é um exemplo de um tipo de documento fotográfico que foi perdendo o sentido social a partir de meados do século XX. Fotografias como esta representaram um momento crucial na vida de cada criança, pois era a primeira vez que era representada, com o intuito de abrir-lhe um espaço no álbum de família. O cenário era, tal como nesta se apresenta, o de um estúdio fotográfico. Para a maior parte das crianças, era a mãe que, tal como levaria a baptizar para a introduzir na comunidade religiosa, a levaria também ao fotógrafo profissional para a dar a conhecer ao mundo. Disporia o bebé sobre uma bancada presente na sala para este fim, ora voltado para cima se fosse menino, ora voltado para baixo se fosse menina. Em ambos os casos, porém, o sexo devia ser ocultado. A frequência do ritual era grande, sendo comum a quase todas as crianças, pelo menos entre a classe média. Tendo em conta, então, que este seria um momento único na vida do cidadão, pois em nenhum outro momento da sua vida posaria despido, questiono-me qual seria o significado histórico e social destas imagens? Embora o cuidado com que se produziam estas representações nos levem a crer num efeito meramente estético, pedirei auxílio a Walter Benjamin para transferir, da sua pesquisa e reflexão em Enfance, Èloge de la poupée et autre essais, algumas ideias que me parecem adequadas e plausíveis na compreensão deste fenómeno. Benjamin considera que, no século XIX, momento em que estas fotografias começavam a circular, a infância era tida entre duas perspectivas. A de Rousseau, segundo a qual a infância não era ainda consciente e as crianças viviam num limbo de inocência. Assim, perante tal ideia, as crianças poderiam posar nuas como “Deus as havia mandado ao mundo”, porque de nada de culpável, pecaminoso e sexuado seriam portadoras. A outra perspectiva integrava-se no sentido hegeliano da humanidade, no qual esta teria de percorrer um caminho evolutivo ao longo da vida para, através da educação e da cultura, atingir o progresso, marca da sociedade moderna. Então, a criança, ora vista como ser assexuado e inocente ora tida como o humano incompleto, apresentar-se-ia à sociedade, pela primeira vez, nua.
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