12 fevereiro 2014

Descobrimos um S. Valentim genuinamente português


Cansados da celebração de efemérides alheias que nos soam forçadas e estranhas, descobrimos, graças à D. Edviges, esta peça extraordinária que vos apresentamos.
E tem a ver com namorados, como verão…

Na aldeia alentejana de S. Cristóvão, perto de Montemor-o-Novo, realizava-se uma atividade própria dos bailes da aldeia que consistia em tirar umas rifas onde estavam escritos os nomes dos rapazes e raparigas.
Caso um rapaz tirasse o nome de uma rapariga, teria de arranjar maneira de lhe oferecer uma saia ou uma camisa. Caso lhe saísse a ela o nome de um moço, teria de bordar um lenço com o nome dele e que seria utilizado pelo próprio para limpar a lâmina de fazer a barba.


No presente caso, este lenço, com a data de 1891, foi bordado pela D. Júlia Carvalho. Resta acrescentar que viria a casar com o rapaz a quem o lenço foi oferecido, após o correspondente período de namoro.

07 fevereiro 2014

Soldados e cavalheiros


Meu tio avô ,Manuel Nunes, no dia do seu casamento  em Cuimba ,Angola, em 1964, em plena Guerra Colonial.
O meu tio avô casou-se por procuração com a minha tia avó Fátima que estava em Portugal devido à sua filha estar quase a nascer e ele não querer ser pai sem estar casado.

Gonçalo Camacho, 9ºD

03 fevereiro 2014

Por detrás dos cargos... as pessoas...



João Batista Duarte Pinheira, nascido a 24 de Setembro de 1905 no Bombarral, filho de António Joaquim Pinheira e de Mafalda Maria Duarte Pinheira, formou-se em medicina pela universidade de Lisboa.
Foi promovido a inspector superior de saúde do ultramar em 30 de Dezembro de 1960.




 Ao longo da sua carreira, foi um homem em quem os doentes confiavam, e por quem tinham um carinho enorme, mas a esse respeito sei de muito pouco, pois não o cheguei a conhecer.




Quem sabe melhor o seu lado humano é a minha mãe, e por isso lhe pedi um texto a explicar exactamente esse lado do meu bisavô.



“No trato pessoal e familiar, tinha como características marcantes ser um homem de grande humanidade, generosamente sempre atento às necessidades de todos com quem se cruzava. De coração bondoso, olhar terno, mas ao mesmo tempo autoritário, duramente implacável e desarmante na frontalidade com que expressava as suas fortes convicções.
 Com um grande sentido de Justiça, íntegro de carácter, apreciava e valorizava nos outros a sinceridade, a honestidade, a nobreza de carácter, a boa educação, a pontualidade, o esforço e mérito. Entregou-se de corpo e alma à causa pública e  talvez por isso tenha sido um pai um pouco ausente, mas atento e exigente.
 Teve 5 filhos. Como avô de 10 netos, todos o respeitavam pela figura naturalmente patriarcal, mas dava lugar aos afectos. Até ao fim da vida, com mais de 80 anos o víamos sair cedo de casa para ir a congressos de medicina, almoçar ao Chiado ou à Biblioteca Nacional, jogar Bridge com os amigos. Sempre foi um homem muito activo e lúcido, com uma vida muito preenchida e bem vivida.”

  Maria Beatriz Vale, 9ºD