27 maio 2013

Uma turma na década de 50


Nesta fotografia está a minha avó materna (segundo lugar a contar da direita, na segunda fila a contar de baixo) com a sua turma da primeira classe, em 1955.Nesta altura não havia turmas mistas, daí a turma da minha avó ser apenas de raparigas.Na terceira e quarta classes, faziam-se exames orais e escritos e já se estudavam disciplinas como história, geografia e ciências.
 Adriana Belchior, 9ºB

 

 

19 maio 2013

Recordação do copejo do atum na costa algarvia


Nesta fotografia, a minha avó materna Maria Filipe e a minha prima Maria de Fátima encontravam-se, em 1957, num barco do arraial Ferreira Neto, na foz do Rio Gilão, em Tavira, onde estavam instalados os pescadores e o material utilizado na armação para a pesca do atum. Pouco depois, a minha avó e a minha prima ouviram repicar um sino, que avisou os pescadores da urgência de saírem nos barcos para o mar, a fim de rodearem o copo da armação onde já estavam os atuns. Assistiram ao copejo em que os peixes, atingidos pelos bicheiros (arpões), saltavam para os barcos.
Mais tarde, a minha avó, leu com muito interesse a história da introdução da pesca do atum pelos sicilianos e genoveses, no reinado de D. Afonso III, até D. Carlos I que organizou a campanha oceanográfica do atum, permitindo orientar cientificamente esta pesca.Atualmente, já não existe esta armação. Apenas um pequeno museu assinala uma atividade outrora tão importante na economia portuguesa.

Inês Castro, 9ºD

02 maio 2013

Três gerações de mulheres trabalhadoras



A foto é, aproximadamente de 1957 e foi recuperada de um negativo, pelo meu pai.  
Nela se encontram a minha avó paterna, Maria José Pinto, a minha bisavó Celeste Pinto e a minha trisavó Joana Bértolo. Foi tirada pelo meu avô que namorou a minha avó desde os 13 anos. A fotografia é na quinta de são Francisco, Casais da serra e retrata a debulha manual do milho. A minha avó está de vestido “domingueiro” apenas a posar para a fotografia. Nesta época os caseiros das quintas (meu bisavô e bisavó) para além de trabalharem as horas normais, tratavam de tudo o resto, não tendo tempos livres, nem no fim-de-semana…quase um regime de escravatura.
 
Inês Rendas, nº23, 9ºD.