29 abril 2010

Um vendaval de liberdades e dúvidas...



Estes miúdos teriam à volta de seis anos em 1974. Esta fotografia data de 1980 e a escola (do Bairro Salgado em Setúbal) onde tiraram a fotografia já não existe.
Entraram para a 1ª classe numa altura em que pelos corredores a cheirar a cera e a giz corria um vendaval de liberdades e dúvidas. Eles parecem descontraídos e felizes. Talvez tenham boas razões para isso.

jmv

25 abril 2010

A Química revolucionária



Nos anos imediatamente a seguir à Revolução de 1974 os sinais de Abril encontravam-se por todo o lado, desde o vocabulário do dia a dia até às paredes com os célebres murais revolucionários… Viemos encontrá-los inesperadamente colados num antigo livro escolar de Química em uso na altura. Atente-se no carácter amador do desenho e da própria concepção gráfica…a paixão não dava tempo e falava mais alto…
A Cooperativa dos Deficientes das Forças Armadas é uma referência triste no meio dos sonhos e das alvoradas permanentes. Foram inúmeros os que regressaram física e psicologicamente destroçados.

jmv

24 abril 2010

Tão longe da esperança



Sempre me entristeceu olhar para esta fotografia. Não é pela guerra, pela pobreza, pela humilhação. É pela distância. Pela distância a que ela se encontra da esperança.
Foi tirada em Moçambique em 1971. Podia ser de 24 de Abril de 1974.

jmv

23 abril 2010

"Orgulhosamente sós"





Guiné,1968-69

Contra ventos e marés, “Orgulhosamente Sós”, Salazar como que contraria a própria História, fechado numa teimosia que vai ao arrepio da descolonização que a comunidade internacional e a ONU incentivavam após a II Guerra.
Esta política irá custar milhares de vidas quer aos jovens portugueses quer aos que nas “Províncias Ultramarinas” lutavam pela independência. Este beco sem saída em que Marcello ainda teimará foi seguramente uma das causas da queda do regime e da Revolução de Abril de 1974.

DJ / jmv

21 abril 2010

Quando as estações se sucediam sem sobressaltos


Sempre que aqui se refere a palavra Primavera tem chovido. Esperemos que seja desta que se quebra o enguiço e que o tempo fique pelo menos como estava neste dia. Nos anos 50, quando as estações se sucediam umas às outras sem grandes sobressaltos.

19 abril 2010

Curiosas convivências...





O documento, datado de 1911, é uma escritura de uma propriedade e à primeira vista nada teria de extraordinário. No verso, contudo, a estampilha da Contribuição Industrial tem um pormenor curioso e bastante elucidativo da arte de resolver os problemas à portuguesa – por baixo da Coroa um carimbo a vermelho (tecnicamente designa-se sobrecarga) dá vistosamente conta da existência do novo regime. Visto com mais atenção, a marca de água do papel selado tem bem estampado a coroa real… curiosas convivências …