Nos anos 50, embora a produção de máquinas fotográficas para amadores permitisse a sua progressiva generalização, em Portugal a sua posse era ainda restrita à classe média e, dentro desta, à burguesia com posses, como então se dizia.
As fotografias eram tiradas com parcimónia, quer pelo preço dos rolos e da sua revelação em casas especializadas, quer pelo espírito de poupança próprio da época.
A fotografia a cores será a grande estrela da década.
Todos nós, “habitantes” do mundo digital que nos permite captar largos milhares de imagens com as nossas máquinas actuais, não nos passa pela cabeça a quanto obrigava a gestão de um rolo de vinte fotografias.
Se folhearmos álbuns familiares – para quem os teve – constataremos que, exceptuando as grandes datas (Natais, aniversários, casamentos, baptizados…) não são abundantes as fotografias do quotidiano.
Desconhecemos o que levou esta menina a deslocar-se ao estúdio fotográfico neste dia. Muitas vezes não era preciso qualquer motivo especial para além do ímpeto repentino de uma avó embevecida…

