19 junho 2015
05 junho 2015
Anos 70, sem qualquer dúvida
- Quando foi esta foto tirada?
- Janeiro 1974.
- Que idade tinha nesta foto?
- 18 Anos.
- Na altura, sabia da existência da PIDE ou
conhecia casos da intervenção desta?
- Sim, sabia que existia, apesar de os jornais não
publicarem estes casos. Ou seja, tudo o que sabia vinha de conversas que ouvia.
- Para além destas situações, sentia a ação da
censura?
- Sentia-se bastante a censura...não só nos jornais
como na rádio. Por vezes as canções ou artigos eram publicados e só eram
retiradas mais tarde quando se davam conta do seu verdadeiro significado ,como
as canções do Zeca Afonso.
- Quais foram as maiores diferenças que sentiu com
o 25 de abril?
- Esta foi uma revolução fundamental para o
desenvolvimento económico e social de Portugal. Foi com o 25 de Abril que
passámos a poder dizer aquilo que pensávamos e a defender aquilo que achávamos
justo.
- O seu marido chegou a ir para a Guerra Colonial?
- Não...Ele entrou para a tropa em Março de 1974,
pouco antes do25 de Abril e, visto que a Guerra Colonial ainda permanecia nesta
altura, foi por sorte.
- Há algo de
que sente falta do antigo regime?
- O respeito é o que faz mais falta...Tudo isto melhoraria um
bocado se também fosse melhorada a educação, na qual se tem apostado cada vez
mais, mas não tem dado muito bom resultado.
- Para a atual situação, considera que “faz falta
alguém como Salazar”?
- Ainda continua a haver muitos erros no país. Mas
não nos podemos esquecer que
Salazar amordaçava as pessoas, retirava-lhes a
liberdade de expressão e isso é um erro injustificável.
- Por fim o que foi a revolução para si?
- Foi a mudança de um regime e, o mais importante,
o fim da guerra do Ultramar para onde seguiria o meu marido.
Esta entrevista foi feita a minha
avó Maria de Lurdes ,no mês de abril de 2015.
Catarina Vedor
9ºD
04 junho 2015
Fernando Nogueira, um dos primeiros taxistas deAzeitão
Numa época em que os transportes públicos não abundavam, a
existência de um táxi era muito útil para as pequenas e medias deslocações.
No final do século XIX e no início do século XX, o
cavalheiro presente na foto, de seu nome Fernando Augusto Nogueira, era o proprietário
de um dos dois táxis (na altura chamados carros de praça) existentes em
Azeitão.
Miguel Pato, 9ºD
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