30 março 2009

É quase impossível deixar de olhar


Esta é, por razões óbvias, uma fotografia rara de uma família da classe média/alta da sociedade moçambicana dos anos 30.
É visível, da parte masculina, a influência oriental que a ex-colónia portuguesa sempre teve. O cavalheiro, oriundo da assim chamada Índia Portuguesa, era à altura em que a foto foi tirada, gerente de um importante banco em Moçambique.
A fotografia é tão bonita que é quase impossível deixar de olhar para ela.

24 março 2009

1926,1927,1929, Elas é que são as heroínas






Os “loucos” anos 20… imaginamos, por acaso, como foi difícil a estas jovens futuras senhoras convencerem os pais de que o Charleston, e o Tango – meu Deus, ai o Tango – não tinham nada de repreensível?
E o cabelo à “garçonne”? A determinação que não deve ter sido preciso perante o olhar atónito e desgostoso das mães… e arranjar alguém que cortasse os enormes cabelos e estivesse ainda por cima a par das modas importadas da altura…
Claro que são “loucos” os anos 20. Mas elas é que são as heroínas…

Foram mesmo "loucos", os anos 20




Entre esta fotografia de finais do século XIX e a outra de 1928… que diferença!!!
Já se sabe que uma é de uma respeitabilíssima senhora e a outra é de uma “estrela” americana.
As artistas sempre foram mais à frente a abrir o caminho e, talvez por isso, quase nunca eram bem vistas.
De qualquer modo foram mesmo “loucos”, os anos 20.

23 março 2009

O estúdio de gravação


Imagina-se o que ele se deve divertir… e a preocupação do pai se lhe passa o entusiasmo da cantoria e lhe dá para se interessar pelas bobines mágicas que não param de rodar.
Esta voz, não sabemos se desafinada, nunca terá o mesmo encanto na perfeição de uma gravação recente.
“Reaccionarices” assumidas…

14 março 2009

Bela banhoca



Que bela banhoca...com a água morna a ser deitada pelas costas a tempos sabiamente certos, quem é que queria sair? Não há banheira actual, jacuzzi ou poliban que lhe matem as saudades...!

10 março 2009

Retrato fora do baralho






Personalidade polémica, referência obrigatória para uns e detestado por outros, Mário Soares é uma das figuras incontornáveis da oposição a Salazar e ao Estado Novo.
A sua fidelidade aos ideais de liberdade e democracia acabará por levá-lo ao exílio em 1970. Virá a ser Presidente da República entre 1986 e 1996.
A sua truculência “valeu-lhe” um retrato pintado por Júlio Pomar para a Galeria dos Presidentes que gerou polémica dada a irreverência do traço no meio das figuras de outros Presidentes formalmente imortalizados.Nesta fotografia, não datada, vemos seguramente um Mário Soares regressado do exílio, de microfone na mão, num dos muitos comícios e manifestações espontâneas que caracterizaram os primeiros tempos do Portugal saído da Revolução de Abril de 1974.

05 março 2009

A altura das calças


O André enviou-nos esta fotografia que intitulou o dia-a-dia nos anos 20, com um p.s. curioso que dizia “preste atenção à altura das calças.” E é verdade.

01 março 2009