31 março 2011
25 março 2011
Talvez um riso de crianças...quem sabe?!?
Agora que está na ordem do dia a frieza dos números, ficam aqui alguns para reflexão.
Taxa de natalidade em Portugal:
1960 ________________24,1% *
1980 ________________16,1%
2001 ________________10,9%
(…)
*esta fotografia data de1966
22 março 2011
A nudez infantil como momento de passagem

Este é um exemplo de um tipo de documento fotográfico que foi perdendo o sentido social a partir de meados do século XX. Fotografias como esta representaram um momento crucial na vida de cada criança, pois era a primeira vez que era representada, com o intuito de abrir-lhe um espaço no álbum de família. O cenário era, tal como nesta se apresenta, o de um estúdio fotográfico. Para a maior parte das crianças, era a mãe que, tal como levaria a baptizar para a introduzir na comunidade religiosa, a levaria também ao fotógrafo profissional para a dar a conhecer ao mundo. Disporia o bebé sobre uma bancada presente na sala para este fim, ora voltado para cima se fosse menino, ora voltado para baixo se fosse menina. Em ambos os casos, porém, o sexo devia ser ocultado. A frequência do ritual era grande, sendo comum a quase todas as crianças, pelo menos entre a classe média. Tendo em conta, então, que este seria um momento único na vida do cidadão, pois em nenhum outro momento da sua vida posaria despido, questiono-me qual seria o significado histórico e social destas imagens? Embora o cuidado com que se produziam estas representações nos levem a crer num efeito meramente estético, pedirei auxílio a Walter Benjamin para transferir, da sua pesquisa e reflexão em Enfance, Èloge de la poupée et autre essais, algumas ideias que me parecem adequadas e plausíveis na compreensão deste fenómeno. Benjamin considera que, no século XIX, momento em que estas fotografias começavam a circular, a infância era tida entre duas perspectivas. A de Rousseau, segundo a qual a infância não era ainda consciente e as crianças viviam num limbo de inocência. Assim, perante tal ideia, as crianças poderiam posar nuas como “Deus as havia mandado ao mundo”, porque de nada de culpável, pecaminoso e sexuado seriam portadoras. A outra perspectiva integrava-se no sentido hegeliano da humanidade, no qual esta teria de percorrer um caminho evolutivo ao longo da vida para, através da educação e da cultura, atingir o progresso, marca da sociedade moderna. Então, a criança, ora vista como ser assexuado e inocente ora tida como o humano incompleto, apresentar-se-ia à sociedade, pela primeira vez, nua.
17 março 2011
Viver dos rendimentos
Órfão de alunos de 9º ano, estou a viver da herança do ano anterior, a viver dos rendimentos, portanto.
Socorro-me de uns apontamentos que tirava quando projectávamos as fotografias já digitalizadas e, livremente, ainda sem rumo definido sobre elas falávamos.
Numa dessas vezes, o Bernardo, que não tinha propriamente problemas financeiros, saiu-se com um genuíno “professor, o homem parece mascarado”. Mascarado? Devo ter vociferado antes de disparar “sabe por acaso como é que se vivia em Portugal nos anos 40?”
Hoje, tendo em conta a crise económica e financeira que o país atravessa, fico a matutar se quem tem andado mascarado não teremos sido nós todos nestas últimas décadas…?!?
13 março 2011
Laboratório da Polícia Forense
05 março 2011
Miúdo mascarado,Seixal,1950
1950…Seixal…época carnavalesca…de que é que um miúdo se havia de mascarar?
Um bom carnaval para todos e um abraço.
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